quinta-feira, 22 de abril de 2010

Olha Curva...

Acelerou além da conta, cantou pneu… Freou com tudo na chuva, derrapou…
Entrou em alta velocidade na curva?
Não entre! Pois você não vai sair de lá da melhor maneira possível…
No mundo que nos cerca estamos acostumados a ver as leis de causa e efeito bem claramente: fez, sofreu!
Na nossa dimensão espiritual, não é tão simples assim… embora a lei universal: “o salário do pecado é a morte!” (Rm 6, 23) continue valendo, nem sempre a vemos de maneira tão clara quanto a nossa viagem de carro aí em cima. Às vezes esta “derrapagem” leva dias, meses ou anos pra nos jogar no abismo… e aí tem gente que inventa que o, abismo “não existe”, só porque está demorando pra cair lá!!
Veja Adão e Eva: não foram avisados que, se comessem do fruto CERTAMENTE morreriam?
A gente fica esperando que o “empacotamento” venha logo depois da mordida da maçã… Não veio. Não é como a “branca de neve”…
No entanto, morreram ou não morreram? E foi assim que colocaram a morte no mundo.
Meu irmão, minha irmã! Vim aqui te convidar a não manter “pecadinhos sem consequência”… Todo pecado (não existe “inho”) nos afasta de Deus e nos leva pra morte. PHN! Por Hoje Não Vou Mais Pecar! Faça uma limpeza total, não brinque com sua vida eterna como você não brinca com sua vida na estrada!Acredite, o abismo existe e ele está no final desta curva que você está vivendo! Pra que passar reto? Vire, vamos juntos fazer a conversão nesta estrada!
Partilhe aqui de quais “curvas” da vida você quase passou reto e foi pro buraco! Como você vive o PHN hoje?
Flávio Crepaldi
Equipe PHN - TVCN

DEUS NÃO FAZ PROPAGANDA

O filósofo francês, Voltaire, mesmo se confessando ateu e inimigo da Igreja, não podia deixar de dizer que: “O mundo me perturba e não posso imaginar que este relógio funcione e não tenha tido relojoeiro”… Os latinos chamaram o universo de mundo (= belo, lindo, maravilhoso); os gregos o chamaram de kosmos (= disciplinado, ordenado).

Todos os astros obedecem a rigorosas leis da mecânica celeste, e nenhum deles muda a sua trajetória por própria conta. Alguém já disse que : “Deus não fala, mas tudo fala de Deus.” São Paulo nos lembra na Carta aos Romanos que: “Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade se tornam visíveis à inteligência por suas obras.” (Rom 1,19)
Você pode chegar a Deus olhando a natureza e olhando para dentro de você. Deus é silencioso e discreto; Ele não faz sua auto propaganda. Ele não coloca placas em cada rosa, em cada pássaro, ou em cada criança, com os dizeres: “Feito por Deus”. Ele não é como os homens. Ele não põe na embalagem das frutas o seu nome, e nem mesmo diz que o Seu produto é o “melhor” do comércio, como todos fazem.

Você nunca viu escrito nas ondas do mar e nem nas estrelas: “Criado por Deus”. O mundo é tão belo, tudo funciona tão automaticamente bem e de forma cientificamente tão perfeita, e silenciosa, que a filosofia moderna tende a eliminar a necessidade de Deus, como se tudo pudesse existir a partir do nada. Chegaram até a falar da “morte de Deus”.

A filosofia da “morte de Deus” desembocou na filosofia do desespero e da morte também do homem. São Tomás de Aquino disse que “quanto mais o homem se afasta de Deus, mais se aproxima do seu nada.” Há maravilhosas e complicadíssimas reações físico-químicas em todas as criaturas, mas você não vê o Físico-Químico responsável.Há uma precisão matemática tão grande no movimento dos astros, que até acertamos o nosso relógio por eles, mas você não vê o grande Matemático desta obra. Ele não faz propaganda do seu Nome. Ele nunca aparece para receber os aplausos da platéia… Ele faz o Sol nascer todos os dias, rigorosamente… Ele faz a Lua girar em torno da Terra e refletir a luz do Sol… Ele faz cada Planeta girar em torno do Sol em uma órbita perfeitamente elíptica, com o astro rei no foco da cônica… Ele faz os elétrons girarem em torno do núcleo do átomo, obedecendo aos níveis de energia… Ele faz a terra germinar o grão e nascer a haste; a haste crescer e dar a espiga…

