sexta-feira, 21 de maio de 2010

Comissão de Seguridade e Família aprova Estatuto do Nascituro

Em reunião que durou mais de quatro horas, marcada por argumentos contra e a favor da interrupção da gravidez, a Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o substitutivo da deputada Solange Almeida (PMDB-RJ) ao Projeto de Lei 478/07, dos deputados Luiz Bassuma (PT-BA) e Miguel Martini (PHS-MG), que cria o Estatuto do Nascituro. Em seu substitutivo, a deputada define que a vida começa na concepção. Nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido. Este conceito inclui os seres humanos concebidos "in vitro", mesmo antes da transferência para o útero da mulher.

Casos de estupro
Por acordo entre os deputados da comissão, a deputada elaborou uma complementação de voto para ressaltar que o texto aprovado não altera o Artigo 128 do Código Penal, que autoriza o aborto praticado por médico em casos de estupro e de risco de vida para a mãe.

No caso de estupro, o substitutivo garante assistência pré-natal, com acompanhamento psicológico para a mãe; e o direito de ser encaminhado à adoção, caso a mãe concorde. Identificado o genitor do nascituro ou da criança já nascida, este será responsável por pensão alimentícia e, caso ele não seja identificado, o Estado será responsável pela pensão.

O projeto também garante ao nascituro sua inclusão nas políticas sociais públicas que permitam seu desenvolvimento sadio e harmonioso, e seu nascimento em condições dignas.
Ao nascituro com deficiência, o projeto garante todos os métodos terapêuticos e profiláticos existentes para reparar ou minimizar sua deficiência, haja ou não expectativa de sobrevida extra-uterina.

Direito à vida
Na avaliação dos autores da proposta, o Estatuto vai garantir ao nascituro direito à vida, à saúde, à honra, à integridade física, à alimentação, e à convivência familiar. O projeto original proíbe a manipulação, o congelamento, o descarte e o comércio de embriões humanos, com o único fim de serem suas células transplantadas para adultos doentes - práticas consideradas "atrocidades" pelos autores da proposta. O substitutivo retirou essa proibição.

Tramitação
A deputada rejeitou os projetos de lei 489/07 e 1763/07, apensados. O projeto será votado também pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário da Câmara.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Jovem deixa as drogas ao ver a alegria de apresentadores da TV CN


A vida de um jovem é transformada com a alegria dos missionários e apresentadores Cleto Coelho e Maria Renata, do Sistema Canção Nova de Comunicação, cuja sede fica em Cachoeira Paulista (SP). Mágoas e um vazio muito grande fizeram com que Juliano Santos fosse buscar uma vida de ilusão nas drogas. Sentindo-se abandonado e desacreditado por todos, ele acabou indo morar na rua. Apenas uma troca de canal foi o suficiente para que Deus entrasse na vida desse rapaz e ele pudesse conhecer – por intermédio dos apresentadores do Programa 'Juntos Somos Mais' – a alegria verdadeira que ele desejava para sua vida.

"Depois de descobrir que minha mãe estava vivendo uma vida muito desregrada aqui em São José dos Campos (SP) na área da prostituição e das drogas e até mesmo se deixando levar por coisas que nem valem a pena falar, isso foi trazendo uma mágoa muito grande em mim e o vazio começou a aumentar. E quando fui ver eu já estava bebendo e fumando com meus treze anos.

Eu queria viver a prostituição, queria mulher, queria droga, queria viver uma ilusão dentro de mim; foi quando eu comecei a usar muita maconha. Frequentemente meus primos me aconselhavam, mas, mesmo assim, eu queria usar drogas. Foi quando eles viram que eu não queria nada, meus tios e minha família desistiram de mim, todo o mundo desistiu de mim, até minha mãe que estava vivendo na prostituição desistiu de mim. Ninguém suportava ficar ao meu lado.
E aí veio a depressão. Eu comecei a ver que ninguém queria mais me ver, só as pessoas que se diziam minhas amigas: o pessoal da favela e os traficantes eram as pessoas em quem eu me refugiava. Eu sentava em um bar para tomar uma cerveja ou usar cocaína e via que a minha história era uma mentira.

