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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tenho o que preciso! Preciso do que tenho!

Pense comigo: você diante de sua TV, e o que aparece na telinha é um comercial com uma geladeira bonita, em um dia de sol, namorando, rindo e curtindo a vida. ao término da propaganda, aparece algo como: "a vida é hoje!", "aproveite" ou outro slogan qualquer que traz esta mesma ideia. Tipo: "seja feliz agora tendo isso, por isso, e só custa isso". Ironia do destino? Não! O público-alvo dos comerciais é justamente o jovem, já que, entre outros fatores, viaja mais, diverte-se mais e, por consequência, gasta mais.

Sim, realmente somos o alvo deste mercado. Mais fazer o quê? A cada dia uma novidade, a cada dia uma evolução e vitrines com produtos da última hora.

É possível sobreviver?
Acredito que SIM. Basta usar da mesma técnica. Já ouviu falar de custo-benefício?
Ou seja, aquilo que estou comprando realmente vale a pena?
Vou mais além. Realmente vale a pena investir nisso? É essencial para mim? Ou quero apenas acompanhar uma moda ou ideologia?

Galera, perguntas como estas trazem maturidade e coerência.
Vontade todos temos, quem não gostaria de ter Ipod de última geração turbinado com não sei quantos GBs?
Não existe mal na vontade. Agora o que faço com ela? Devo tomar cuidado. Não somos só vontade, somos razão! Somos análise também.

Diante de suas vontades pense: em que isso me faz melhor?
Tendo isso, contribuo mais para ser gente e ter um mundo melhor, ou me fecho em meu mundo egoísta e orgulhoso?
O benefício é maior que o custo que tenho ao adquirir algo?
Ser cristão é saber administrar aquilo que tenho oferecendo o melhor para o outro...
Somos gente que se relaciona e não que se isola. Não somos ilhas, não é?

Diante de minhas vontades eu me questiono: por que quero isso?
Quero porque realmente preciso ou por que todo mundo tem e eu tenho que ter?
Este "todo mundo" é perigoso demais, podemos nos perder aí no que somos.

E os excessos então? Nossas gavetas denunciam o que somos. É bom esvaziá-las de vez enquanto, ficando somente com o que é necessário. Você já observou quanta coisa sem necessidade acabamos consumindo?

O QUE VOCÊ NÃO USA NÃO TE PERTENCE.

Viva com o necessário! Então vamos lá, mais que viver consumindo produtos de propagandas, qual tal criar o seu slogan: Tenho o que preciso, preciso do que Tenho


Um artigo do Adriano Gonçalves da Comunidade Canção Nova editado por 
Thiago Calixto coordenador do Grupo de Coroinhas São Miguel Arcanjo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

JESUS, tu és o Pão da Vida!

No Evangelho de São João, encontramos o discurso a respeito do Pão da Vida. Jesus antecipa aos discípulos o maravilhoso tesouro que iria nos deixar:

"Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele" (Jo 6,54-56).

Depois de ouvirem as palavras de Jesus, os discípulos murmuraram: "Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?" (Jo 6,60). Não foi o povo quem disse isso, muito menos os escribas, nem os fariseus ou os doutores da lei, nem mesmo os judeus contrários a Jesus: quem disse isso foram os Seus discípulos, os escolhidos para segui-Lo. Aqueles que o Senhor havia mandado à Sua frente, para pregarem e operarem milagres em Seu nome.

Depois das palavras de Jesus, "muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com ele" (Jo 6,66). Eles partiram, não acompanharam mais o Senhor. Poderíamos até pensar que esse foi um momento de crise dentro do ministério do Senhor Jesus. Ele corria o risco de perdê-los [discípulos], depois de prepará-los e formá-los. Portanto, se Jesus não quisesse dizer que Seu Corpo é verdadeira comida e Seu Sangue verdadeira bebida, com certeza teria chamado os discípulos de volta e explicado que se tratava de uma linguagem simbólica, espiritual.

Contudo, o Senhor não voltou atrás no que Ele queria dizer, apesar de Seus discípulos não aceitarem. Eles não tiveram a paciência de esperar. Se perseverassem, entenderiam que Jesus lhes daria o Seu Corpo e o Seu Sangue na forma de pão e vinho, pois foi isso que Ele realizou na Última Ceia.

Diante dessa situação, Jesus questionou os Doze: "Vós também quereis ir embora?" (Jo 6,67). Assim, correu o risco e desafiou os apóstolos. Foi como se dissesse: "Eles foram embora, porque não quiseram aceitar: acharam muito duro. Vocês também querem ir embora? Não posso e não vou voltar atrás. É isto mesmo que vou fazer: dar minha carne como comida e o meu sangue como bebida. Porque minha carne é a verdadeira comida, e o meu sangue é a verdadeira bebida. Vocês querem ir embora também?". Pedro logo respondeu: "A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna" (Jo 6,68).

Pedro e os apóstolos permaneceram ao lado de Jesus. Pela graça de Deus, também permaneceremos com Pedro e com os apóstolos, ao ficarmos ao lado da Igreja, que acreditou nas palavras de Jesus Cristo: "Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele" (Jo 6,55-56).

Não podemos ser como os discípulos, que se afastaram por considerarem muito difícil a doutrina. Ou, ainda, como aqueles que celebram a ceia, mas não creem que Jesus está realmente presente na hóstia consagrada, não acreditam que Ele está renovando o Seu sacrifício em cada Santa Missa.