Jovem, você já pensou nisso? A natureza é como que um espelho através do qual se pode ver o “Rosto” de Deus. Ela é como uma “Carta de amor” que Ele escreveu para você. Aprenda a lê-la. É como aquele namorado apaixonado, que querendo demonstrar o seu amor à namorada escreveu o nome dela numa faixa de rua, depois, no muro da sua casa, e enfim, alugou um avião para poder jogar pétalas de rosas sobre a sua casa… Tudo para provar o seu amor!
Deus também faz assim conosco. Mas é preciso abrir os olhos para ver o seu amor. Nós estamos na Terra; um grão de areia no universo. Giramos ao redor do Sol com uma velocidade de 30 km/s ou 108 000 km/h; e o Sol gira ao redor da galáxia a 320 km/s, levando 250 milhões de anos para dar uma volta completa. Parece um sonho, mas é uma realidade, e nós estamos aí.

E é aí, como que no “ventre” do universo, na Terra, que a vida humana surgiu. Não sabemos se há vida em outros lugares; até agora nada há de confirmado pela ciência séria. Alguém disse que quando a vida humana surgiu na terra, “o universo exultou de alegria”. Foram necessários bilhões de anos para que a matéria inanimada chegasse até o homem, conduzida pela mão de Deus.
Os cientistas já sabem que há 300 milhões de anos a vida vegetal e animal já fervilhava sobre a face da terra. Quando o Gênesis narra a criação do mundo, de uma maneira poética mas reveladora, diz que após cada um dos seis dias, “Deus viu que tudo era bom”. (Gen 1, 10-25)

Tudo obedece um plano, uma idéia. Cada um de nós é um milagre da “engenharia” de Deus. Pense no seu cérebro, nas suas mãos, nos seus olhos…; e ainda mais, na sua inteligência, liberdade, vontade, capacidade de amar, sorrir, chorar, cantar, abraçar… Você é um milagre de Deus! O mundo é belo; a vida é bela; nada é absurdo!

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Mais de 200 milhões de cristãos sofrem discriminações


O arcebispo Celestino Migliore, núncio apostólico e observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, disse em Nova York, durante sua intervenção na 64ª sessão da Assembléia Geral da ONU sobre a promoção e defesa dos direitos humanos, em 21/10/2009, que ainda que “não exista nenhuma religião no mundo que esteja isenta de discriminação”, a cristã é a mais perseguida.

“Está bem documentado que os cristãos são o grupo religioso mais discriminado”. “Mais de 200 milhões deles, de várias confissões, encontram-se em situações de dificuldade devido a estruturas legais e culturais que conduzem a sua discriminação”.

“Apesar de ser repetidamente proclamado pela comunidade internacional e especificado nos instrumentos internacionais e nas Constituições da maior parte dos Estados”, o direito à liberdade religiosa “continua sendo hoje violado de uma maneira ampla”, constatou.
Nos últimos meses, recordou, alguns países da Ásia e do Oriente Médio viram as comunidades cristãs “atacadas, com muitos feridos e mortos”, e “igrejas e casas presas das chamas”.

Estas ações, assinalou, “foram cometidas por extremistas em reposta às acusações realizadas contra algumas pessoas em base às leis antiblasfêmia”.
As disposições legislativas sobre a blasfêmia, prosseguiu, “convertem-se com muita facilidade em uma oportunidade, para os extremistas, de perseguir os que escolhem livremente seguir uma tradição de fé diferente”. E têm sido utilizadas para “fomentar a injustiça, a violência sectária e a violência entre religiões”, acrescentou.

“A cooperação entre as religiões – concluiu o arcebispo – é um requisito para a transformação da sociedade”, porque “realmente é possível construir uma cultura da tolerância e da coexistência pacífica entre os povos”.

Fonte: Nova York, 28 de outubro de 2009 (ZENIT.org).

