terça-feira, 25 de maio de 2010

Por que as crianças e os inocentes sofrem?

"Muitas vezes, um inocente morre por causa de um pecador!"

Muitos perguntam por que as crianças, tão inocentes, sofrem e se Deus não estaria sendo injusto por permitir isso.
Deus não pode ser injusto, senão não seria Deus. As crianças e os inocentes sofrem porque participam da dignidade humana e compartilham a sorte da humanidade. Não é preciso inventar teorias complicadas para explicar o sofrimento; nem mesmo culpar a Deus pelo erro que é nosso.

O Todo-poderoso não interfere no sofrimento da criança, fazendo milagres para impedir o mal a todo instante, a fim de não destruir a ordem natural que Ele mesmo criou. O Senhor não quis fazer o homem e o mundo como um teatro de marionetes, teleguiado por Ele, não. Ele lhe impôs leis que regulam a vida e a natureza.

Em consequência do pecado, o sofrimento e a morte fazem parte da história de todos os homens, inocentes ou pecadores. Muitas vezes, um inocente morre por causa de um pecador. Os acidentes das estradas comprovam isso todos os dias; e ninguém pode culpar ao Senhor por isso, mas sim, aos verdadeiros culpados, que são os maus.

São Paulo ensina que "o salário do pecado é a morte" (cf. Rm 6,23); e esta pode atingir a todos, inocentes e culpados, porque a humanidade é solidária; é unida. Cada pecado atinge todos os homens; assim como cada ato bom também os atinge.

A fé ensina que Deus Pai, pelo sofrimento redentor de Jesus Cristo, resgatará todo sofrimento da criança inocente e fará cada uma ressuscitar um dia com Cristo.

Não devemos nos esquecer de que os primeiros mártires da Igreja são os inocentes que morreram pelas mãos de Herodes, em Belém (cf. Jr 31,15). Hoje são santos mártires da Igreja. O sofrimento destes não foi em vão. Não podemos olhar os fatos só com os olhos deste mundo; é preciso vê-los à luz da fé.

A Paixão e Morte de Jesus Cristo resgatou o mundo. Ouvi uma história muito bela que não sei se é verídica, mas que nos faz pensar.

Em algumas cidades americanas há aquelas pontes sobre um largo rio, formadas por duas partes que se abrem e levantam quando passam sob elas os navios. Havia uma dessas construções, que além de tudo, continha uma estrada de ferro sobre ela. Um homem a operava. Quando vinha o trem ele baixava a ponte para este passar, quando vinha um navio, ele a levantava comandando máquinas e engrenagens enormes, que ficavam sob os seus pés. Certo dia, o seu filho, pequeno, foi visitá-lo, com uma bola nas mãos. Ao brincar com esse objeto, este escapou-lhe e caiu lá no meio das engrenagens. Logo o garoto desceu os degraus para pegar a bola, sem que o pai pudesse impedi-lo, e se meteu no meio das grandes engrenagens. E eis que o trem estava vindo; e ele teria de baixar logo a ponte sabendo que o filho estava lá em baixo correndo risco. Gritou, desesperado, para que o filho deixasse a bola e subisse, mas este não o ouvia. Eis que o trem se aproximava rápido, e o homem sentiu que não teria tempo de ir buscar o garoto antes de o trem passar... Ficou com o coração na mão... O dilema era enorme: se baixasse a ponte as engrenagens matariam o seu filho, se não a baixasse seria uma enorme tragédia e muitas pessoas pereceriam no acidente. Não teve alternativa, com o coração sangrando e os olhos cheios de lágrimas, baixou a ponte... o trem passou, e as pessoas, como faziam de costume, lhe abanavam os lenços e lhe davam adeus e sorrisos...

O Pai entregou Jesus por nós assim... Ainda duvidaremos do Seu amor? Por isso, diante da dor e da morte, mesmo de uma criança inocente, façamos silêncio e jamais ousemos culpar a Deus; não somos dignos nem capazes de compreender os Seus santos desígnios. É melhor não crer em Deus do que crer em um Deus que seja malvado.


Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Não dá mais!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

DONS DO ESPIRITO SANTO: Dom da Inteligência

DOM DA INTELIGÊNCIA

“Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o maligno não o toca. Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o maligno. Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. (1 Jo 5,18-20).

Vinde, Espírito de Inteligência! Iluminai a minha mente Para que entenda e abrace todos os mistérios da fé e mereça alcançar um pleno conhecimento Vosso, do Pai e do Filho.

Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom do Entendimento, para que pela luz celeste de vossa graça, bem entendamos as sublimes verdades da salvação e a doutrina da santa religião. Por Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do Espírito Santo.

DONS DO ESPIRITO SANTO: Dom da Sabedoria

DOM DA SABEDORIA

“Mal podemos compreender o que está sobre a terra, dificilmente encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem, portanto, pode descobrir o que se passa no céu? E quem conhece vossas intenções, se vós não lhe dais a Sabedoria, e se do mais alto dos céus vós não lhe enviais vosso Espírito Santo? Assim se tornaram direitas as veredas dos que estão na terra; os homens aprenderam as coisas que vos agradam e pela sabedoria foram salvos” (Cf. Sb 9,16-18).