Embora não consigamos entender, com nossa inteligência, a maravilha que Jesus fez, ficamos com Pedro e com os apóstolos. Permanecemos com a Igreja e professamos: "A quem iríamos, Senhor? Somente tu tens palavras de vida eterna. Cremos e sabemos que tu és o Santo Deus".

Jesus falou em “carne e sangue” para não pensarmos que se tratasse de um símbolo ou somente de um espírito. Ele especificou bem: "Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele". Assim, deixa claro o seguinte: "Eu não dou apenas espiritualmente, eu me dou verdadeiramente. O mesmo Corpo que foi estraçalhado na cruz e que hoje está diante do Pai é o Corpo que eu vos dou. O mesmo Sangue que foi derramado na cruz, pela vossa salvação, eu hoje vos dou, para que tenhais a vida eterna, e para ressuscitardes Comigo no último dia".
É o mistério da fé. A pessoa humana de Jesus pode estar onde quiser, como a velocidade do pensamento: não há empecilhos. Pode passar pelas paredes, pelas pedras, não tem peso. É assim também o Corpo ressuscitado e glorioso de Jesus.

Fonte: Canção Nova
Edição: Thiago Calixto

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Domingo de Ramos


A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como "Aquele que vem em nome do Senhor". Esse mesmo povo O havia visto ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava maravilhado. E tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas; mas tinha se enganado no tipo de Messias que o Senhor era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a esse povo que não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Cristo entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena, pois não Ele é um Rei deste mundo!

Dessa forma, o  Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”.

Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.
Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Santa Missa [do Domingo de Ramos], lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. Mostra-nos que a nossa pátria não é neste mundo, mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda pela casa do Pai.

A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos nas mãos dos soldados na casa de Anãs, Caifás; o julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, a condenação, o povo a vociferar “Crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, o diálogo com o bom ladrão, a morte e sepultura.

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora Lhe vira as costas e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse dia [Domingo de Ramos]!

O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o Seu Reino, de fato, não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela Morte para destruir a morte; perder a Vida para ganhá-la.

A muitos o Senhor decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. "Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido", pensaram. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.
O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Estar disposto a carregar a cruz com aquele que a levou até o Calvário sem abandoná-la. Estar disposta a defender o Cristo e a Igreja com novo ardor, e com novo ânimo, especialmente hoje em eles são tão aviltados em todo mundo.
 
Felipe Aquino (Formação Canção Nova)
Thiago Calixto (Edição - Coordenador do GCSMA)

domingo, 3 de abril de 2011

Por que nós adiamos nossas confissões?

Hoje tem fila para tudo: no banco, para entrar no estádio e na loja cheia de promoções... Só não há fila para a confissão.

Essas filas desapareceram, também, porque nas igrejas novas sumiram os confessionários e as pessoas não sabem mais onde devem ir para se confessar. Até os padres, para ouvir as confissões, estão ficando raros. Já falamos muito sobre a crise desse sacramento e tentamos experiências novas. Algo de mais comunitário; deu pouco resultado. Tiramos as grades, quase nada. Arrumamos confortáveis salinhas com sofás e ar condicionado. São boas para conversar, mas os clientes da confissão não aumentaram.

Nem na Quaresma os católicos se lembram do mandamento da Igreja: "Confessar os próprios pecados pelo menos uma vez ao ano". Pedido que, junto com o outro: "Receber o sacramento da Eucaristia pelo menos na Páscoa" (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, pg. 197) formam o famoso "preceito pascal". O movimento está fraco. Outros tempos aqueles das filas na Semana Santa! É a modernidade.

Evidentemente muitos gostam mais de se confessar com os seus amigos pelo celular. Outros preferem o "bate-papo" da Internet, para contar as "coisas cabeludas" deles e dos colegas também. Fofocas, mentiras e disparates andam soltos. Porém isso não tem nada a ver com a confissão. O arrependimento e o perdão são coisas sérias. Não dá para fazer de conta. Precisa, antes, reconhecer que erramos. Mas para isso precisamos de um ponto de apoio, como na física. Um ponto firme para nos levantar de novo, um ponto seguro para agüentar o peso dos nossos pecados.

Qual será esse ponto de apoio sobre o qual devemos reconstruir a nossa vida, fazer as pazes com quem ofendemos, pedir desculpa a quem gostaríamos tanto de amar de novo e mais ainda?
É o Pai da parábola que Jesus contou. Vejam porquê. O filho, sim, aquele que pediu o adiantamento da sua herança, que andou o mundo todo, que ficou doido de prazer, que encheu a cara com tudo o que estava ao alcance do seu dinheiro, não ficou feliz. Nem amou e nem foi amado. Foi tudo um faz-de-conta. 
Quando a mentira da farra acabou, ficou pobre e faminto. Não somente pobre de dinheiro e faminto de comida, muito pior: ficou sozinho porque o amor comprado, não é amor, é fachada. 
Não satisfaz. Aí se lembrou daquele que não deixava faltar comida aos seus empregados; daquele que talvez ainda o amasse mais do que o dinheiro que lhe tinha dado e que ele havia jogado fora. Tinha quase certeza de ser acolhido, ao menos, como trabalhador. Como podia esperar ser amado de novo? Sabia não merecer mais tanto amor. Mas o Pai o surpreendeu: foi ao seu encontro, abraçou-o e o beijou. Q
ue se dane o dinheiro; este meu filho estava morto e voltou a viver, estava perdido e foi encontrado, vamos festejar. Que Pai maravilhoso! Bom demais. A festa foi de arromba. Com dança e tudo. Só não queria entrar o outro filho, invejoso e mesquinho. Contudo o grande Pai também foi ao seu encontro suplicando para que ele entrasse.