O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA


No dia 26 de junho deste ano foi revelado, com a devida autorização do Papa, o falado terceiro Segredo de Fátima, que tanta curiosidade, medo, às vezes pavor, despertava no povo. Na verdade houve muita fantasia prejudicial às pessoas. Nas suas três partes o Segredo nada tem de previsões sobre o fim do mundo, e nem catástrofes ou flagelos.
Com a revelação do Segredo, feita através da Sagrada Congregação da Fé, com uma interpretação feita, a pedido do Papa, pelo cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da citada Congregação, viu-se que se trata de uma visão do século XX, século este impregnado de mártires do comunismo, do nazismo e de outras forças inimigas da Igreja e de Deus. Milhões morreram pela fé.
Antes de tudo é preciso lembrar que esta visão, não é artigo de fé obrigatório à crença dos católicos, embora a Igreja reconheça a sua autenticidade, especialmente no apelo que faz à oração, `a conversão e à penitência.

Na entrevista que D.Tarcísio Bertone, Secretário da Congregação da Doutrina da Fé, teve com a Irmã Lúcia, por ordem do Papa, em 27 de abril deste ano, no Carmelo de Coimbra, onde vive a Irmã, esta, lúcida e calma, concordou com a interpretação do Segredo, segundo a qual a terceira parte do Segredo de Fátima consiste numa visão profética, comparável às da história sagrada. Ela reafirmou a sua convicção de que a visão de Fátima se refere sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos, e descreve os duros sofrimentos das milhões de vítimas do século XX.
Irmã Lúcia confirmou que a principal personagem do Segredo era o Papa, e recordou como os pastorinhos tinham pena dele.

Com relação ao “Bispo vestido de branco” (o Papa) que é ferido de morte e cai por terra, a Irmã concordou plenamente com a afirmação do Papa João Paulo II: “Foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala e o Santo Padre deteve-se no limiar da morte” (Meditação com os Bispos italianos na Policlínica Gemelli, 13 de maio de 1994).
É interessante destacar o que diz a Irmã Lúcia: “Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa.” A ela foi dada a visão, não a interpretação. Mais uma vez vemos aí a importância da Igreja e do Papa. E a Irmã concordou com a interpretação dada pela Igreja. Na interpretação do Segredo, já bastante publicado e conhecido, feita pelo Cardeal Ratzinger, alguns pontos merecem ser destacados:

1 - A palavra chave da primeira e segunda parte do Segredo, é “salvar as almas”; a palavra chave da terceira parte é “Penitência, penitência, penitência”. O cardeal lembra que a Irmã Lúcia lhe disse que o objetivo de todas as aparições era fazer crescer cada vez mais a fé, a esperança e a caridade.

2 - A visão do anjo com a espada de fogo representa o perigo da destruição da humanidade por ela mesma, através da guerra e outras formas; o brilho da Mãe de Deus aparece como a força capaz de vencer as forças da terrível destruição.

3 - O sentido da visão não é mostrar um filme sobre o futuro, mas uma forma de orientar a liberdade humana a buscar o bem. Há que se evitar, portanto, as interpretações fatalistas do Segredo, como se tudo já fosse traçado para acontecer, sem respeitar a liberdade dos homens. O futuro é visto como que num espelho, de maneira simbólica.

4 - Três sinais aparecem: uma montanha alta; uma grande cidade meio em ruínas e uma grande cruz de troncos toscos. A montanha e a cidade são o lugar da história humana, de convivência, mas de luta; como uma subida árdua onde o homem destrói, com as próprias mãos, o que ele mesmo construiu (cidade em ruínas). No alto da montanha está a Cruz, meta e orientação da história humana, sinal da miséria humana e promessa de salvação.

A visão mostra o caminho da Igreja como uma Via Sacra, ladeado de violência, destruição e morte, mas de esperança.

Diz o cardeal que nesta imagem pode-se ver a história de um século que se finda. O século dos mártires, dos sofrimentos e das perseguições à Igreja. Século de duas guerras mundiais e de muitas guerras locais. No espelho desta visão vemos passar os testemunhas da fé deste século.
O cardeal faz questão de recordar o que a Irmã Lúcia disse ao papa João Paulo II, em 12 de maio de 1982, um ano após o atentado que ele sofreu: “A terceira parte do segredo se refere às palavras de Nossa Senhora: “Se não [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão m martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.”
Os Papas deste século tiveram um papel preponderante na árdua “subida da montanha” do Segredo. Desde Pio X até João Paulo II, todos os Papas sofreram no caminho que leva à Cruz.

