terça-feira, 8 de junho de 2010

África do Sul recebe a Copa do Mundo com danças e sotaques diferentes


As diferenças culturais produzem músicas fascinantes no país da Copa. Cada região da África do Sul tem uma peculiaridade, um som diferente.

Em uma apresentação de jovens de uma província há 200 km de Joanesburgo, a dança escolhida é a da caça para lembrar o ritual dos ancestrais que saíam em bus de alimento.

Também é no embalo do rap norte-americano que jovens sul-africanos vão para o trabalho.
Qualquer hora é hora na África do Sul para soltar a voz e dançar. A música, seja ela qual for, está no sangue da garotada. Nos estádios, a sinfonia do barulho deixa o torcedor em transe.

O ritmo das vuvuzelas homenageia os heróis. Na África do Sul são 11 línguas oficiais, muitas crenças e mitos e uma infinidade de ritmos em uma nação que se libertou do racismo, mas que ainda sonha com justiça social sem perder a alegria jamais.

Resposta aos casos de pedofilia


Rezemos pelos nossos sacerdotes!

No próximo dia 11 de junho, Festa do Sagrado Coração de Jesus, muitos sacerdotes do mundo inteiro, inclusive a maioria dos padres da Canção Nova, estarão em Roma num retiro no qual acontecerá a conclusão do Ano Sacerdotal, promulgado pelo Papa Bento XVI, cujo tema é: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. Como falar de fidelidade e da riqueza desta vocação e destes homens em tempos nos quais os acontecimentos e a mídia têm nos bombardeado de notícias que chocam os nossos corações e colocam em descrédito a credibilidade destes que deveriam nos orientar e ser modelos de fé, de moral e atitudes. Como digerir todos esses acontecimentos e ter uma visão crítica e verdadeira da situação? Como dar uma resposta consciente para tudo isso?

Pois bem, a primeira coisa que eu gostaria de dizer como Sacerdote é que nós trazemos em nós um desejo muito grande de vencer as nossas fragilidades e pecados e somos limitados como qualquer outro que foi escolhido pelo Senhor a uma vocação sublime e que apesar deste selo divino, que é o Sacramento da Ordem, estamos propensos em nossa humanidade a errar. Mas isso não justifica e muito menos tira de nós a responsabilidade pela nossa vocação à santidade e missão de ensinar, santificar e guiar a porção do povo que Deus nos confiou; e tampouco podemos generalizar essa situação, como se fosse um problema exclusivamente dos sacerdotes e da Igreja, desviando o olhar para o miolo do problema social dos nossos tempos. Eu mesmo fico consternado ao assistir as notícias, fico indignado pela vítima e pelo sacerdote, me coloco no lugar dos dois e fico pensando o que está por trás da notícia, qual verdade ela me traz e qual o real problema sobre o qual ela quer que nós reflitamos e busquemos a melhor saída?

A pedofilia não é só praticada por alguns padres. Isso não tem nada a ver com o fato de sua opção de não se casarem, muito menos pelo celibato, que nunca foi uma imposição da Igreja, mas uma opção livre e motivada por um Amor maior, que se entrega pelo bem e salvação do outro. Infelizmente, esses casos que nos impressionam tanto fazem parte da vida de muitos casados, pais, avôs, tios, primos, vizinhos, padrastos, e estão na escola, na balada, nos clubes e, infelizmente, a maioria desses casos ocorre dentro de casa. A nossa sociedade, que passou pela revolução sexual e hoje faz do sexo um grande mercado do dinheiro e da diversão, mascara ou não quer encarar os erros de suas escolhas e tenta jogar a culpa naqueles [sacerdotes, entre outros] ou na Igreja, os únicos a sempre defender o valor da vida, da castidade, da liberdade e do amor.
Li no blog de um sacerdote bem conhecido de todos nós, o padre Joãozinho do Sagrado Coração de Jesus: Já parou para pensar quantos padres existem no Brasil? Hoje (maio de 2010) temos 18 mil padres no Brasil. E mais de 100 milhões de fiéis. Isso significa que cada padre tem que atender a mais de 5.555 fiéis. Alguns são idosos, outros doentes, e certamente não conseguem atender cinco mil pessoas. Imagino que cada padre, em plena forma, deva dar conta de ao menos 10.000 fiéis. É um rebanho considerável. Pense, por exemplo, se todos resolvessem seguir a orientação oficial da Igreja e quisessem se confessar ao menos uma vez por ano. Cada dia o sacerdote teria que atender 27 pessoas. Se cada atendimento (bem feito) durasse 20 minutos ele passaria cerca de 10 horas no confessionário… todo dia… de segunda a segunda.