Inventamos desculpas para não confessar porque esquecemos o Pai. Nós esquecemos a alegria do perdão, cultivamos rancores, antipatias e mágoas. Mas o grande Pai não. Nós todos valemos muito mais do que tudo aquilo que podemos ter esbanjado ou aprontado longe de casa. Ele não precisa dos nossos bens e nem da nossa ficha limpa, quer o nosso coração. É só voltar para casa, pobres e humildes. Sem orgulho, mas com saudade. O abraço do perdão será inesquecível e a festa também.

Que tal? Vamos entrar na fila? A Semana Santa vem aí. 
Confissão na Comunidade Nossa Senhora de Nazaré será SÁBADO (dia 09) a partir dás 09:00hrs na manhã.

Dom Pedro José Conti, bispo
Bispo de Macapá (AP)

terça-feira, 29 de março de 2011

A Igreja não é 'a casa da mãe Joana'!




















Todo o mundo deve saber o significado da expressão a "casa da mãe Joana". E, se você não souber, vai ficar sabendo já! O texto a seguir, fui buscá-lo na internet, essa porta sem fronteiras da modernidade tecnológica: "Ensina Câmara Cascudo que a expressão se deve a Joana, cujo nome completo se desconhece, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir em Avignon, na França, segundo alguns autores por ter se envolvido em uma conspiração em Nápoles de que resultou a morte de seu marido, segundo outros por ter sido exilada pela Igreja por causa de sua vida desregrada e permissiva. Em 1347, aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: 'o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar'. Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e casa-da-mãe-joana e serviu, por extensão, para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem, a desorganização".

Como veem, a internet pode ser um auxílio necessário à superação de nossa ignorância, até mesmo para curiosidades desse tipo. Espero que a expressão tenha sido entendida pelo meu leitor, mas, se não, vamos instigar nossa massa cinzenta.
Na verdade, eu não sei nem conheço o meu leitor, embora saiba que, vez por outra, alguém me aborde na rua para me dizer que leu e gostou, ou não, de algum texto meu. O fato é que, apesar de ter de falar certas verdades incômodas, minha intenção não é, nunca, ferir a sensibilidade de quem quer que seja, mas, sobretudo, suscitar uma reflexão oportuna sobre comportamentos que não condizem com certas circunstâncias e lugares, no caso específico, refiro-me a atitudes sem propósitos que muitos hereges de plantão querem fazer dentro da Igreja. Nunca aparecem lá, e quando vão, pensam em querer fazer dela a "casa da mãe Joana". Independentemente do que você faça ou realize como profissional, responda-me com sinceridade: "Você gostaria se alguém chegasse a seu lugar de trabalho - seu escritório, seu gabinete, sua casa, sua loja, seu supermercado, seu departamento de vendas, sua cozinha, sua barraca, sua empresa, sua farmácia - e começasse a mudar tudo de lugar, simplesmente, porque não gostou da disposição das coisas?"

Pode até ser que algum desorientado responda de maneira positiva, mas, o normal, é que diga: "Não, não gostaria!". Então, por que na Igreja tudo deve ser permitido? Especialmente em "missas de formatura" - que é um termo inapropriado para a Celebração Eucarística, porque não existe "missa de formatura" - e em casamentos, muitos aborrecimentos chegam pelo fato de que muitas pessoas, não habituadas com a celebração litúrgica, não conseguem distinguir a diferença entre a Igreja, que é o espaço sagrado do louvor e do culto prestado a Deus, cuja presença está no Sacrário, permanentemente, e outro qualquer salão de festas, ou, quando não, um salão de debutantes. Quando digo que não "há missa de formatura", quero dizer que a Liturgia da Igreja é uma só, e já está pronta no Missal Romano para as diversas circunstâncias da vivência cristã. Não somos nós que a reinventamos com as chamadas "adições inoportunas", como bem caracterizou o Papa Bento XVI.
Aí, pensa-se poder cantar de tudo, desde que cada um sinta a pulsação emocionante de seu coração embalado pelo romantismo que, às vezes, é visto na televisão. E, quando as pessoas sérias da Igreja tentam dar uma orientação conforme as exigências próprias da sagrada Liturgia, são taxadas de intransigentes e mal-educadas. Que o digam algumas pessoas entre cerimonialistas, fotógrafos, ornamentadores e cantores que, convidados a receberem formação litúrgica pela Arquidiocese, em 2010, quase em uníssono, manifestaram o desafeto em relação ao Padre da Paróquia "Jesus Ressuscitado". Nesse âmbito, o que eu considero mais engraçado - para não dizer o mais cínica e lamentavelmente deslavado - é que eles vão lá para ganhar dinheiro à custa da Igreja, e ainda querem dizer como o padre deve presidir a Santa Missa ou assistir ao matrimônio.