No dia 13 de maio, Dia de Nossa Senhora de Fátima, eu descobri que meu avô, com quem eu tinha contato, tinha morrido. Eu me vi perdido, sem nada e comecei a morar na rua. Então eu falei: 'Deus, muda a minha história! Dá um rumo para a minha vida'. Foi na hora em que eu sentei na frente da televisão esperando alguma resposta de Deus, e o mais engraçado é que o canal da Canção Nova não pegava na minha casa. E naquela hora eu vi um homem simples, uma alegria dentro dele que eu queria para mim, eu via aqueles dois brincando na televisão, falando coisas que eu precisava escutar; hoje eu sei o nome deles: o Cleto e a Maria Renata. Naquela hora eu não sabia, só enxergava um Cristo muito grande dentro daqueles dois. Eu queria aquela alegria para mim. Foi naquela hora que eu tive o meu encontro com Deus, eu vi sair daquela televisão uma luz muito grande que eu não sei como explicar, uma luz plena, linda. E aí começou toda a mudança na minha vida. A Canção Nova, para mim, hoje, é própria boca de Cristo me falando".

Assista o testemunho na íntegra
http://clube.cancaonova.com/materia_.php?id=11653

terça-feira, 18 de maio de 2010

Como lidar com o estresse?


Esperar uma vida sem estresse é algo impossível

Podemos dizer que, na atualidade, é impossível passar um dia sem ouvir alguém nos falar que está muito estressado ou sem que falemos o mesmo para alguém. Mas o que é estresse e como lidar com ele?

A palavra "estresse" (stress, em inglês) significa "estar sob pressão" ou "estar sob a ação de estímulo persistente". Precisamos entender que esse estado emocional está intimamente relacionado com a busca de cada indivíduo de se adaptar e se ajustar aos estímulos internos e externos, por essa razão, contribui para a nossa sobrevivência. Trata-se, portanto, de um mecanismo normal necessário e benéfico ao organismo, fazendo com que fiquemos mais atentos e sensíveis diante de situações de perigo ou de dificuldades. Mesmo situações consideradas positivas e benéficas, – como é o caso das promoções profissionais, dos casamentos desejados, do nascimento de filhos, etc. –, podem produzi-lo.

O estresse pode, então, ser positivo ou patológico. O estresse positivo tem como principais características: aumento da vitalidade, manutenção do entusiasmo, do otimismo, da disposição física, do interesse, entre outros. Enquanto que o estresse patológico traz reações como: cansaço, irritabilidade, falta de concentração, depressão, pessimismo, queda da resistência imunológica, mau humor, entre outros.

Cada pessoa reage de forma diferente diante das situações da vida; da mesma forma, cada uma reage de forma diferente diante do estresse, variando de acordo com sua sensibilidade afetiva, segundo a "visão" que cada uma tem da realidade, da valolrização do passado ou das perspectivas do futuro. Esta “visão” depende grandemente de nosso psiquismo, do nosso sistema de valores e, até mesmo, da nossa hereditariedade. Quanto mais pessimista for a “visão” de realidade da pessoa, tanto maior será a tendência ao estresse patológico; por outro lado, quanto mais positiva esta for, tanto mais saudáveis serão os efeitos estressores.

Na verdade, esperar uma vida sem estresse é algo impossível, pois, fisiologicamente, equivaleria à morte. O importante não é uma vida sem situações estressantes, mas sim, saber administrá-las de modo melhor, buscando uma postura em que o estresse seja um acontecimento positivo e não um empecilho ao desempenho pessoal, à saúde e à felicidade.

Shakespeare dizia que "as coisas raramente são boas ou más, nosso pensamento é que as faz assim". Precisamos entender que o estresse sempre é determinado por razões subjetivas e pessoais e começa quando nós percebemos ou entendemos uma situação, uma pessoa, acontecimento ou objeto como sendo um fator estressante, de acordo com nossa interpretação subjetiva.