Agora faça essa conta comigo: - 10% de 18 mil padres = 1.800 padres; - 1% de 18 mil padres = 180 padres; - 0,1% de 18 mil padres = 18 padres; - 0,01% de 18 mil padres = 1,8 padres.

Quantos padres você conhece com problemas? Mas quantos sacerdotes, que gastam a vida, são fiéis e servos do Evangelho, da Igreja e do povo de Deus, incansáveis nos atendimentos, nas pregações e no exercício da caridade. Lembro-me do padre Jessé Torres, o que ele fez comigo nunca mais eu vou esquecer, preparou-me para minha Primeira Comunhão, ensinou o meu coração a rezar, a falar com Deus, ouviu inúmeras confissões, meus pecados e fraquezas, mesmo conhecendo o meu pior ele me respeitava e continuava acreditando em mim. Foi ele que, com sua santidade e coerência de vida, incentivou e motivou a minha vocação.
É preciso mesmo enfrentar esse problema, sem sensacionalismo, investigar e discernir e ficar sempre com o que é bom e verdadeiro. Estes dias eu li, na Zenit, esta notícia, que não foi veiculada pelos meios de comunicação: "Sacerdote morre tentando salvar jovens de afogamento".

GOA, segunda-feira, 17 de maio de 2010 (ZENIT.org). - Um sacerdote morreu na praia de Galgibaga, Índia, tentando salvar três jovens do afogamento, na semana passada.

O Pe. Thomas Remedios Fernandes de 37 anos, vigário da paróquia de Jesus, Maria e José estava com um grupo da paróquia que comemorava um dia de convivência na praia, segundo informou a agência Cathnewsindia. Não hesitou em lançar-se ao mar revolto para socorrer três jovens que gritavam por socorro. O presbítero conseguiu salvar os três - uma jovem e dois rapazes de idades entre 17 e 19 anos -, mas enquanto salvava o terceiro, sofreu um ataque cardíaco e não resistiu. O ato comoveu as mais de 60 pessoas que testemunhavam o resgate.

O sacerdote recebeu assistência no local e foi levado ao hospital, onde os médicos constataram sua morte. Os três jovens resgatados receberam os primeiros-socorros e passam bem. Na comunidade católica de Goa vive-se a perda do sacerdote com dor, mas também com admiração e esperança: "Foi um pastor que deu a vida por suas ovelhas - comenta-se. Neste Ano Sacerdotal, é um exemplo e testemunho para todos os sacerdotes”.
Eu não poderia deixar que somente 60 pessoas tomassem conhecimento deste lindo testemunho de um sacerdote jovem, que deu a vida por suas ovelhas. Vamos abrir os nossos olhos e o nosso coração. E os padres que você conhece? Quais as suas experiências com o sacerdote de sua paróquia? Rezemos pelos nossos sacerdotes para que o Senhor lhes dê a graça da fidelidade.


Padre Luizinho
peluizinho@cancaonova.com

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Por que Saulo (Paulo) perseguia a Igreja?


Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar, presos para Jerusalém, os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho (Atos 9, 1-2).

Por que Saulo (Paulo) perseguia a Igreja?

Pergunta que nos interroga, sensibiliza e abre uma grande lacuna. Por que Deus escolheu um perseguidor? Tanta gente boa! Mas vamos conhecer primeiro Saulo para podermos entender o porquê da pergunta.
Saulo era natural de Tarso da Cilícia, filho da tribo de Benjamim, a mesma do rei David. Filho de comerciantes ricos, cidadão romano, ligado à seita dos fariseus, aluno do glorioso rabino Gamaliel, zeloso defensor da Torá. Ele era fariseu, filho de fariseu e nascido entre os anos 5 e 10 da era cristã. “Circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreu; quanto à Lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da Igreja; quanto à justiça que há na Lei, irrepreensível (Fl 3, 5-6)”.