Torço pelo dia em que a Igreja, de modo sereno e competente, chegue a gerir sua própria casa, também nesses momentos, sem precisar de vândalos interesseiros que muito perturbam o interior da igreja, quando, na verdade, deveriam favorecer o silêncio e a dignidade do ambiente sagrado ou o lugar do culto, onde está o Senhor presente na Eucaristia.
Ora, se a gente vai ao cinema e não pode dar um "pio"; no teatro, exigem educação, silêncio e respeito durante a apresentação. Da mesma forma, quando se mora num apartamento, há um horário limite para determinados barulhos. Assim como, se alguém vai ter um encontro com uma pessoa que a julga importante, não vai com a primeira roupa que encontra pendurada no cabide do guarda-roupa. Certo dia, encontrei um jovem que foi à Missa vestindo uma camiseta regata. Então, perguntei-lhe: "Por que você não veio mais composto?" E ele respondeu: "Deus quer é o coração, não a veste". Sua falsa lógica provocativa não me dispensou imediato acinte: "Se é assim, por que não veio nu?!". Se alguém não sabe, os especialistas em etiqueta afirmam que esse tipo de roupa não combina com nenhum evento social, a não ser com esporte e lazer.

No fundo, o que falta é um pouco de bom senso e respeito pelas pessoas ao redor, e, de modo muito mais especial ainda, pelo Cristo, o Dono da Igreja, presente no Sacrário. Incrível como nossa mediocridade e banalidade encontram justificativas e desculpas para tentar impor nossas razões hipócritas e incoerentes. E o que dizer dos aborrecimentos com os atrasos, considerados por alguns de "chiques"!?. Falta de educação e respeito nunca foram "chiques" em lugar nenhum. Infelizmente, fomos mal-acostumados com o incisivo e provocante rifão do "atrasar é chique!". Entendo que nem tudo poder ser, rigorosamente, vivido na dinâmica respeitosa da pontualidade, mas, atrasar mais de meia hora, deixando o sacerdote esperando como um pateta, já é abuso. Agora, se for o padre quem atrasar, depois que os noivos e convidados tiveram entrado na igreja, coitado dele! Já tivemos sérios problemas por conta disso. Mas, os direitos deveriam ser iguais, quer dizer, direitos e deveres.
Quem não cumpre os deveres, deveria perder todos os direitos se não for capaz de encontrar legítimas e convincentes explicações para o seu atraso. De fato, esse é um problema que está presente na leviandade de muitas pessoas que não prezam por seus compromissos como deveriam, tratando-os com reverência e honradez. No aeroporto de Brasília (DF), presenciei uma confusão instantânea feita por um casal que, chegando depois do tempo previsto para o embarque, não o fizeram e perderam o direito para alguém que já estava na fila de espera havia mais de duas horas. A balbúrdia, a gritaria e o descontrole foram notáveis no balcão de controle do embarque. Eles dançaram o "samba do caboclo doido", mas não viajaram. A orientação é para que se chegue, pelo menos, uma hora antes, em voos nacionais e, duas, em voos internacionais. No caso, da Igreja, que, graças a Deus, não vai decolar para lugar nenhum, o ideal seria que o padre se atrasasse tanto tempo quanto os noivos atrasam, depois do horário marcado e previsto para o início da celebração. Aliás, quando isso acontece por alguns minutos, os ânimos se sublevam e se agitam se o padre não aparecer logo. Sendo que a celebração do Matrimônio é um momento muito importante na vida de todos, dos noivos aos seus familiares e convidados, a exigência do diálogo se faz necessária com todos os envolvidos na esteira da preparação e da realização do evento, a fim de que tudo aconteça na mais absoluta e desejada ordem. Com efeito, o casamento não é apenas um encontro social, em que nos produzimos para sair bem na foto e, consequentemente, no álbum. É mais do que isso, é um Sacramento que os noivos recebem prometendo respeito e fidelidade recíprocos por toda a vida. E, para tal atitude, contam com a graça recebida pelo Sacramento da Igreja.
Os sacerdotes não somos funcionários da arbitrariedade e da incompetência de quem não leva a sério a responsabilidade de seus compromissos, querendo transformar a Igreja "na casa da mãe Joana", onde cada um faz o que quer, quando quer e pensa que pode. Nosso desejo é que a reflexão ajude-nos a rever nossos conceitos e valores quando nos aproximamos das coisas sagradas da Igreja de Cristo, no intento de não entregarmos "pérolas aos porcos" (cf. Mt 7,6). Embora pareça dura, a expressão é de Cristo Jesus, ensinando aos Apóstolos o santo dever da consciência de não profanar as coisas santas de sua própria e amada Igreja.

Padre Gilvan Rodrigues dos Santos
Mestre em Teologia Bíblica- Pontifícia Univ. Gregoriana Roma

sexta-feira, 18 de março de 2011

Camisinha: uma "roleta russa" no combate à Aids

O uso da camisinha não é absolutamente seguro
A verdade cientificamente verificada é que o uso da "camisinha" não é absolutamente seguro. Inúmeras pesquisas têm sido feitas a esse respeito nos meios científicos, como estudos de microscopia eletrônica e testes de passagem de micropartículas.

Pesquisa realizada com Richard Smith, um especialista norte-americano sobre a transmissão da Aids, apresenta seis grandes falhas do preservativo, dentre as mencionadas por ele, por exemplo, há a deterioração do látex, ocasionada pelas condições de transporte e armazenagem.

Tomadas, porém, todas as precauções e conseguindo-se que os preservativos cheguem em perfeitas condições aos usuários, seriam ainda seguros para prevenir a Aids, pergunta-se o autor? Sua resposta é esta: "Absolutamente não. O tamanho do vírus HIV é 450 vezes menor que o espermatozoide. Esses pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso".

