quinta-feira, 28 de abril de 2011

Pontificado e Diálogo inter-religioso, João Paulo II

Pontificado
Com mais de 26 anos, é o terceiro pontificado mais longo da História da Igreja Católica. Alguns números que se destacam são o de viagens pastorais fora da Itália (mais de 100, visitando 129 países e mais de 1000 localidades), cerimónias de beatificação (147) e canonizações (51), nas quais foram proclamados 1338 beatos e 482 santos. É considerado pelo seu carisma e habilidade para lidar com os meios de comunicação social, o Papa mais popular da História.
A primeira metade do seu pontificado ficou marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Muitos polacos consideram que o marco inicial da derrocada comunista foi o discurso de João Paulo II em 2 de Junho de 1979, quando falou a meio milhão de compatriotas em Varsóvia e destacou o trabalho do Solidariedade. "Sem o discurso de Wojtyla, o cenário teria sido diferente. O Solidariedade e o povo não teriam se sentido fortes e unidos para levar a luta adiante", acredita o escritor e jornalista Mieczylaw Czuma. "Foi o papa que nos disse para não ter medo." Dez anos depois, as eleições de 4 de Junho de 1989 foram uma "revolução sem sangue" e encorajaram outros países do bloco comunista a se liberar de Moscovo. A data tornou-se simbólica da fim do socialismo real. O movimento sindical Solidariedade, liderado por Lech Walesa, obteve a vitória nas primeiras eleições parcialmente livres de todo o bloco comunista.
João Paulo II criticou fortemente a aproximação da Igreja com o marxismo nos países em desenvolvimento, e em especial a Teologia da Libertação.
"Não é possível compreender o homem a partir de uma visão económica unilateral, e nem mesmo poderá ser definido de acordo com a divisão de classes.", disse aos bispos brasileiros em 26 de Novembro de 2002.Durante a sua visita a Cuba, em Janeiro de 1998, que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro, condenou o embargo económico dos E.U.A. ao país. Em 2003, por intermédio do cardeal Angelo Sodano, enviou uma carta ao presidente Fidel Castro criticando "as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e, também as condenações à pena capital"

Condenou também o terrorismo e o ataque ao World Trade Center ocorrido em 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos da América.
Em relação ao Concílio Vaticano II, no qual João Paulo II participou, ele tentou activamente continuar as reformas e as ideias saídas deste Concílio, nomeadamente sobre o ecumenismo e sobre a abertura da Igreja ao mundo moderno. O Cónego João Seabra afirmou que João Paulo II "é um homem do Concílio, na sua doutrina, na sua concepção do mundo, na sua pastoral. O seu modelo de Igreja é da Lumen Gentium, a sua liturgia é da Sacrosanctum Concilium, a sua pastoral social é da Gaudium et Spes, João Paulo II é o Concílio em Marcha. Nesse sentido o concílio, na maneira como foi lido e aplicado pelo grande Papa João Paulo II, teve uma grande importância na queda do comunismo".

Diálogo inter-religioso

Promotor de uma aproximação às outras grandes religiões monoteístas do mundo,João Paulo II enfrentou no entanto acusações de "proselitismo agressivo" feitas pelo mundo ortodoxo. A reconciliação com os judeus marcou a sua viagem à Terra Santa em Março de 2000 e uma "viragem" nas relações entre as duas religiões.
Motivou o diálogo interreligioso, o ecumenismo e a cultura da paz, sendo o primeiro Sumo Pontífice a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém, a 26 de Março de 2000, e onde pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pelos filhos da Igreja no passado. Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquitaDamasco, Síria), e a promover jornadas ecuménicas de reflexão pela paz em Assis ( (em Oração Mundial pela Paz). Fez a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.

João Paulo II, determinou a devolução à Igreja Ortodoxa Russa do Ícone de "Nossa Senhora de Kazan", a "Theotokos" e sempre Virgem Maria. No dia 28 de Agosto de 2004, a "Solenidade da gloriosíssima Dormição da Theotokos", delegação representativa da Igreja Católica, chefiada pelo Cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, entregou o Ícone, depois de um solene ofício na Catedral da Dormição no Kremlim, em Moscovo, em que participaram numerosos fiéis.

Texto redirado do Wikipédia. Editado por Thiago Calixto, 
coordenador do Grupo de Coroinhas São Miguel Arcanjo

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Histórico do Papa João Paulo II


18 de Maio de 1920
Karol Wojtyla, nasceu em Wadowice (Cracóvia), na Polônia. Sua mãe chamava-se Emília e seu pai, Karol. Tinha um irmão de 14 anos mais velho, Edmund, e uma irmã, Olga, que morreu com 6 anos de idade, por volta de 1914.

20 de Julho de 1920
Batizado Karol (Carlos) Joseph. Chamado pelo diminutivo Lolek ou Lolus (Carlinhos).

13 de Abril de1929
A mãe, Emília, morre, aos 45 anos.

5 de Dezembro de 1932
Edmund, seu único irmão, médico recém-formado, morre de escarlatina.

1934-1938
Participa como ator de muitas peças teatrais.

22 de Junho de 1938
Admitido na Faculdade de Fisolofia da Jagellonian University de Cracóvia. No verão desse mesmo ano, ele e seu pai mudam para Cracóvia, para Karol continuar os estudos.