Vinde, Espírito de sabedoria! Instruí o meu coração para que eu saiba estimar os bens celestes e antepô-los a todos os bens da terra.

Oração: Ó Deus Todo-poderoso, concedei-nos o Dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais gostemos das coisas divinas e, abrasados no fogo do vosso amor, prefiramos com alegria as coisas do céu a tudo que é mundano e nos unamos para sempre a Jesus, sofrendo tudo neste mundo por amor. Por Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do Espírito Santo.

NOVO PENTECOSTES:Entronização ao Espirito e aos seus Dons


Ao receber o Espírito Santo não devemos monopolizá-Lo, Ele não é um Dom somente para nós, nem somente para a Igreja, Ele é um DOM para todos. O Espírito Santo que nós recebemos e juntamente com Ele os Dons e Carismas, que são manifestações d'Ele, são para que imediatamente nós nos coloquemos a serviço, a serviço da Igreja e dos irmãos. Por isso, a experiência com o Paráclito aconteceu em comunidade, nunca com uma pessoa sozinha, pois Ele é o animador e santificador da comunidade dos cristãos, da Igreja. É impossível fazer uma experiência com o Espírito de Deus fora da comunidade, esse foi o ambiente escolhido pelo Pai e por Jesus, é o ambiente adequado para que Ele [Espírito Santo] venha e nos faça irmãos, servos e testemunhas do Evangelho.

Nós não somos monopolizadores do Espírito, somos "difusores" d'Ele. Por isso, o recebimento do Espírito Santo só é autêntico para quem se coloca a serviço, este, sim, O recebeu e O dá de maneira abundante, como o fez Jesus, como o fez Maria e os apóstolos. Não seja monopolizador do Espírito, eu não sou “a pessoa inspirada”, “o inteligente”, “o cheio de dons”, não! É possível reconhecer se somos cheios do Espírito Santo quando nos colocamos a serviço dos irmãos, aí vamos dar provas de que somos pessoas conduzidas por Ele.

É hora de intensificarmos nosso pedido: Vinde, Espírito Santo! Vinde sobre nós pessoalmente. Vinde sobre toda a Igreja. Vinde sobre toda a cristandade. Nesta semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, vinde sobre nós católicos, sobre os ortodoxos, sobre os evangélicos. Vinde sobre a humanidade inteira. Rezemos clamando nestes dias de preparação para a Solenidade de Pentecostes pelos sete dons do Espírito de Deus: SABEDORIA, INTELIGÊNCIA, CONSELHO, FORTALEZA, CIÊNCIA, PIEDADE E TEMOR DE DEUS

Intensifiquemos o nosso clamor: Vinde, Espírito Santo!


Chegar à Solenidade de Pentecostes é celebrar a plenitude da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sua vitória sobre o pecado e a morte, ao vir sobre a Igreja reunida se cumpre à promessa de Jesus: “Ao tomar a refeição com eles, deu-lhes esta ordem: 'Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual me ouvistes falar, quando eu disse: 'João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo'" (cf. Atos 1,4-5). Quando o Espírito Santo vem sobre a Igreja reunida com Maria e os Apóstolos, ela vive no seu nascimento, na Solenidade de Pentecostes, a plenitude da Páscoa, que os fez testemunhas da vida nova, e isso pode acontecer hoje comigo e com você.

Igreja em Portugal lamenta aprovação do casamento homossexual

A decisão do Presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, de promulgar a lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo é "um passo atrás na construção da coesão social, ao contrariar um dos princípios mais consolidados das várias civilizações da humanidade", diz o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão.
Numa declaração emitida nesta segunda-feira, 17, após o anúncio feito por Cavaco Silva, o padre sublinha que " no passado dia 13 de maio, em Fátima, o Papa Bento XVI relembrou que a família está fundada na união de amor entre um homem e uma mulher, e que protegê-la é um dos fatores fundamentais da construção do bem comum".
A Assembleia da República aprovou, em fevereiro, uma lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

O Presidente Cavaco Silva, anunciou a promulgação da lei, tendo proferido uma declaração na qual lamenta que "não tenha havido vontade política para alcançar um consenso partidário alargado sobre uma matéria de tão grande melindre".

"Face à grave crise que o País atravessa e aos complexos desafios que tem à sua frente, importa promover a união dos portugueses e não dividi-los, adaptar uma estratégia de compromisso e não de ruptura", assinalou.
Para Cavaco Silva, "as forças partidárias que aprovaram a lei não quiseram ponderar um princípio elementar da ação política numa sociedade plural: o de escolherem, dentre as várias soluções jurídicas, aquela que fosse susceptível de criar menos conflitualidade social ou aquela que pudesse ser aceita pelo maior número de cidadãos, fosse qual fosse a sua visão do mundo".

No mesmo sentido se pronunciou Dom Jorge Ortiga, presidente da CEP, lamentando que tenham sido colocadas de lado "outras soluções" para o casamento homossexual.
Em declarações à agência Lusa, o Arcebispo de Braga disse que deveriam ter sido adotadas outras soluções para a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo, ao invés da figura do casamento.