Levando-se em conta o resultado dessas investigações, poderíamos dizer que, servir-se de um preservativo para proteger-se contra o vírus HIV, significa, tanto como, apostar nos resultados de uma "roleta russa". Com mais de uma bala no tambor, no caso em que a prática sexual se torna mais frequente e promíscua ao sentirem-se os usuários, persuadidos pela propaganda, com absoluta segurança no uso da "camisinha". Deste modo, tanto mais aumentará a probabilidade de um contágio quanto mais aumentarem a promiscuidade e o falso convencimento de proteção oferecida pelo método.

Por essa razão, o risco de infecção, ainda que reduza a percentagem de perigo a uns 10% - em realidade pode ser maior – e, evidentemente excessivo.

Que educador, pai, amigo consentiria que um filho ou uma pessoa amada embarcasse num avião que tem 10% de probabilidade de espatifar-se no chão?

A propaganda para difundir o uso do preservativo é, por isso mesmo, totalmente inadequada porque, por um lado, favorece a proliferação da promiscuidade e, por outro, não evita devidamente a contaminação. Dessa forma, em vez de se tornar um método inibidor da doença, torna-se, de fato, um método propagador dela.

Pedagogicamente, corre-se o risco de que a campanha venha a ser entendida assim: "Tenha relações sexuais, basta tomar as devidas precauções". Não seria essa uma forma de incentivar a prática do sexo prematuro?

Se as adolescentes e os adolescentes viessem a ser induzidos a pensar que é normal a prática do sexo precoce, prestar-se-ia um péssimo serviço a uma educação sadia e enriquecedora.

Não se pode mudar a ordem natural em função de uma solução imediatista e inadequada que, além de não solucionar o problema da proliferação da Aids, propicia e incentiva a prática desregrada do sexo.


Veja o vídeo: A Igreja e o uso de preservativos.


Padre Márcio Coelho
Sacertode do Sagrado Coração de Jesus
Edição: Thiago Calixto

terça-feira, 8 de março de 2011

Quarta de Cinzas: Arrependimento e Conversão!



















Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é assim mesmo a
palavra "penitência" …

Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Tradição

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.
Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.

Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

Também durante a celebração desta quarta-feira (9), a Igreja inicia a Campanha da Fraternidade 2011. O tema deste ano é “Fraternidade e a Vida no Planeta”. De acordo com Dom Aldo, em âmbito estadual, a campanha vai enfocar “O lixo reciclável da Paraíba”.

“Este ano a Campanha da Fraternidade é uma campanha para salvar o planeta, que vai tratar de poluição, da necessidade de economia da água, do aquecimento global. É uma campanha pelo planeta e pela vida”, disse o arcebispo da Paraíba.

PARTICIPE
Santa Missa de Cinzas ás 19:00 na
Comunidade Nossa Senhora de Nazaré


Edição: Thiago Calixto

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Carnaval: CONHEÇA A VERDADE!


Estamos vivendo um tempo de festas em todo o Brasil é o chamado carnaval, esse tempo para muitos é a hora de extravasar, um tempo onde tudo ou quase tudo é permitido em nosso país. Tempo este onde os dados da violência quase triplica em todo o Brasil, os assaltos são mais constantes, mortes por acidentes em automóveis, mortes também por consumo de drogas e até bebidas, este também é o tempo de vestir pouca roupa, quanto menos possível melhor, e neste tempo de folia muitos mergulhão no mar do pecado que conduz a alma a morte, a exposição do corposensualidade, a promiscuidade reina fica evidente no Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo a neste tempo e o trono de Satanás é levantado por milhares de milhões de pessoas que deixam-se levar pelos encantos deste mundo, onde tudo é passageiro.

O Carnaval é a vergonha da nação brasileira diante dos homens e diante de Deus!

Em todo o território nacional a Festa da Promiscuidade (o carnaval) é realizada e isso fica claro pela mídia que têm o prazer de noticiar estes eventos pecaminosos e incentivar os brasileiros a  'divertirem-se', pudemos ficar atentos a muitas coisas cercam este período e as cidades que cediam cada um deles, que são quatro principais Rio de Janeiro, Refice, Bahia e São Paulo é estas cidades onde os principais eventos acontecem e nós vemos a realidade de cada uma cidades de grandes contrates onde o pobre é esmagado pelos ricos, onde acontecem coisas espantosas, a metade da violência que ocorre em todo Brasil se concentra nelas e para nós CRISTÃOS fica o questionamento:

Os Governos gastam uma fortuna com as festas de Carnaval!

Tentei pesquisar em vários sites de notícias mas não encontrei nada de concreto sobre estes gastos mais posso afirmar por algumas informações que pude ler em poucas páginas que entre as prefeituras que realizam o carnaval em média gasta-se 600 mil reais chegando a mais de 1 milhão em algumas e você pode imaginar quanto esta sendo gasto por cada estado, e todo esse gasto não dá retorno, o nosso povo não sai beneficiado com isso pelo contrario deixam de dar de comer a quem têm fome para gastar milhões na Festa da Promiscuidade uma prova disso é o gasto excessivo da escola de samba Unidos da Tijuca que chega a 10 milhões de reais este ano segundo o site O Repórter. Tudo isso se resume numa ressaca nos cofres públicos e em muitos brasileiros fica os rastros da promiscuidade desta festa.


ATENÇÃO
"Estarei postando mais informações sobre este assunto, lique ligado."

Thiago Calixto
Coordenador do GCSMA 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Oração mental. Você conheci? Você pratica?


