1939
Início da Segunda Guerra Mundial. A Polônia é ocupada pelos alemães.

18 de Feverreiro de 1941
Seu pai morre de um ataque cardíaco. Com seu pai morto e sua terra ocupada e ameaçada de perder valores, como a religião e o culto a Nossa Senhora, Karol talvez sentisse que seu sofrimento estava de alguma forma ligado ao da Polônia.

Outubro de 1942
Entra para o Seminário clandestino da Faculdade de Teologia da Jagellonian University. Antes de entrar para o seminário, Karol trabalhava numa fábrica de produtos químicos.

Março de 1943
Faz o papel principal de uma peça clandestina sobre a Polônia. Pelo teatro e por outras articulações, Karol colaborou intensamente na resistência dos poloneses contra os invasores nazistas.

1944
Recebe as primeiras ordens e, em 1946, celebra sua primeira Missa. A Igreja Católica polonesa sobreviveu a guerra, mas ainda ia enfrentar tempos difíceis, com a ocupação soviética.

15 de Novembro de 1946
Deixa a Polônia para estudar teologia na Universidade Angelicum, em Roma. Sua tese foi sobre o grande místico do século XVII, São João da Cruz, que tinha visões de Nossa Senhora.

1948
Volta para a Polônia. Vai ser pároco da cidade de Niegowic, perto da cidade natal. Ao chegar, beija o solo, num gesto que se tornaria sua marca pessoal. É transferido, logo depois, para a Igreja do bairro universitário de São Floriano. É um pastor entusiasmado, sobretudo com os jovens. Além disso, faz estudos brilhantes de doutorado na Jagellonian University, em Cracóvia. Também começa a dar aula e a escrever.

Setembro de 1958
É ordenado bispo e convidado a participar do Concílio Vaticano II.

1963
Papa Paulo VI nomeia Karol Arcebispo de Cracóvia. Torna-se cardeal em 1964.

De 1962 a 1978
Sai da Polônia umas 50 vezes para participar de congressos, fazer trabalhos para o Concílio, peregrinações e outras atividades, incluindo uma célebre viagem à Alemanha, em 1978, que reconciliaria as duas Igrejas, separadas desde a Guerra.

16 de Outubro de 1978
O cardeal Karol Wojtyla é eleito sucessor do Papa João Paulo I. Sua eleição foi marcada por dois fatos incomuns na história do papado: ele era um pastor e não um diplomata ou membro da hierarquia do Vaticano e, principalmente, não era italiano.


Retirado da página Beatificação Papa João Paulo II da Comunidade Canção Nova. Editado por Thiago Calixto, coordenador do Grupo de Coroinhas São Miguel Arcanjo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ressuscitou!


Uma antiga e sempre atual saudação para o Tempo Pascal resume em poucas palavras a fé dos cristãos: “Cristo ressuscitou”! A resposta confirma a convicção: “Ressuscitou de verdade”! Pode ser retomada na Liturgia e repetida nos cumprimentos entre as pessoas e, mais ainda, pode ser roteiro de vida! É o nosso modo de desejar uma Santa Páscoa a todos, augurando vida nova e testemunho vivo do Ressuscitado, com todas as consequências para a vida pessoal e para a sociedade.


Celebrar a Páscoa é penetrar no mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nestes dias de Semana Santa salta à vista Seu modo tão divino e humano de viver a entrega definitiva. “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). É a entrega livre daquele de quem ninguém tira a vida, mas se faz dom de salvação.


Jesus Cristo, que é verdadeiro Deus, oferece o testemunho de inigualável maturidade, na qual se encontra a referência para todos os seres humanos. “Os guardas voltaram aos sumos sacerdotes e aos fariseus, que lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? Responderam: Ninguém jamais falou como este homem” (Jo 7, 45-46). Encontrá-Lo é descobrir o caminho da realização pessoal. Mas seria pouco considerá-Lo apenas exemplo a ser seguido. “De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). O homem verdadeiro é Senhor e Salvador. N'Ele estão nossas esperanças e a certeza da ressurreição. Mais do que Mestre ou sábio de renome, n'Ele está a salvação.

Seus apóstolos e discípulos, antes temerosos diante das perseguições, tendo recebido o Espírito Santo, sopro divino do Ressuscitado sobre a comunidade dos fiéis, tornaram-se ardorosos anunciadores de Sua ressurreição e de Seu nome. Basta hoje o anúncio de Cristo: “Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes. “Quando ouviram isso, ficaram com o coração compungido e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: Irmãos, que devemos fazer? Pedro respondeu: “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2, 36-39).

Cristo morreu, Cristo ressuscitou, Cristo há de voltar! O que parece simplório é suficiente, pois daí nascem todas as consequências: vida nova, alegria perene, capacidade para se levantar das próprias crises e pecados, amor ao próximo, vida de comunidade, testemunho corajoso da verdade, vida nova na família cristã, compromisso social, serviço da caridade! Tudo isso? Sim, na Páscoa de Jesus Cristo está o centro da fé cristã e a fonte de vitalidade, da qual gerações e gerações de cristãos beberam como de uma fonte verdadeiramente inesgotável.

Celebrar a Páscoa é ir além da recordação dos fatos históricos, para chegar ao encontro com Cristo vivo. Nós cristãos O reconhecemos hoje presente, fazendo arder os corações, vamos ao Seu encontro nos irmãos, especialmente na partilha com os mais pobres, acolhemos Sua palavra viva, lida da Sagrada Escritura e proclamada na liturgia, sabemos que Ele permanece conosco se nos amamos uns aos outros e está vivo na Igreja, quando se expressam os sucessores dos Apóstolos e O buscamos na maior exuberância de Sua presença, que é a Eucaristia. Este é nosso documento de identidade!