5 - Destaca o cardeal que o fato do Papa não ter não ter morrido no atentado de 13/5/81, significa que não existe um destino imutável (na visão o Papa aparece morto), e se a Mão de Nossa Senhora guiou a bala para que não o matasse, é porque a força da oração e da penitência é maior do que as balas, e a fé é mais poderosa do que os exércitos. Tudo pode ser mudado pela oração e conversão!

6 - Por fim a visão mostra os anjos que recolhem da cruz o sangue dos mártires e com ele regam as almas que se aproximam de Deus. O sangue de Cristo e o dos mártires são vistos juntos, a significar que o nosso sofrimento completa a salvação do mundo (Cl 1, 24). O sangue dos mártires é semente de novos cristãos, como dizia Tertuliano. E assim, o terceiro segredo termina com uma forte mensagem de esperança: nenhum sofrimento é vivido em vão, se é acolhido na fé.
É de todo o sofrimento e de todo o sangue derramado pela Igreja no século XX, que brotarão as forças de um novo cristianismo no século XXI. Haverá uma forte purificação e um renovamento que já se faz sentir no coração da Igreja. É a eficácia salvífica que brota do sangue de Cristo misturado ao dos seus mártires.

7 - Os acontecimentos a que se refere o Segredo já são do passado; fica o permanente apelo à oração e à penitência para a salvação das almas. O cardeal termina dizendo que a certeza de Nossa Senhora, de que por fim “o meu Imaculado Coração triunfará”, significa que um coração voltado inteiramente para Deus, é mais forte do que as pistolas ou as outras armas de fogo. A mensagem do terceiro segredo é uma mensagem de confiança no Cristo que venceu o mundo (cf Jo 16, 33).

Cinco anos do Pontificado de Bento XVI


Há cinco anos (19/04/2005) o então cardeal Joseph Ratzinger era eleito Papa pelos cardeais da Igreja, num dos Conclaves mais rápidos da História da Igreja. Embora ele já tivesse uma idade avançada, 78 anos, os cardeais não duvidaram em escolhê-lo para substituir João Paulo II; uma tarefa muito difícil. Pela rapidez da eleição ficou claro que era o Papa que Deus desejava para a Igreja neste século. Certamente os cardeais entenderam, assistidos pelo Espírito Santo, que não havia outro melhor do que ele para conduzir a barca de Pedro nesses tempos tão difíceis para a Igreja e para o mundo.

Bento XVI começou seu pontificado com uma frase que expressa bem a sua pessoa: “um humilde servo da vinha do Senhor”. Nesses cinco anos ele mostrou que realmente é um homem humilde e servidor fiel de Jesus Cristo. Anunciou a verdade de Cristo por toda a terra de maneira humilde, mas firme, denunciando desde o início a “ditadura do relativismo” que deseja, segundo ele, banir a verdade de Deus e lançar a humanidade no caos do niilismo. Numa frase ele resumiu tudo: “o homem moderno criou um mundo que já não tem mais lugar para Deus”. Corajosamente ele tem dialogado com o mundo, especialmente com os homens da cultura, da mídia, etc, sem medo de apresentar a proposta salvífica de Jesus.

Por defender de maneira humilde, mas corajosa, a verdade do Evangelho ele tem sido odiado, ofendido e caluniado em muitos lugares. Sua luta em defesa da vida, contra o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões, a camisinha, etc, fazem dele uma permanente vitima daqueles que perderam o valor transcendente da vida humana.

Diante das denúncias de pedofilia no clero o Papa tem agido com firmeza, deixando claro, como fez João Paulo II, que não há lugar na Igreja para religiosos que maltratam os jovens e as crianças. Uma onda tremenda da mídia se abate sobre ele nesse aspecto com a intenção de desmoraliza-lo juntamente com a Igreja, mas os católicos sabem que o Papa é inocente. Sobre esse assunto o Papa escreveu a Carta aos católicos da Irlanda (19 de março de 2010), coibindo toda forma de pedofilia.