Israelita orgulhoso, alma de fogo e coração íntegro, ainda jovem era conhecido apenas por seu nome judeu: Saulo. Ele se dedicava com sagrada paixão ao serviço de Deus, observando, rigorosamente, a religião de seu povo. Educado na cidade de Tarso e instruído aos pés de Gamaliel, segundo o rigor da Lei, era zelador de Deus. Saulo fora educado para ser fariseu.

Moldado intimamente por uma tradição à lei que o Judaísmo conservava fanaticamente, impulsionado pelo entusiasmo impetuoso da mocidade e abrasado em ânsias de proselitismo próprio do judeu, julgou que tinha missão religiosa para cumprir: combater o Cristianismo até destruí-lo. Por considerá-lo uma traição ao Judaísmo, perseguia os seguidores de Cristo, porque eles tinham abandonado a lei mosaica para seguir um tal de Jesus, que um monte de fanáticos cristãos pregavam e diziam que Ressuscitou dos mortos.

“Quanto a mim, achei que devia empregar todas os meios para combater o nome de Jesus, o Nazareu. Foi o que fiz em Jerusalém: encarcerei um grande número de santos, tendo recebido autorização dos chefes dos sacerdotes; e,quando eram mortos, eu contribuía com meu voto. Muitas vezes percorrendo todas as sinagogas, por meio de torturas quis forçá-los a blasfemar; e , no excesso do meu furor cheguei a perseguir-los até em cidades estrangeiras ( At 26, 9-11)”. Como um bom judeu, intelectual e fiel à lei, ele precisava fazer alguma coisa para acabar com aqueles que estavam destruindo o judaísmo. Então, pede cartas de recomendação para perseguir e matar os seguidores do “caminho” (a fé em Jesus como Messias, modo de viver dos primeiros seguidores de Cristo). Naquele momento, Saulo era a pessoa melhor para fazer a “matança” dos cristãos, por ser jovem, audacioso, cheio de empolgação e com têmpera. Com efeito, quando Paulo se dirigia pelo caminho a Damasco, seu coração estava cheio de agressividade contra os cristãos; não porque fosse um homem mau, mas, ao contrário, porque era fiel às tradições segundo as quais havia sido formado. Estava cheio de agressividade, pois se sentia ameaçado por esta nova fé que opunha às suas tradições mais caras, nas quais fora ensinado. Era pelo amor de Deus que perseguia os inovadores.

Padre Reinaldo - Com. Canção Nova
http://blog.cancaonova.com/padrereinaldo

domingo, 6 de junho de 2010

Tu és o meu FAROL!

























Tu és o amor, tu és a vida e a minha vitória!
Te amo Jesus, tu és o meu farol!
Tu és a luz que guia minha escuridão!
Vêm clarear esta noite escura!
Te amo Jesus!
Vêm ser LUZ em minha vida, te quero Jesus!
Tu és o foral neste mar de tribulações!
Tu és a minha confiança no Barco da vida!
Te amo e te quero em meu barco!
Eu não quero me deixar levar pelo medo da tempestade!
As ondas estão cada vez maiores, Senhor!
A tempestade lança grandes ondas sobre meu pequeno barco!
Senhor me ajuda, neste mar de tribulações!
Senhor eu confio em ti!

Fomos criados para o LOUVOR e a ADORAÇÃO


Fomos criados para o louvor, a adoração e a ação de graças. Este é o maior desejo do coração de Deus. Precisamos realizar aquilo que Ele nos pede: ''Estai sempre alegres, orai incessantemente, dai graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus'' (1Ts 5, 16-18).

Existem situações em que é difícil dar graças: a doença e a morte de alguém muito querido; o problema de droga, alcoolismo ou de adultério em nossa família... Em todo e qualquer problema precisamos nos voltar para Deus, dando graças, louvando e adorando em todas as circunstâncias.

Quando acontece algo doloroso em nossa vida, ficamos muito sensíveis. O nosso coração fica apertado, caímos na tristeza e nos fechamos.
O Senhor insiste para agirmos de modo contrário: ''Em tudo, em todas as circunstâncias, em qualque rsituação, aconteça o que acontecer, dai graças, louvai e adorai''.