Com o necessário respeito à liberdade de todas as pessoas, queremos hoje dizer a todos os homens e mulheres, em todas as condições em que se encontram, que as portas estão abertas, mais ainda: escancaradas. Se quiserem, aqui está o convite para a maior de todas as comemorações: “Celebremos a festa, não com o velho fermento nem com o fermento da maldade ou da iniquidade, mas com os pães ázimos da sinceridade e da verdade!” (I Cor 5, 8). É Páscoa do Senhor! Feliz, verdadeira e santa Páscoa da Ressurreição!


Escrito por Dom Alberto Taveira Corrêa Arcebispo de Belém - PA. Editado por Thiago Calixto, coordenador do Grupo de Coroinhas São Miguel Arcanjo

sábado, 23 de abril de 2011

Sábado Santo ALELUIA...


Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.
Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.
O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: "O meu Senhor está no meio de nós". E Cristo respondeu a Adão: "E com teu espírito". E tomando-o pela mão, disse: "Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará".
Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti por aqueles que nascerem de ti, agora digo, que com todo o meu poder, ordeno aos que estava na prisão: 'Sai!'; e aos que jaziam na trevas. 'Vinde para a luz!'; E aos entorpecidos: 'Levantai-vos!'
Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.
Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu Filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci a terra e foi até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixastes o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus, e num jardim crucificado.
Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida.
Vê minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar dos teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à arvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendes suas mãos para a árvore do paraíso.
Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.
Levante-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas no trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constitui anjos que, como servos, te guardassem, ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.
Está preparado o trono dos querubins prontos e a postos os mensageiros, construídos o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos, adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o Reino dos Céus preparado para ti desde toda a eternidade".
Retirado da Liturgia da Horas. Edição Thiago Calixto.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tenho o que preciso! Preciso do que tenho!

Pense comigo: você diante de sua TV, e o que aparece na telinha é um comercial com uma geladeira bonita, em um dia de sol, namorando, rindo e curtindo a vida. ao término da propaganda, aparece algo como: "a vida é hoje!", "aproveite" ou outro slogan qualquer que traz esta mesma ideia. Tipo: "seja feliz agora tendo isso, por isso, e só custa isso". Ironia do destino? Não! O público-alvo dos comerciais é justamente o jovem, já que, entre outros fatores, viaja mais, diverte-se mais e, por consequência, gasta mais.

Sim, realmente somos o alvo deste mercado. Mais fazer o quê? A cada dia uma novidade, a cada dia uma evolução e vitrines com produtos da última hora.

É possível sobreviver?
Acredito que SIM. Basta usar da mesma técnica. Já ouviu falar de custo-benefício?
Ou seja, aquilo que estou comprando realmente vale a pena?
Vou mais além. Realmente vale a pena investir nisso? É essencial para mim? Ou quero apenas acompanhar uma moda ou ideologia?

Galera, perguntas como estas trazem maturidade e coerência.
Vontade todos temos, quem não gostaria de ter Ipod de última geração turbinado com não sei quantos GBs?
Não existe mal na vontade. Agora o que faço com ela? Devo tomar cuidado. Não somos só vontade, somos razão! Somos análise também.

Diante de suas vontades pense: em que isso me faz melhor?
Tendo isso, contribuo mais para ser gente e ter um mundo melhor, ou me fecho em meu mundo egoísta e orgulhoso?
O benefício é maior que o custo que tenho ao adquirir algo?
Ser cristão é saber administrar aquilo que tenho oferecendo o melhor para o outro...
Somos gente que se relaciona e não que se isola. Não somos ilhas, não é?

Diante de minhas vontades eu me questiono: por que quero isso?
Quero porque realmente preciso ou por que todo mundo tem e eu tenho que ter?
Este "todo mundo" é perigoso demais, podemos nos perder aí no que somos.

E os excessos então? Nossas gavetas denunciam o que somos. É bom esvaziá-las de vez enquanto, ficando somente com o que é necessário. Você já observou quanta coisa sem necessidade acabamos consumindo?

O QUE VOCÊ NÃO USA NÃO TE PERTENCE.

Viva com o necessário! Então vamos lá, mais que viver consumindo produtos de propagandas, qual tal criar o seu slogan: Tenho o que preciso, preciso do que Tenho


Um artigo do Adriano Gonçalves da Comunidade Canção Nova editado por 
Thiago Calixto coordenador do Grupo de Coroinhas São Miguel Arcanjo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

JESUS, tu és o Pão da Vida!

No Evangelho de São João, encontramos o discurso a respeito do Pão da Vida. Jesus antecipa aos discípulos o maravilhoso tesouro que iria nos deixar:

"Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele" (Jo 6,54-56).

Depois de ouvirem as palavras de Jesus, os discípulos murmuraram: "Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?" (Jo 6,60). Não foi o povo quem disse isso, muito menos os escribas, nem os fariseus ou os doutores da lei, nem mesmo os judeus contrários a Jesus: quem disse isso foram os Seus discípulos, os escolhidos para segui-Lo. Aqueles que o Senhor havia mandado à Sua frente, para pregarem e operarem milagres em Seu nome.