Para ajudar você a vivenciar os momentos estressantes de forma mais positiva, seguem algumas dicas:

Tente ser positivo
Não enxergue a vida de forma negativa, pessimista. Faça um balanço diário da sua existência, alegre-se com o que ela tem de bom. Procure ver algo de bom na situação, seja uma aprendizagem ou qualquer benefício secundário. Isso não é o mesmo que tapar o sol com a peneira, pelo contrário, este esforço nos faz ver a realidade com seus aspectos positivos e negativos.

Tente "utilizar-se" do estresse
Se você não consegue lutar contra algo que o está incomodando e não tem como fugir, aguente firme e tente usá-lo de uma maneira produtiva.

Olhe à sua volta
Veja se realmente existe alguma coisa que você possa mudar ou controlar na situação. Caso contrário, tenha paciência e dê tempo ao tempo. O tempo é nosso amigo em todas os momentos.

Não sobrecarregue a si mesmo
Tente priorizar um pequeno número de coisas realmente importantes e deixe o resto de lado; não fique se torturando por causa do seu trabalho inteiro. Cuide de cada tarefa conforme ela chega e trate das questões por meio de prioridades. Além disso, diante de uma sobrecarga de trabalho e de responsabilidade, faça um período de descanso.

Durma o suficiente
A falta do sono só agrava o estresse. Procure ter quantidade e qualidade adequadas de sono.
Livre-se gradualmente do estresse. Pratique atividades físicas, seja uma caminhada, seja tênis ou jardinagem. Além disso, faça coisas que você gosta e que o ajudam a relaxar; para isso, separe uma hora do seu dia para fazer uma atividade relaxante, como ouvir música ou ler um livro. Evite, também, levar para casa problemas relacionados ao trabalho; peça apoio à sua família, mas não a envolva em problemas.


Manuela Melo
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova,
formada em Psicologia, com especialização
em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.

PENTECOSTES PESSOAL: A graça que nos leva a renascer com a Igreja!


Neste Domingo de Pentecostes a Igreja Católica comemora o seu nascimento, a partir do cumprimento daquela promessa do Pai, como recordou o Ressuscitado no dia da Ascensão - celebrado neste 1º de junho: “que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias” (Atos 1,4s).

Prefigurada no Antigo Testamento pela inspiração do Espírito (cf.Gn 7-8); concebida com o seu Fundador no seio da Santa Maria por ação do Espírito (cf.Lc 1); gerada no Espírito na convocação dos Doze (cf.Mc 3); confirmada como propriedade do Senhor ( cf.Mt 16); esta Igreja de Cristo que subsiste na Igreja Católica (cf.Catecismo da Igreja Católica nº 811-870), só podia “vir à luz” pela ação poderosa do mesmo Espírito Santo, que no rio Jordão ungiu a Cabeça (cf.Jo 1), e inaugurou sua Missão e agora unge o Corpo Místico de Cristo (cf. Atos 2) e assim inaugura na “Festa de Pentecostes” a vida pública da Igreja.

Partilho - na minha experiência - que diante deste itinerário da Igreja, não acredito que o cristão consiga ser Igreja de Cristo neste Novo Milênio, sem que tenha a constante experiência do batismo no Espírito Santo.

Esta certeza, começou a ser construída a partir do meu “Pentecostes pessoal” que ocorreu inicialmente em fevereiro do ano de 1993, sem o qual seria impossível eu estar hoje escrevendo sobre a Festa Litúrgica de Pentecostes.

Aconteceu que eu já havia tido um encontro pessoal com Jesus, e por isso, comecei a ter esperança em uma vida jovem e feliz que não precisasse depender da soberba, da sensualidade e do apego às criaturas e às minhas coisas. Foi no auge da minha adolescência, quando fui participar de um ‘ Seminário de Vida no Espírito’, promovido pela Renovação Carismática Católica de Apiaí, cidadezinha do interior do Estado de São Paulo, onde os meus pais ainda moram, graças a Deus. Quando num determinado dia eu ouvi falar do derramamento do Espírito Santo. Confesso que não entendi direito o que seria o batismo no Espírito Santo, como talvez você ainda não entenda! Mas, o meu interior gritou para Deus: “Ou o Senhor me dá isto, ou vou voltar na minha vida velha!”