É importante lembrar que o Papa Bento XVI foi um importantíssimo auxiliar de João Paulo II, por 25 anos Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, que cuida da pureza da “sã doutrina” em toda a Igreja. E, por ele ter feito um trabalho sério nesse sentido, coibindo os erros e heresias, como por exemplo, a teologia da libertação, foi alvo de muitas críticas o que infelizmente ainda existe dentro da própria Igreja.
Quando ele foi eleito Papa, um cardeal do Vaticano disse que uma das grandes missões de João Paulo II foi lutar contra o comunismo no leste europeu, e que a grande missão de Bento XVI seria agora lutar contra o ateísmo e o laicismo anticatólico dos nossos tempos. E isso tem se concretizado; ele tem sido hostilizado por enfrentar o ateísmo moderno.

Embora os dois Papas sejam diferentes em seus perfis pessoais, ambos se identificaram sobre a missão da Igreja no mundo. O Papa atual deu sequência ao trabalho de João Paulo II; continuou as inúmeras visitas aos países, inclusive ao Brasil, onde esteve presente no V CELAM que presidiu. Nesta oportunidade o Papa deu um impulso enorme à evangelização na América Latina com o tema “discípulos e missionários de Jesus Cristo”.
Na mesma linha de João Paulo II, ele tem dado ênfase ao saudável e correto ecumenismo e ao diálogo ecumênico com as outras religiões, sem aceitar o irenismo de uma “unidade a qualquer preço”. Neste sentido ele tem dialogado permanentemente com as igrejas ortodoxas e com as comunidades eclesiais dos anglicanos, luteranos e presbiterianos, onde o ecumenismo está mais adiantado. Como fazia João Paulo II, Bento XVI continua com a Semana de Orações pela unidade dos cristãos, e não cessa de ensinar que a oração é a mola propulsora do ecumenismo.

Destacamos também as inúmeras audiências do Papa com os bispos de todo o mundo que vão a Roma a cada cinco anos na visita “Ad limina apostolorum” (Ao túmulo dos Apóstolos). Nela o Papa conversa individualmente com cada bispo (são cerca de 4000 no mundo todo). Neste ano ele está recebendo os bispos do Brasil. Aos bispos do sul (RS e SC) ele fez uma enérgica e inequívoca condenação da teologia da libertação marxista que, segundo ele provocou e provoca ainda “rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia e fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.” (acidigital.com – 05 /12/2009). Por outro lado, falando aos bispo da Regional Nordeste II, reprovou o sincretismo religioso na liturgia; ele disse: “… em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)”!

Bento XVI já fez 17 viagens apostólicas pela Itália - ele é o Bispo de Roma - e visitou 16 paises: Chipre (4-6 de junho de 2010); Portugal (11-14 de maio de 2010); Malta (17-18 de abril de 2010); República Tcheca (26-28 de setembro de 2009); Terra Santa (8-15 de maio de 2009); Camarões e Angola (17-23 de março de 2009); França - 150° aniversário das Aparições de Lourdes (12-15 de setembro de 2008); Sidney (Austrália) - XXIII Jornada Mundial da Juventude (12-21 de julho de 2008); Estados Unidos da América e Organização das Nações Unidas (15-21 de abril de 2008); Áustria - 850° aniversário da fundação do Santuário de Mariazell (7-9 de setembro de 2007); Brasil - V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (9-14 de maio de 2007); Turquia (28 de novembro - 1º de dezembro de 2006); München, Altötting e Regensburg (9-14 de setembro de 2006); Valência - V Encontro Mundial das Famílias (8-9 de julho de 2006); Polônia (25-28 de maio de 2006); JMJ - Colônia, Alemanha (18-21 de agosto de 2005).

Em apenas cinco anos ele escreveu três importantes encíclicas: “Deus caritas est” (25 de dezembro de 2005); “Spe salvi” (30 de novembro de 2007) e “Caritas in veritate” (29 de junho de 2009), apontando caminhos para Igreja hoje, denunciando os erros da sociedade, iluminando as nações com a luz de Cristo. São encíclicas abrangentes que não se limitam à Igreja, mas a toda a humanidade. Na primeira delas ele mostra a prevalência do amor na obra de Deus; na segunda, mostra a importância da esperança na salvação; e na terceira, mostra que a caridade deve ser feita na verdade; sem verdade não existe verdadeira caridade e nem salvação. São encíclicas onde o Papa mostra toda a potencialidade de seus conhecimentos filosóficos, teológicos, antropológicos e científicos. Além das encíclicas o Papa nos deu a “Sacramentum Caritatis”, uma Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Eucaristia fonte e ápice da vida e da missão da Igreja (22 de fevereiro de 2007).