Depois das palavras de Jesus, "muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com ele" (Jo 6,66). Eles partiram, não acompanharam mais o Senhor. Poderíamos até pensar que esse foi um momento de crise dentro do ministério do Senhor Jesus. Ele corria o risco de perdê-los [discípulos], depois de prepará-los e formá-los. Portanto, se Jesus não quisesse dizer que Seu Corpo é verdadeira comida e Seu Sangue verdadeira bebida, com certeza teria chamado os discípulos de volta e explicado que se tratava de uma linguagem simbólica, espiritual.

Contudo, o Senhor não voltou atrás no que Ele queria dizer, apesar de Seus discípulos não aceitarem. Eles não tiveram a paciência de esperar. Se perseverassem, entenderiam que Jesus lhes daria o Seu Corpo e o Seu Sangue na forma de pão e vinho, pois foi isso que Ele realizou na Última Ceia.

Diante dessa situação, Jesus questionou os Doze: "Vós também quereis ir embora?" (Jo 6,67). Assim, correu o risco e desafiou os apóstolos. Foi como se dissesse: "Eles foram embora, porque não quiseram aceitar: acharam muito duro. Vocês também querem ir embora? Não posso e não vou voltar atrás. É isto mesmo que vou fazer: dar minha carne como comida e o meu sangue como bebida. Porque minha carne é a verdadeira comida, e o meu sangue é a verdadeira bebida. Vocês querem ir embora também?". Pedro logo respondeu: "A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna" (Jo 6,68).

Pedro e os apóstolos permaneceram ao lado de Jesus. Pela graça de Deus, também permaneceremos com Pedro e com os apóstolos, ao ficarmos ao lado da Igreja, que acreditou nas palavras de Jesus Cristo: "Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele" (Jo 6,55-56).

Não podemos ser como os discípulos, que se afastaram por considerarem muito difícil a doutrina. Ou, ainda, como aqueles que celebram a ceia, mas não creem que Jesus está realmente presente na hóstia consagrada, não acreditam que Ele está renovando o Seu sacrifício em cada Santa Missa.

Embora não consigamos entender, com nossa inteligência, a maravilha que Jesus fez, ficamos com Pedro e com os apóstolos. Permanecemos com a Igreja e professamos: "A quem iríamos, Senhor? Somente tu tens palavras de vida eterna. Cremos e sabemos que tu és o Santo Deus".

Jesus falou em “carne e sangue” para não pensarmos que se tratasse de um símbolo ou somente de um espírito. Ele especificou bem: "Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele". Assim, deixa claro o seguinte: "Eu não dou apenas espiritualmente, eu me dou verdadeiramente. O mesmo Corpo que foi estraçalhado na cruz e que hoje está diante do Pai é o Corpo que eu vos dou. O mesmo Sangue que foi derramado na cruz, pela vossa salvação, eu hoje vos dou, para que tenhais a vida eterna, e para ressuscitardes Comigo no último dia".
É o mistério da fé. A pessoa humana de Jesus pode estar onde quiser, como a velocidade do pensamento: não há empecilhos. Pode passar pelas paredes, pelas pedras, não tem peso. É assim também o Corpo ressuscitado e glorioso de Jesus.

Fonte: Canção Nova
Edição: Thiago Calixto

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Os 10 Mandamentos do Papa João Paulo II


1 - Não tenhais medo! João Paulo II disse essa frase quando assumiu o Pontificado em 1978. Quando eu disser a Deus e a Maria “sou todo Teu”, o Espírito Santo começa a fazer em minha vida tudo o que é da vontade de Deus. Porém, muitas vezes o que Deus quer para mim não é o que eu quero, não é o que eu planejei. Por isso não tenhais medo! Se desejo ser um instrumento de Deus não posso ter medo da cruz e do sofrimento. E a cura para o medo está na confiança à Divina Misericórdia. Medo se cura com confiança.
 
2 – Abri as portas ao redentor! Não se feche ao Espírito Santo, não queira ter um Deus intimista. Deus quer que você abra o seu coração de tal maneira há não existir mais nenhuma sombra dentro dele. Permita que Deus entre e ilumine cada canto do seu coração. Nossa Senhora nos diz “não ofenda mais o meu filho, Ele já está tão ofendido”. Não se feche. Abra o seu coração. Abri as portas ao redentor! Deixa o Senhor agir
em sua vida.

 
3- Creia e Adore Jesus na Eucaristia! João Paulo II é o papa da Eucaristia. Como ele, creia e adore Jesus Eucarístico. Os que ficarão até o último instante na batalha final serão aqueles que crêem e adoram a Jesus Eucarístico. A eucaristia é um Sacramento onde Jesus se faz vivo, Corpo e Sangue, Alma e Divindade. Não queira entender a Eucaristia. O sacerdote ao consagrar o Corpo e o Sangue de Jesus nos diz “Eis o mistério da fé!” Mistério não se explica apenas se contempla e adora. Tudo aquilo que se explica deixa de ser mistério.
 