Garanto para você que não foi uma oração de quem estava colocando Deus na parede. Não! Era a oração de quem havia um dia se encontrado com Jesus, mas se via tão pesado, a ponto de estar – não seguindo – mas se rastejando e – naquele momento da minha vida quase sem forças para seguir Jesus, como Igreja.

Entrei na fila para receber a oração, e em meio às lágrimas interiores e exteriores eu me ajoelhei diante de uma senhora que – para mim, representando Nossa Senhora – a qual tocou em minha cabeça e, em silêncio, foi instrumento daquela maravilhosa efusão do Espírito Santo em minha vida. Pentecostes pessoal! Experimentado! Sentido! E acompanhado, além dos Carismas, da certeza que: Agora sim! Em pé, vou correndo atrás de Cristo!

Neste tempo eu nem pensava em ser padre, mas se hoje eu sou Sacerdote do Altíssimo da Igreja Católica, é porque eu apenas deixei que a Promessa do Pai se cumprisse naquele momento!

E hoje, o Padre Fernando não tem problemas, tentações e más inclinações por causa do derramamento do Espírito? É graça e não mágica! Mas hoje, eu sei e creio como Igreja, mesmo ainda sem entender tudo, que o evento de Pentecostes não é para ficar limitado a um lindo dia, mas no dia, e em todos os dias da minha vida o Ressuscitado está desejoso de me fazer renascer pelo poder do Espírito Santo!

Eu contei tudo isto, por causa de você! Porque imagino que você tenha também desafios para conseguir ser Igreja neste Novo Milênio. Deus sabe! Maria intercede! É só pedir! Não sei? Peça ajuda! Já recebi e estou recebendo! Que bom, então testemunhe esta ajuda: o Pentecostes pessoal!

Padre Fernando Santamaria - Comunidade Canção Nova

Pentecostes: Sonho e Realidade


Mais do que nunca, é urgente um novo Pentecostes

A descrição de Pentecostes, feita por Lucas, tem uma forte conotação de utopia. A cena coloca em Jerusalém habitantes de todo o mundo conhecido naquele tempo. Em contraste com Babel, onde o desentendimento tinha levado para a confusão e a dispersão, Pentecostes faz com que todos os povos se entendam, tornando a diversidade de línguas e de culturas um motivo de encanto e de reconhecimento da ação do Espírito de Deus, que a todos unia na mesma compreensão.

Assim começava a Igreja: projetando à sua frente o sonho de Jesus.

Um grande projeto começa sempre com uma utopia. Ela precisa anteceder a realidade, para fundar a esperança de realizá-la ao longo da história. Hoje estamos necessitados de recuperar nossas utopias. No dia de Pentecostes, Jerusalém foi sacudida por um forte choque de otimismo. Ao contrário disto, neste começo de novo milênio, estamos sendo atingidos por sucessivas ondas de pessimismo, que vão abalando nossas utopias.

Jesus tinha sonhado com a unidade de todos os seus discípulos na mesma fé. “Que todos sejam um, como nós somos um', tinha rezado a seu Pai. Ao contrário disto, hoje os próprios cristãos encarnam a imagem da divisão. As estatísticas contabilizam mais de mil denominações diferentes no Brasil. Coincidindo com a semana de Pentecostes, nestes dias recordamos os quarenta anos de falecimento de João 23. Foi o papa que reacendeu as esperanças de paz no mundo e de entendimento entre os cristãos. Ele insistia na idéia de que era preciso um novo Pentecostes para a humanidade de nossos dias.