O louvor e a adoração são o remédio para o coração.
Se uma válvula do coração se fecha, passa a irrigar menos o coração, começa a causar problemas, e pode levar a pessoa a sofrer um infarto.

Psicológica e espiritualmente acontece a mesma coisa, por causa de problemas no casamento, alcoolismo, drogas... nos deixamos abater pela tristeza, ficamos pesarosos, nos decepcionamos e o nosso coração começa a se fechar. Começamos a morrer.
Vamos morrendo. Até nosso semblante perde a tranqüilidade e a paz. Os problemas tomam conta de nós. Não conseguimos dormir e nem comer.

Deus nos dá a receita certa: ''em tudo dai graças''. No momento em que criamos coragem e partimos para o louvor nosso coração se abre, começa a ser irrigado e recebemos a força de Deus para enfrentar todo e qualquer problema. Quando nos fechamos, fatalmente acabamos nos afastando e dando as costas para Deus. Nos momentos de decepção, dor e tristeza não conseguimos rezar, e se rezamos não o fazemos bem. Decaímos na confiança.

Muitas vezes, diante dos acontecimentos, achamos que Deus é o culpado e nos tornamos indiferentes a Ele. Não vamos mais à igreja e não buscamos mais os sacramentos.

Se você está dessa maneira, deixe de lado o passado e comece tudo de novo. De que maneira? Comece a rezar. Mesmo sem vontade volte a rezar.

Quando estamos assim, a primeira coisa que fazemos é não rezar mais. A palavra de Deus, porém, nos ordena: ''Orai sem cessar''. Veja, não é uma simples recomendação; é uma palavra de ordem: ''Orai sem cessar''. Justamente o oposto do que costumamos fazer. A palavra de Deus nos manda orar e orar sem cessar. Em qualquer situação, mesmo na tristeza, no luto, diante da infidelidade, das dívidas, desempregado ou doente, seja qual for a situação é necessário orar sem cessar.

Padre Jonas Abib
pejonas@cancaonova.com

Virtudes e Defeitos


Um telespectador perguntou como era possível que o demônio, que já foi um anjo bom e servidor de Deus, tenha se tornado alguém tão odioso e maldoso. O professor respondeu de uma maneira simples, mas muito profunda. Ele falou que uma fruta tem mais chance de se estragar e apodrecer quando está madura do que quando está verde. Desta maneira explicou que uma má atitude fez com que o maligno, antes uma criatura angelical de Deus, se tornasse seu inimigo.
Ainda outro dia, em um recolhimento espiritual em Curitiba do Opus Dei, movimento católico que participo além da RCC, vi o Padre Manuel Correia explicar maravilhosamente que existe uma linha tênue entre virtudes e defeitos. E, por isso, precisamos ter um discernimento para verificar se muitas vezes o que chamamos de virtude não é na verdade um grande defeito e vice-versa.

Rapidez, por exemplo, é uma virtude, pressa, no entanto, um defeito.

Perseverança, uma grande virtude que nos ajuda a finalizar projetos.

Teimosia, um efeito de insistir em algo errado, não dar o "braço a torcer".

Fazer as coisas da melhor maneira possível, uma grande virtude que faz com que glorifiquemos a Deus, nos afazeres do dia-a-dia .

Perfeccionismo, um defeito de querer que as coisas saiam certas nos mínimos detalhes e na altura de nosso eu. "Isto não é digno de mim. Se não for para fazer bem feito então é melhor não fazer".

Prudência, uma virtude declarada por Jesus como importante. Virtude de saber onde se está pisando sem, no entanto, desconfiar das pessoas.

Desconfiança, um defeito de pré-julgar alguém ou alguma coisa, não dar uma segunda chance, viver com o “pé atrás”.

Mansidão, virtude de um coração com paz interior que se transparece em atos concretos.

Passividade, um defeito de não corrigir alguém ou algo, fingir que não vê erros dos outros a fim de que a nossa imagem não seja prejudicada.
Existem ainda outras virtudes muito próximas de defeitos. Por isto, não devemos esquecer de pedir ao Espírito Santo que nos dê força para jamais “apodrecermos” e que Ele nos ajude a nos moldarmos segundo os traços e valores de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Daniel Godri
artigos@cancaonova.com

EM BREVE...