4- Seja todo de Maria! Se eu for todo de Maria eu serei todo de Jesus. Nossa Senhora não pode ficar escondida. São Luis Grignion de Montfort diz que é mais fácil separa o sol da luz do que separar Maria de Jesus. Ele ainda explica os motivos Deus ter escondido Maria na primeira vinda de Jesus. Segundo Montfort, primeiro porque a Mãe é tão querida que se Ele não a escondesse nós iríamos nos direcionar mais à Mãe do que ao Filho. E também porque na segunda vinda de Jesus, Deus a colocará em linha de frente. Então, tudo o que acontecer até a vinda final de Jesus será pelas mãos da Mãe. João Paulo II, obediente ao pedido da Mãe em Fátima, em 1999 chamou os 5 mil Bispos da Igreja, rezou o rosário e consagrou todo o mundo e a Igreja nas mãos da Mãe. A partir deste dia a Mãe tomou a linha de frente e assumiu o comando. Este foi o cumprimento da profecia que Maria cantou no Magnificat na casa de Isabel. “Todas as gerações me proclamaram bem-aventurada porque o todo poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1,46). E o Senhor nos diz que muitos que não aceitam a Mãe vão ter que admitir que Ela é especial. Este é um dos sinais que nos mostrará que o retorno de Jesus está próximo. Se Maria não fosse importante Jesus não teria vindo por meio Dela, ele escolheria qualquer outro caminho. Vamos abrir o nosso coração, ser todo de Maria e assim Ela nos faz todo de Jesus. Não tenha medo de amar Maria imaginando que estará a colocando no lugar de Deus. Maria não sabe se colocar no lugar de Deus. O lugar de Maria é sempre debaixo da cruz de Cristo em pé, nunca acima Dele. Maria não é deusa, não é maior do que Deus. Maria é uma criatura de Deus como nós, apenas com uma diferença: Pura, Imaculada e toda de Deus.
 
5- Peça perdão e perdoe sempre! Não tem como ser um seguidor de Cristo sem perdoar e ter a humildade de pedir perdão. Talvez perdoar seja até mais fácil do que pedir perdão porque nos sentimos valorizados quando alguém vem nos pedir perdão. Mas o que precisamos é ter a humildade de pedir perdão. Tomemos como exemplo a humildade de João Paulo II que foi até a prisão pedir perdão e perdoar àquele que tentou tirar a sua vida.
 
6- Carregue sua cruz com amor e alegria! A vida de João Paulo II nos ensina a carregar a cruz com amor e com alegria. Porém, estar alegre não significa ficar dando gargalhadas. Há muitas pessoas alegres que estão com lágrimas nos olhos, pois a alegria é um estado da alma e não simplesmente algo exterior. Nem todos que estão dando risadas estão alegres e nem todos que estão chorando estão tristes. Uma pessoa pode estar se arrastando, mas está feliz porque conseguiu entende o mistério da cruz. Carregue a cruz, não arraste, não corte pedaços, não faça nenhuma barganha com a sua cruz. Não se deixe seduzir em ir cobrar a cruz do seu irmão achando que a dele é mais leve do que a sua. A tua cruz foi feita no teu tamanho e na tua medida. Se você acha que a sua cruz está pesada, olhe para trás e veja que o outro está carregando uma torra nas costas e nunca disse para Deus que estava pesada demais, porque ele conseguiu carregar com amor e com alegria. Quando eu carrego com amor e alegria eu estou reverenciando Deus, quando eu reclamo estou reverenciando o demônio. Não desanime com os problemas, seja corajoso e cante “Vitória tu reinarás, oh cruz tu nos libertará!” Seja ousado, é pela cruz que vem a vitória. Santo Agostinho diz que quem procura um Cristo sem cruz vai encontrar uma cruz vazia sem Cristo. A cruz é a marca de Deus. Se não tem cruz, não tem sofrimento, não é de Deus. Porque as coisas de Deus são seladas no sangue, no sofrimento. São seladas na dificuldade.
 
7- Seja sempre uma pessoa de paz! Se alguém vir brigar com você, declare já no inicio: “eu sou da paz”. Sejamos pessoas de paz como foi João Paulo II que durante o seu pontificado sempre demonstrou a preocupação pela paz no mundo sendo audacioso a ponto de intervir diretamente através de escritos e pronunciamentos televisivos.
 
8- Defenda a vida com a tua vida! Se for preciso, defenda a vida com a tua vida. Lute contra o aborto, se for preciso morrer por uma pessoa, morra. Doe órgãos. Doe a vida dando a sua vida. No ano de 2000 a revista Times, nos Estados Unidos, que costuma todos os anos eleger o homem mais belo, mais elegante, etc., elegeu João Paulo II o homem do ano, porque defendia a vida. “Podemos não concordar com aquilo que ele ensina, mas temos que admitir que é verdade”, justificavam sua escolha.
 
9- Orai e vigiai sem cessar! Não deixe uma brecha para o inimigo. Se você der uma brecha ele entra. Ele fica rondando, ele não dorme, não tem corpo e não se cansa. Ele fica observando e a hora que você decide descansar ele entra. Portanto, vigiai orai sem cessar. É comum vermos as imagens de João Paulo II com um terço na mão ajoelhado diante do Cristo Eucarístico, ou diante da imagem da Mãe mostrando-nos assim que era um homem de profunda oração e intimidade com Deus.
 
10- Confie sempre na Misericórdia Divina! Poucos dias antes de morrer, João Paulo preparou um discurso, que após a sua morte foi lido para mais de 130 mil pessoas na Praça de São Pedro. Neste discurso ele escreveu: “que a humanidade acolha e compreenda a Divina Misericórdia”. Esta foi a ultima mensagem que João Paulo II nos deixou. Depois disso, nos braços do Cristo misericordioso, no 1º sábado – dia do Imaculado Coração de Maria – do mês de abri de 2005 – vésperas da Festa da Misericórdia, João Paulo II foi elevado ao céu. Um homem todo de Deus e todo de Maria.
 