  
 Oração mental é esta conversa íntima que podemos ter com Deus em algum momento do dia. Se estamos aqui na terra para crescer no amor a Deus, nada mais natural do que parar tudo em algum momento do dia e dedicar uns minutos para conversarmos a sós com Ele no nosso quarto ou numa igreja ou capela.
A oração mental é diferente da união ou presença de Deus que todos nós procuramos ter ao longo do dia. É diferente porque a oração mental se assemelha a uma conversa entre dois amigos. Neste momento os dois amigos param tudo o que estão fazendo e se dedicam exclusivamente a dar atenção a um e a outro. Também precisamos desta conversa a sós com Deus onde vamos abrir o nosso coração e contar tudo o que se passa nele. Onde vamos escutar também tudo o que Deus tem a nos dizer. Sem a oração mental, nossa relação com Deus fica superficial, aguada.
Muitos me perguntam: como conversar com Deus? O que falo para Ele? Eis um exemplo, um “roteiro” que tem ajudado muitas pessoas (tem o título de “Quinze minutos com Jesus sacramentado; é de um autor anônimo; fiz algumas adaptações):
Não é necessário, meu filhos, saber muito para agradar-me muito, basta que me ames com fervor. Fala-me, pois, com simplicidade, como falarias com o mais íntimo dos teus amigos ou como falaria com a tua mãe ou com teu irmão.

I – Precisas pedir-me alguma coisa em favor de alguém?
Diga-me o seu nome, quer sejam teus pais, teus irmãos e amigos: Diga-me em seguida o que querias que Eu fizesse em favor deles hoje.
Pede muito, muito; não deixes de pedir, agradam-me os corações generosos, que chegam a esquecer-se de si próprios para atender às necessidades alheias.
Pede-me com a simplicidade, com franqueza: os pobres que queres consolar, os doentes que queres aliviar, os extraviados que desejas reconduzir ao bom caminho, os amigos ausentes que queres ver novamente ao teu lado. Recorde que prometi ouvir todas as súplicas que saírem do coração.
II – E para ti, não necessitas também de alguma graça?
Se quiseres, faz uma lista das tuas necessidades e lê-as na minha presença. Diga-me francamente que sente em ti soberba, amor à sensualidade e ao conforto, que talvez sejas egoísta, inconstante, negligente… E pede-me depois que venha em auxilio dos teus esforços.
Não te envergonhes. No céu há tantos justos, tantos santos de primeira ordem, que tiveram esses mesmos defeitos! Mas pediram com humildade…, e pouco a pouco viram-se livres deles.
E também não duvides em pedir-me bens temporais: saúde, memória, bom êxito nos teus trabalhos, negócios ou estudos; tudo isso posso dar-te e o dou desde que não se oponha à tua santificação.
III – E por mim? Não sentes desejos de me dar glória?
Não sentes o desejo de amar-me mais, de ser mais fiel aos meus mandamentos?
IV – Por acaso sentes tristeza ou mau humor?
Conta-me as tuas tristezas com todos os pormenores. Quem te feriu? Quem te ofendeu? Quem te desprezou?
Aproxima-te do meu coração, que tem um remédio eficaz para curar todas as feridas do teu coração. Conta-me tudo!
Porventura tens medo? Sentes em tua alma aquelas melancolias que, mesmo que possam ser infundadas, nem por isso são menos angustiantes? Lança-te nos braços da minha Providência. Estou contigo: tu me tens a teu lado; vejo tudo, ouço tudo, não te desamparo em nenhum momento.
V – E não tens alguma alegria e consolação que queiras comunicar-me?
Por que não me tornas participante delas, como bom amigo teu?
Conta-me o que te consolou e fez como que sorrir o teu coração desde ontem, desde a última visita que me fizeste. Talvez tenhas tido surpresas agradáveis, talvez tenhas visto dissiparam-se uns negros receios, talvez tenhas recebido notícias alegres, algumas palavras ou sinal de carinho, ou então venceste alguma dificuldade, saíste bem de um apuro. Tudo isso é obra minha, e Eu dispus isso em teu favor. Por que não hás de manifestar-me a tua gratidão por isto e dizer-me simplesmente como um filho ao seu pai: obrigado, meu pai, infinitamente obrigado?
Não terás também algum propósito a fazer-me? Não queres, por exemplo, tomares a firme resolução de não te expores mais àquela ocasião de pecado? De te privares daquele livro que avivou a tua imaginação?
Pois bem, meu filho, volta às tuas ocupações de costume, ao trabalho, à família, ao estudo… Mas não esqueças os quinze minutos de grata conversação que tivemos aqui, nós dois, na solidão do teu quarto, da igreja.
Sempre que puderes guarda silêncio e tenha caridade com o próximo. Ama a minha Mãe, que também é tua Mãe, e volta outra vez amanhã, com o coração mais amoroso ainda.
Saibamos dedicar todos os dias um tempo a conversar a sós com Deus e nossa alma se encherá de paz e de alegria.

Pe. Paulo Monteiro Ramalho

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

As correções de Deus!


