Nesses cinco anos, apesar de sua idade (83 anos) o Papa atendeu inúmeras audiências, pronunciou muitos discursos, escreveu vários Moto Proprios, Homilias, Cartas, Cartas Apostólicas, e várias Constituições Apostólicas. É de se destacar a “Anglicanorum coetibus” sobre a instituição de Ordinariatos Pessoais para os Anglicanos que entram em plena comunhão com a Igreja Católica (4 de novembro de 2009). Com isso milhares de anglicanos de todo o mundo estão regressando ao seio da Igreja católica.
Precisamos destacar ainda as belíssimas Catequeses das quarta-feira no Vaticano onde tem enfocado importantes assuntos ligados à vida da Igreja, sua história, moral, espiritualidade, etc. São ensinamentos e exortações riquíssimas que edificam toda a Igreja.
Há que se destacar duas inspiradas iniciativas do Papa nesses anos: o Ano Paulino e o Ano Sacerdotal. Pelo primeiro, ele mostrou a Igreja a necessidade de dar sequência ao que João Paulo II tinha pedido: “uma nova evangelização”, com “novo ardor, novos métodos e nova expressão”; com a coragem e o zelo apostólico de São Paulo. Com o Ano Sacerdotal, ele está renovando a vida dos presbíteros; mostrando e incentivando-os a viverem o exemplo de São João Maria Vianney, o seu patrono, numa vida de total dedicação ao reino de Deus, sem questionamentos ao Magistério, na obediência ao Papa, sem exigências descabidas como a eliminação do celibato, proposta de sacerdócio feminino, e outras coisas que só perturbam a vida da Igreja e dos fiéis.

Por tudo isso, e muito mais, o Papa Bento já mostrou muito bem porque o Espírito Santo o colocou na Cátedra de Pedro. É um gigante que não tem medo e que tem força suficiente para carregar o cajado do Bom Pastor, e que sabe defender as ovelhas que o Senhor lhe confiou.
Santa Teresa de Ávila recomendava que é preciso ter um diretor espiritual “sábio, douto e santo”, para não errar o caminho da santidade. Demos graças a Deus que deu à Igreja esse Homem. Rezemos por ele e por suas intenções, e que não lhe falte saúde e paz.

Perseguição à Igreja

A perseguição acompanhou toda a vida de Cristo. Na Igreja, seu Corpo Místico, ela não pode estar ausente. São Lucas (21,12-18) diz: “Hão de vos perseguir (...) por causa do meu nome (...) Sereis traídos até por vosso pai, mãe, irmãos, parentes e amigos (...) Sereis odiados de todos, por causa de meu nome, mas nem um só cabelo de vossa cabeça se perderá”. Toda essa previsão é coroada com uma frase citada em diversos documentos pelo Papa João Paulo II: “No mundo tereis tribulações, mas tende coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Ultimamente, estas e outras passagens bíblicas adquiriram especial importância diante de graves acusações à Igreja. A partir de falhas em sua parte humana, atingida pelo pecado, incriminações são generalizadas, envolvendo inocentes na culpa de alguns.
No caso do escândalo de pedofilia no clero, repórteres de conhecida agência internacional de notícias, em fins de abril último, percorreram as Dioceses dos Estados Unidos e constataram 177 ocorrências, representando menos de meio por cento dos 46.075 sacerdotes daquele país. E, segundo promotores de Justiça, muitos desses fatos são antigos demais para serem levados a juízo.

Entre nós, no Brasil, o problema vem sendo apresentado com algumas nuances. As falhas existentes no clero, em matéria sexual, vêm servindo de pretexto para atacar a Igreja Católica. Atingem profundamente, de modo negativo, a vida religiosa. Pessoas de responsabilidade, pelo menos aparente, encontram guarida nos órgãos de imprensa e causam graves danos entre os menos advertidos.
Neste comentário, uso do mesmo direito de manifestar o que penso sobre esse comportamento e os males que ele causa. Começo observando os aspectos positivos desse noticiário, pois a mais interessada em coibir tais pecados é a própria Igreja, cuja missão é levar à santidade o Povo de Deus, inclusive seus ministros. Beneficia também a sociedade, ao fortalecer as medidas de defesa, de modo particular, da infância. Segundo dados divulgados na imprensa pela ABRAPIA (Associação Brasileira de Proteção à Infância e Adolescência), obtidos em parceria com o Ministério da Justiça, cerca de 62,76% dos casos, a violência sexual é cometida por alguém da própria família, em especial pais ou padrastos. Em 79,17%, o crime ocorre onde a vítima reside. O incesto é a modalidade mais comum do abuso sexual nessa idade.