Sejamos audaciosos e corajosos como ele
Quando olhamos para João Paulo II o que vemos? “Sou todo Teu, faça de mim o que o Senhor quiser”. João Paulo se deixava guiar por Deus e aceitava tudo com amor. Também nós precisamos deixar Deus guiar nossa vida e aceitar com amor o que acontece conosco. Precisamos dizer ao Senhor “sou todo Teu”. Precisamos ser como Maria: “eis aqui a serva do Senhor, faça em mim a tua vontade” (Lc 1,38). Tenhamos em nosso coração o desejo de santidade, de amar Maria e sermos misericordiosos.
Tudo na vida passa muito rápido e a Mãe nos diz que está aguardando uma resposta ao que Ela pediu em Fátima. E se a Mãe pediu é por que Ela sabia que poderia contar conosco. O nosso compromisso com Ela nos traz a responsabilidade de aliviar o choro e os espinhos que envolvem o Seu coração Imaculado. O final da história da humanidade pode ser mudado se dissermos para o mundo que todos precisamos rezar mais, fazer mais sacrifícios, convertermos o nosso coração e confiarmos na Misericórdia Divina.

Texto escrito pelo Pe. Antônio Aguiar
Fundador da comunidade da Divina Misericórdia - NIterói-RJ. 
Editado por Thiago Calixto

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Domingo de Ramos


A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como "Aquele que vem em nome do Senhor". Esse mesmo povo O havia visto ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava maravilhado. E tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas; mas tinha se enganado no tipo de Messias que o Senhor era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a esse povo que não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Cristo entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena, pois não Ele é um Rei deste mundo!

Dessa forma, o  Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”.

Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.
Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Santa Missa [do Domingo de Ramos], lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. Mostra-nos que a nossa pátria não é neste mundo, mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda pela casa do Pai.

A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos nas mãos dos soldados na casa de Anãs, Caifás; o julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, a condenação, o povo a vociferar “Crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, o diálogo com o bom ladrão, a morte e sepultura.

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora Lhe vira as costas e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse dia [Domingo de Ramos]!

O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o Seu Reino, de fato, não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela Morte para destruir a morte; perder a Vida para ganhá-la.

A muitos o Senhor decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. "Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido", pensaram. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.
O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Estar disposto a carregar a cruz com aquele que a levou até o Calvário sem abandoná-la. Estar disposta a defender o Cristo e a Igreja com novo ardor, e com novo ânimo, especialmente hoje em eles são tão aviltados em todo mundo.
 
Felipe Aquino (Formação Canção Nova)
Thiago Calixto (Edição - Coordenador do GCSMA)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Missa de sétimo dia é celebrada em Realengo - RJ

TRAGÉDIA
Público durante missa de sétimo das vítimas da Escola Tasso da Silveira, celebrada na rua em frente à escola em Realengo, Rio de Janeiro.


 SOFRIMENTO
Empresário mineiro passa a noite amarrado a uma cruz em frente à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. Hoje ocorre a missa de sétimo dia em homenagem às vítimas do massacre ocorrido no colégio.

 SOBREVIVENTE
Alan Mendes da Silva, de 13 anos, é um dos sobreviventes do ataque do atirador Wellington Menezes de Oliveira à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona 
oeste do Rio de Janeiro. Ele se emociona durante a 
missa de sétimo dia para as vítimas.
 
CONDOLÊNCIAS
Ator Milton Gonçalves comparece à missa de sétimo dia das vítimas da Escola Tasso da Silveira, que ocorre na rua em frente a escola em Realengo, Rio de Janeiro.
 
SOLIEDARIEDADE
Moradores, estudantes, pais de alunos e familiares das vítimas do massacre comparecem à missa de sétimo dia 
em frente à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. Doze crianças 
foram mortas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, ex-aluno do colégio, na última quinta-feira, dia 07/04.
 
TRISTEZA
Público durante missa de sétimo das vítimas da Escola Tasso da Silveira, celebrada na rua em frente à escola em Realengo, Rio de Janeiro.
 
CALAMIDADE
Público durante missa de sétimo das vítimas da Escola Tasso da Silveira, celebrada na rua em frente à escola em Realengo, Rio de Janeiro.
 
DOR
Público durante missa de sétimo das vítimas da Escola Tasso da Silveira, celebrada na rua em frente à escola em Realengo, Rio de Janeiro.
 
COMOÇÃO
Público durante missa de sétimo das vítimas da Escola Tasso da Silveira, celebrada na rua em frente à escola em Realengo, Rio de Janeiro.
 
COMPAIXÃO
Público durante missa de sétimo dia das vítimas da Escola Tasso da Silveira, celebrada na rua em frente à escola em Realengo, Rio de Janeiro.
 
Fonte:Estadão
Edição:Thiago Calixto

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quaresma: Fatos e Fotos de Reflexão

Continuação do:
Quaresma: Fotos e Fatos de Quebrantamento

Existem muitas coisas na vida que irão surpreender os seus olhos mas poucas coisas irão surpreender o seu coração!
As imagens a baixo falam mais que mil palavras!








você ainda está reclamando?

Observe a sua volta e seja agradecido por tudo que você tem nessa vida passageira...
 