Quando escolho por Cristo, entro num caminho, começo a andar numa estrada, este caminho é longo, não consigo encontrar o fim, mais Ele me atrai e não deixa-me sair dessa estrada, estrada esta de pedras e espinhos mais também lugar de flores e cercada de mananciais, ESTRADA DA VIDA!
Ao longo desse caminho o Senhor não me deixa só, NUNCA me abandona está ao meu lado a cada passo que dou. Ele esta comigo! Ele é minha direção, e por ser a direção indica o melhor caminho, não o mais fácil ou o que para mim seja o melhor mais ao seu caminho ele me chama, e sinaliza, faz questão de colocar grandes placas, que me farram melhor chegar ao meu destino e sendo Ele o que eu mais quero, fico em paz pois já o tenho nessa estrada.
Muitas vezes por minhas muitas imperfeições tenho escolhido o que para mim é mais vantajoso sem ouvir a voz do Senhor, tenho 'cortado' tantos caminhos, tenho escolhidos tantas direções erradas, constantemente sou falho e do teu caminho tenho saído! PERDÃO SENHOR!
Eu não quero sair do Teu caminho Senhor, quero seguir e não voltar atrás e quero estar atento aos teus sinais de amor por mim, sinais que iram-me corrigir e que me levaram a santidade, quero estar aberto Senhor a tua orientação, ao teu querer, pois tu és a razão por que distante de ti não posso viver!

Onde estou?
Ei é mais fácil, olhe em volta! E se questione: O Senhor está aqui, comigo?

O que estou fazendo?
Por ser uma pergunta que terá várias respostas de aconselho, faça tudo na presença d'Ele.

Para onde estou indo?
Eis a pergunta que não quer calar e que só você pode responder!

Faça sempre estas três perguntas, e siga em frente na direção do Senhor!

Thiago Calixto
Coordenador do GCSMA

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Queremos começar esse Ano Novo alegres na “Esperança”

 Queremos começar esse ano novo louvando ao Nosso Senhor Jesus Cristo alegres na esperança.

“Alegres na esperança, fortes na tribulação, perseverantes na oração. Mostrai-vos solidários com os santos em suas necessidades, prossegui firmes na prática da hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. Mantende um bom entendimento uns com os outros (Romanos 12,12-16a).
São Paulo coloca fala: “sede alegres na esperança”. E ele nos diz como seremos alegres na esperança assim como em Filipenses.
Sem Deus não há esperança. O Papa Bento XVI escreveu na Encíclica Spe Salvi “salvos pela esperança”. Sem Deus não pode haver esperança, sem Jesus Cristo não pode haver esperança. É importante começarmos o ano com essa mensagem: não tem como haver alegria, esperança e paz sem Jesus Cristo.
Quando João Paulo II foi eleito Papa ele escreveu uma encíclica onde diz: “aquele que não conheceu Jesus Cristo permanece para si mesmo sem identidade e permanece para si mesmo um mistério impenetrável. Ele não sabe o que significa a vida, ele vive nesse mundo como um embriagado no meio da noite a sua vida começa no nada e permanece num nada, vivendo nessa vida como um verme porque não tem meta porque não tem rumo”.
É triste aquela filosofia dos séculos XVIII, XIX e XXI filosofias de morte que lançavam sobre o mundo as trevas, o mal porque não tinham Cristo. Terrível meus irmãos! Muitos foram lançados no desespero por cauda dessas filosofias do nada, porque não tinham esperança, não tinham Deus, não tinham Jesus Cristo para dar a eles o sentido a esperança. Nós não somos um nada, ou um monte de ossos que veio para viver sem esperança.
Hoje nas escolas, nas universidades, o seu filho está sendo formado numa filosofia de morte. Cuidado! Quem tem Jesus Cristo sabe que nós somos filhos amados de Deus e que Ele nos desejou.
Paulo VI se referia a vida como um banquete que Deus nos ofereceu. Não um banquete de muita comida, mas um banquete de amor, um banquete de esperança, um banquete de paz.
Eu não sou um verme jogado no nada, sou filho amado de Deus, de um Deus que entregou o Seu Filho numa cruz por amor a mim.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O pazer de viver a castidade

 
Castidade antes do casamento traz mais estabilidade e satisfação!
 O estudo realizado pela Universidade americana Brigham Young demonstrou que a restrição sexual antes do casamento está associada com melhores resultados no relacionamento conjugal. A satisfação com o casamento foi 20% maior entre os casais que esperaram, bem como a qualidade na vida sexual, 15% maior.
Nesta pesquisa, onde 2.035 indivíduos casados foram entrevistados, foi observado que o tempo para o ínico da atividade sexual na vida do casal está relacionado com a sua qualidade sexual atual, comunicação, a satisfação com o relacionamento e a estabilidade.

De acordo com o estudo “Compatibility or Restraint?: The Effects of Sexual Timing on Marriage Relationships" (Em tradução livre: “Compatibilidade ou restrição?: Os efeitos do tempo Sexual nos Relacionamentos Matrimoniais), a educação, o número de parceiros sexuais, a religiosidade e duração do relacionamento estão entre os aspectos mais importantes na vida conjugal.  
Os resultados mostram ainda que o tempo de atraso sexual está associada a um aumento na qualidade da comunicação e nas áreas do relacionamento sexual, bem como a estabilidade das relações percebidas são consistentes com essa teoria. A qualidade da comunicação é 12% melhor entre os casais que viveram a castidade antes do matrimônio.

Os relacionamentos que se baseiam mais em recompensas e prazeres sexuais precoces acabam resultando em relações mais frágeis a longo prazo.
O estudo, publicado na revista científica Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, também mostra que a ambiguidade da iniciação sexual precoce pode comprometer a capacidade de alguns casais para desenvolver uma compreensão clara e comum sobre a natureza das suas relações.
Em contraste, a sexualidade baseada no comprometimento é mais susceptível a criar uma sensação de segurança e sinceridade entre os parceiros dentro de suas redes sociais, trazendo também a ideia da exclusividade e planejamento futuro.
 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Presente: essa talvez seja a primeira palavra...