Que é feito do sonho de João 23? Para realizá-lo, ele convocou o Concílio, que suscitou um grande entusiasmo de renovação da Igreja. Esta utopia foi acolhida com intensidade aqui, na América Latina, sobretudo com as conferências de Medellín e de Puebla. Mas, lentamente foi se alastrando o pessimismo. Em lugar do diálogo e da abertura para a acolhida do diferente, vai predominando a afirmação da própria identidade em torno de pontos periféricos que acabam acirrando antigas divisões.

Foi João 23 que escreveu a “Pacem in Terris”, um forte e convincente chamado para a paz entre as nações. Foi assim que se superou a crise dos mísseis em Cuba, e se firmou o clima de distensão, que parecia ter exorcizado a guerra para sempre.

Mas, de repente, o início do novo milênio foi violentamente atingido pelo retorno da guerra como instrumento da política. Cabeças pequenas e mentes mesquinhas tiveram o desembaraço de usar armas sofisticadas para realizar outros sonhos, marcados pelo cinismo da mentira e pela ambição do lucro. Diante deste poderio bélico, o mundo se sente impotente e frustrado.
Também no Brasil, o pessimismo está derrotando a utopia. A violência, a droga, o desemprego, os juros, vão contrapondo uma carga pesada, que vai diluindo o sonho que o povo brasileiro encarnou na pessoa do Presidente. O desencanto ameaça a esperança. Mais do que nunca, é urgente um novo Pentecostes. A situação está mal. Mas é preciso sustentar a esperança de um mundo diferente, que o Espírito de Deus torna possível.

D. Demétrio Valentini

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Um amigo verdadeiro nos conduz para o céu

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). É desta forma que Jesus expressa a beleza e a grandeza do dom da amizade, cuja fonte é o próprio Deus, e dela podemos beber sempre porque jamais se esgotará.
O amigo por excelência que todos nós precisamos ter é Jesus, e o maravilhoso é que Ele nos considera seus amigos. Todas as outras amizades devem ser por causa d’Ele. A amizade tem a sua origem no céu; é um dom que nasce do coração de Deus. Um verdadeiro amigo tem uma forte influência na nossa vida, a ponto de certas coisas na nossa vida nem a nossa família consegue ajudar-nos a mudar, mas o amigo consegue.

Peçamos hoje a Jesus a graça de vivermos na sua amizade.
Jesus, eu confio em vós!

Drogas: Os Riscos que podemos correr.


Caro(a) usuário(a), quero que vocês me ouçam antes

Caro(a) usuário(a), quero que vocês me ouçam antes de fazer uso de mim.
Quero que vocês me conheçam, que saibam quem sou, o que faço, como me comporto dentro das pessoas e como irá se sentir depois de seu contato comigo.
Eu não tenho nome certo, nem sobrenome, sou batizado a toda hora e a todo instante por aqueles que me usam.
Não tenho amigos, pois consigo destruir todos aqueles que se aproximam de mim.
Quando não o faço completamente, os deixo sem sentimentos, sem coração e sem pensamentos.
Os que me tomam como companheiro são aqueles de coração amargurado, abandonado por todos, aqueles que se sentem sós, os que procuram em mim uma fuga ilusória e dolorosa...

Um dos meus contatos preferidos são as veias. Através delas eu consigo mergulhar em seu sangue, que me levará a uma viagem por todo seu corpo.
Atravesso seus membros e artérias, passo pelo sistema nervoso, deixando aí minha marca.
Enquanto eu passeio, você vive as ilusões. Consigo atingir o cérebro e aí a minha marca é mais forte, pois no cérebro vou roubar seu pensamento, memória e razão.

Por mim, descerei até o coração e você saberá quem sou realmente. Aliás, nem haverá tempo para isto, pois já estará morto.
Pronto, já lhe contei a minha história. Se quiser a minha ajuda, procure-me. Estou pronto para tirar sua paz, sua liberdade e sua vida.


Atenciosamente, A droga

Irmã Maria Eugênia da Silva
Jornal - 'MISSÃO JOVEM'