Nós somos afortunados, nós temos muito mais do que precisamos para ser feliz...
Vamos tentar não alimentar esse ciclo sem fim de consumismo e imoralidade no qual essa sociedade 'moderna e avançada' esquece e ignora os outros dois bilhões de irmãos e irmãs;
Que o amor de Deus, a graça e paz de Jesus Cristo e a comunhão do Espírito Santo esteja contigo e com todos os que  você ama no dia de hoje e para todo o sempre. Amém!!

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." (I Coríntios 13.13)

"A oração é a chave que abre os grandes reservatórios das promessas de Deus."

Edição: Thiago Calixto

sábado, 9 de abril de 2011

Bullying nas Escolas brasileiras.



















Uma violência física, mas, muitas vezes, psicológica: este é o bullying, termo que tem origem na palavra inglesa bully, que significa "brigão", "valentão". Na prática, traduz-se em atos de covardia, tirania, agressão, opressão, maus-tratos, ironias, que acontecem de forma repetitiva e não necessariamente com uma agressão física, mas na maioria das vezes acompanhado de tratamento ofensivo, ameaças e torturas psicológicas. Essas agressões possuem um caráter intencional e, muitas vezes, a pessoa que sofre o bullying pode ser abordada por uma ou por várias pessoas.

Forma de violência que tem crescido no mundo, pode fazer vítimas em diversos contextos sociais: escola, família, universidade, vizinhança, local de trabalho. Pode começar com um simples apelido "inofensivo", mas que pode ter grande repercussão para a pessoa atingida.

Sabemos que essa prática existe há muito tempo, mas nem sempre recebeu esse nome. Estudos mostram a preocupação de vários setores da sociedade com o crescente número desses casos de agressão, especialmente nas escolas.

Aquele que sofre com o bullying, muitas vezes, vive esse processo sozinho. Podemos observar que, além do isolamento ou da queda do aproveitamento escolar de uma criança ou jovem que passa por essa situação, ela também pode iniciar um processo de adoecimento psicossomático, de estado emocional, sintomas depressivos, estresse elevado; e tudo isso somado pode afetar sua personalidade. Ao ser ridicularizada a pessoa passa a não enfrentar mais o contato social e, aos poucos, perde o prazer em atividades sociais, como frequentar a escola, lazer ou qualquer situação em que necessite se expor, por medo de ser novamente vítima desse processo.

Esse fenômeno leva a pessoa vítima da agressão mobilizar seu medo, sua angústia e a reprimir a raiva e até mesmo a ter sentimentos de culpa, como se ela fosse responsável pelos ataques sofridos. Muitas vezes, não há denúncia, pois o agredido teme ser ainda mais perseguido; de forma que o agressor se vale desse silêncio como proteção e anonimato.

Um dado muito importante deve servir de alerta para todos nós: estudos mostram que, em 80% dos casos, aqueles que praticam esse tipo de violência afirmam que a causa principal desse comportamento é a necessidade de replicar em outras pessoas a violência que sofreram em casa ou na própria escola. As atitudes dessas pessoas envolvem a necessidade de dominar, de impor autoridade e coagir, desejando, na verdade, ser aceitas e pertencer ao grupo e de chamar a atenção para si. Mostra ainda a dificuldade de lidarem com seus sentimentos, de colocarem-se no lugar do outro e perceberem os sentimentos das pessoas.

Aqueles que agridem passam a ter um comportamento de distanciamento e dificuldade em alcançar um bom rendimento escolar; nota-se que valorizam muito a violência como fonte de poder e tais fatos podem levar a comportamentos desadaptados na fase adulta.

Nosso papel é trabalhar com os grupos sociais nos quais vivemos, começando pelo núcleo familiar, o trabalho de valorização de princípios como respeito às diferenças, a tolerância, a convivência fraternal e de acolhimento das pessoas, valorizando a harmonia e a disponibilidade e refazer sua história, pois embora deixe lembranças, é possível refazer o caminho de vida, tanto para agressor quanto para agredido. É importante que pais, educadores, religiosos, líderes comunitários e empresas possam conversar abertamente sobre esse assunto, visando propostas para reverter este quadro.

Se existe uma cultura de violência, que se dissemina entre as pessoas, é importante que possamos espalhar uma contracultura de paz, especialmente nas crianças, que precisam ser moldadas e nelas semeadas boas sementes de paz, amor, harmonia. Vivemos um tempo de aprendizado de como lidar com isso: escolas, pais, agressores e agredidos, muitas vezes, não sabem o que fazer, mas o grande plano neste momento é aprender com o incentivo de gestos de compreensão, de cada vez mais cultivar o respeito às diferenças individuais e o olhar de fé e atitude de cada um de nós. 

Preste bem atenção a este Texto abaixo, encontrei em um Blog e prefiro nem comentar as tais maneiras de livrar-se do Bullying nas Escolas brasileiras.