Sobre este assunto, conhecido médico declarou, dias atrás, pela imprensa: “Na minha experiência profissional, já atendi diversas crianças e até bebês, com sinais evidentes de violência sexual cometida por familiares. A primeira reação dos pais, que alegam outros motivos para os ferimentos, é fugir com a criança do hospital, quando percebem a desconfiança de alguém”.
Este triste quadro é, na expressão do Santo Padre 'um crime diante da sociedade e um pecado hediondo aos olhos de Deus'. Evidentemente, merece condenação e castigo dos infratores. Contudo, não pode ser fruto de simples acusação. Distinguir o culpado do inocente é fundamental ao se divulgar a informação ao grande público. E, portanto, não penalizar toda a instituição, isto é, a Igreja. Não se aproveitar dos fatos para divulgar ilações falsas, como atribuir ao celibato a causa desses males.

A campanha difamatória, alimentada por um número extremamente reduzido de casos anunciados, em geral ainda a serem comprovados, tenta lançar o descrédito sobre a quase totalidade dos ministros fiéis a seus compromissos. Por isso, achei oportuno trazer a público algumas informações divulgadas a 4 de maio último pelo Serviço de Informação do Vaticano, em preparação à próxima apresentação do Anuário Católico. Esse comunicado apresenta as variações entre 1978 – início do Pontificado de João Paulo II – ao ano 2000. Embora cansativa a leitura de tantos números, é importante, para perceber que essa mesma Igreja tão atacada é uma instituição florescente.

O número de católicos aumentou, em todo o mundo, passando de 757 milhões em 1978, para um bilhão e 45 milhões, em 2000. Um crescimento de 38%. Nesse mesmo período de tempo, o número dos bispos no universo inteiro passou de 3.714 para 4.541, quase 22% a mais.

No que concerne aos sacerdotes, eram 405.178 no ano 2000, com uma diminuição de 3,75% em relação a 1978. Enquanto na Europa essa diminuição tem sido progressiva, o contrário ocorre na África, Ásia, América e Oceania. O diaconato permanente quintuplicou em todos os Continentes, com um incremento relativo de 400,25%. De 5.512, hoje atinge a cifra de 27.824.

As religiosas diminuíram em número, passando de quase um milhão para 811 mil. Os catequistas e missionários leigos aumentaram consideravelmente. O número de candidatos ao sacerdócio tem crescido globalmente. De 64 mil seminaristas, em 1978, passaram para 411 mil no ano 2000, com uma tendência progressiva e contínua e ininterrupta em todos esses anos.
O aumento da pornografia, a liberdade que se transformou em libertinagem e a irritação provocada pela vida religiosa, que soa como uma condenação a esses desvios, dificultam um julgamento isento dessas sombras no conjunto da vida eclesial. Corrigindo as falhas verdadeiras, castigando os faltosos, promovendo a santidade dos ministros de Deus, caridosamente corrigindo os críticos injustos, suportando com paciência e firmeza as perseguições que sofre a Igreja de Deus, conseguiremos, sem dúvida, superar o clima negativo ora reinante em algumas áreas. Não nos esqueçamos das palavras de Jesus: “No mundo, tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Cardeal Eugênio de Araújo Sales
Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Terço do Espirito Santo


No início: Credo.
Nas contas grandes: Recebereis o Espírito e sereis minhas testemunhas.
Nas contas pequenas: Vinde Espírito Santo
No final: Reza-se a Salve-Rainha

A PARABOLA DA INDECISÃO

Se você ainda está em cima do muro...Cuidado que ele tem dono.


Havia um grande muro separando dois grandes grupos.
De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus. Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.
E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo. O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:

-Ei, desce do muro agora...Vem pra cá!!!!

Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:
-O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:
-É porque o muro é meu!!!

Conclusão: Se você não decidiu seguir a Deus então você está seguindo a Satanás. Não existe meio termo. Sinto dizer que o muro tem dono.
Pense nisso...