15 Maneiras - Fugindo do Bullying

1. Não vá a Escola! Diga a seus pais que não quer acabar numa caixa de madeira.
2. Troque de escola sempre que for ameaçado, insultado ou parar no hospital.
3. Adquira superpoderes e use-os para se proteger e proteger os outros.
4. Estude bastante quimica e faça uma formula para ficar invisível.
5. Junte a sua mesada com a de seus amigos e contrate um guarda-costas.
6. Fique famoso! Com tanto paparazzi te seguindo pela escola, ninguém vai querer ser fotografado incomodando você.
7. Espalhe que seu pai é uma pessoa violenta e que já foi preso várias vezes por agressão.
8. Se alguém encrencar você, grite o mais alto que puder par todo mundo vir correndo e deixar os bullies sem graça.
9. Organize uma campanha na escola onde todos que praticam o bullying serrão obrigados a usar nariz e sapato de palhaço a aula inteira... ou melhor a semana inteira ou serão expulsos.
10. Fique amigo de todos os 'bullies', ande com eles e, secretamente, denuncie-os aos professores, os pais e a direção. Não se esqueça de filmar tudo com o celular para usar como prova.
11. Processe a escola por permitir o bullying. Aposto que, quando doer no bolso, eles decidem fazer alguma coisa.
12. Ande sempre em gruo, no mínimo umas... 30 pessoas. É assim que os cardumes de peixes fazem para desmotivar os tubarões. Não adianta para os peixes, mas quem sabe adiante para você?!
13. Diga que a sua avó é macumbeira. 'Bullies' são covardes e tem medo de exus!
14. Dê uma de excêntrico e ande com roupas da grife do Restart. Assim, você atrai os olhares de todos os 'bullies' nem chegam perto.
15. Seja preso. Na cadeia, tem Bullying igual, mas pelo menos lá você tem uma vantagem: não precisa estudar!

O Papo de Coroinha não aconselha nenhuma destas 'maneiras'!

Elaine Ribeiro  
Psicóloga Clínica e Organizacional,colaboradora da Comunidade Canção Nova.
OBS.:Este blog é cristão. Não nos responsabilizamos pelo contéudo existente nele.
Confira os últimos posts do Coordenador do GCSMA no Papo de Coroinha JOVEM 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Reino Unido: escolas católicas têm mais qualidade, afirmam estudos.

As escolas católicas da Inglaterra e de Gales oferecem uma educação melhor do que outras instituições em todos os níveis, especialmente no desenvolvimento pessoal dos estudantes.
Esta foi a conclusão de dois estudos publicados na última segunda-feira pelo Catholic Education Service for England and Wales (CESEW).
O CESEW publicou uma “Relação de Dados do Censo de 2009 para as Escolas e Colégios” e um estudo intitulado “Valor Agregado: O Diferencial dos Colégios e Escolas Católicas na Inglaterra”.
O estudo aponta que, conforme a Office for Standards in Education, Children’s Services and Skills (OFSTED), do governo, “as escolas católicas atingem, constantemente, uma pontuação melhor do que a média”.
O bispo Malcom Mahon, presidente da CESEW, afirmou que “esses dois estudos ratificam claramente que a educação católica contribui muito para o futuro da nossa sociedade”.
“Além disso”, agregou Mahon, “estes informes confirmam que o dinheiro dos contribuintes destinado às escolas católicas é bem empregado”.
Oona Stannard, chefe-executiva e diretora do CESEW, comentou: “Fico feliz de comprovar que os nossos esforços são valorizados com pontuações visivelmente mais altas no desenvolvimento pessoal, inclusive no prazer de frequentar a escola”.

“Obter resultados positivos não só beneficia os alunos, dos quais cerca de 30% não são católicos, mas mostra ainda que a Igreja investe no futuro bem-estar da sociedade através das escolas católicas”.
No desenvolvimento pessoal e no bem-estar, o estudo destaca que “a diferença mais notável é encontrada na avaliação do desenvolvimento espiritual, moral, social e cultural dos alunos, embora as escolas católicas tenham recebido melhor pontuação no aproveitamento que os alunos fazem da sua educação, no seu comportamento e na contribuição positiva que eles dão à comunidade local”.
Esta categoria, em que as escolas católicas mostram grande vantagem sobre a concorrência, exerce influência sobre outros elementos, como um estilo de vida saudável, práticas de segurança, assistência, comportamento e bem-estar econômico.














Acima da média
73% das escolas de ensino médio foram consideradas excelentes ou boas, contra 60% das escolas públicas. Na educação fundamental, 74% das católicas foram consideradas excelentes ou boas, ante 66% das públicas.
O estudo acrescenta que estes resultados refletem, também, a diversidade social que existe nas escolas católicas, já que estas instituições têm o mesmo quadro que as escolas públicas de crianças que recebem auxílios, como o refeitório gratuito.
As escolas católicas apresentam ainda maior diversidade étnica do que as suas homólogas públicas.
Na apresentação do informe, Stannard afirmou que “talvez a parte mais reveladora é a breve seção que pondera o valor agregado por estas escolas”.
“Esses resultados mostram que as nossas escolas estão se saindo extraordinariamente bem, tanto nas medidas objetivas dos resultados como quando se consideram fatores contextuais, como os níveis de diferenças sociais”, acrescentou.
Stannard continuou dizendo que “três destaques do informe são particularmente motivadores e deveriam nos incentivar à colaboração e à confiança nas nossas comunidades”.
“O primeiro é o alto nível de qualidade que oferecemos desde os primeiros anos até o ensino médio. O segundo é a grande qualidade em todos os aspectos da liderança”.
“O mais importante de todos talvez seja o terceiro, que concerne à nossa contribuição à comunidade, constantemente avaliada acima da média tanto no ensino fundamental quanto no médio”.
Stannard manifestou que “ao encarar os desafios da educação no século XXI, podemos afirmar com confiança que as escolas católicas fazem parte da solução e não do problema”.
Zenit