Presente: essa talvez seja a primeira palavra que venha à nossa cabeça quando lembramos do dia 25 de Dezembro, ou como a maioria lembra, do Natal.
Sei que você já deve ter lido sobre esse assunto em muitos lugares por aí falando que o Natal é um tempo de alegria não por causa dos presentes ou só porque a família se reúne em torno de uma mesa para comer a ceia natalina. Mas sim, por causa daquele que nasceu no dia 25 deste mês, um menino que nos livraria de todo o pecado e de toda a condenação, e o meu texto não vai ser muito diferente.Infelizmente isso ocorre pelo simples fato de que o comércio conseguiu de uma maneira esperta manipular o verdadeiro sentido do Natal. E isso faz com que esperemos não outra coisa, a não ser presente, ainda mais que todos estão com o 13º salário no bolso (pelo menos a maioria).

Neste Natal, que está sendo bem diferente para mim, pois vou passá-lo pela primeira vez longe de meus pais, estando aqui na Canção Nova - meu novo lar-, posso te revelar que não está sendo muito diferente. Na maioria das vezes me pego pensando na roupa, no calçado ou em outro objeto que gostaria de ter e que alguém que soubesse desse desejo me presentearia, mas não posso pensar só nisso, mas sim, que no exato momento que for acontecer a virada da noite do dia 24 para o dia 25, a maioria das promessas do antigo testamento estavam se realizando e eu sendo salvo a mais 2000 anos atrás.
Por isso, quando a maioria das pessoas estiverem bebendo champagne e abrindo os seus presentes, eu me esforçarei para me lembrar que Maria andou com dores em cima de um burro num longo caminho para dar a luz e assim cumprir o que fora prometido antes. Isso com certeza vai me trazer uma alegria muito grande. E com esta verdadeira alegria, comemorarei com os meus irmãos o Natal de Cristo e o primeiro presente que ganhei antes mesmo de nascer: a liberdade.

Desejo a você um Feliz Natal e que todos possam lembrar no exato momento, das promessas feita no Antigo Testamento e de tudo que ocorreu depois do nascimento desse Menino até hoje.

Éder Pires de Brito

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Desordenada cobiça por tudo: AVAREZA

Avareza é oposto à generosidade. Uma pessoa avarenta tem medo em perder algo que possui e dificuldade de abrir mão do que tem mesmo que receba algo em troca. Acha que perder algo pode ser um desastre e tem cuidado com seus pertences como uma pessoa egoísta.
A avareza é tomada também como desordenada cobiça de quaisquer bens e, neste sentido, é um pecado genérico, pois todo pecado é um voltar-se desordenadamente a algum bem passageiro. Assim a avareza é tomada em sentido geral, como desordenado afã de "ter" uma coisa qualquer, e em sentido específico, pelo afã de propriedade de posses que se resumem todas no dinheiro 

Pe. Paulo Ricardo

A preocupação da Igreja com a Doutrina


Podemos notar que nas Cartas pastorais que São Paulo escreveu a S.Timóteo e a S.Tito, a quem ordenou bispos, a grande preocupação do Apóstolo é com a doutrina, para que essa não se corrompesse com o passar do tempo e com a transmissão oral ou escrita. Veja essas passagens:
"Torno a lembrar-te a recomendação que te dei... para impedir que certas pessoas andassem a ensinar doutrinas extravagantes..."(1Tm1,3).
"Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentando com as palavras da fé e da sã doutrina...(1Tm4,6).
"Quem ensina de outra forma... é um obcecado pelo orgulho, um ignorante...(1Tm6,3-4).
"Ó Timóteo, guarda o bem que te foi confiado!"(1Tm6,20).
"Guarda o precioso depósito!" (2Tm1,14).
"Porque virá tempo que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação" (2Tm4,3).
A S.Tito, vemos as mesmas recomendações de S.Paulo. Falando das qualidades que deve ter o bispo, ele diz:
"...firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem"(Tt 1,9).
"O teu ensinamento, porém, seja conforme a sã doutrina...(Tt 2,1).
"...mostra-te em tudo modelo de bom comportamento: pela integridade da doutrina,..."(Tt 2,7).
"Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza..."(Tt 3,8).
Na sua grande preocupação com a sã doutrina, S.Paulo diz aos gálatas, com toda severidade:
"Não há dois evangelhos: há pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém - nós, ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema [maldito]. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!"(Gal 1,7-10).
Ao longo da sua história a Igreja realizou 21 Concílios Ecumênicos (universais) para manter intacta essa "sã doutrina". Foram muitas vezes momentos difíceis para a Igreja, porque, por não aceitar a verdade muitos irmãos se separaram da unidade católica; mas foram momentos de luzes para a caminhada da Igreja.
Falando desses Concílios, disse o Papa João Paulo II:
"Os grandes Concílios foram momentos de graça para a vida da Igreja universal ... Eles representam um ponto de referência indiscutível para a Igreja universal".
"Esses foram momentos de graça, através dos quais o Espírito de Deus concedeu luzes abundantes sobre os mistérios fundamentais da fé cristã" (L´Osservatore Romano, nº 28, 13/7/96).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Uma Terra renovada!


Esta é uma promessa de Deus! A grande proclamação do Antigo Testamento:
"Com efeito, vou criar céus novos e uma terra nova […]" (Isaías 65,17a).

Ao fazer essa promessa, o Senhor não está se referindo a um símbolo, mas a algo real. Aliás, esta afirmação: "céus novos e uma terra nova" acompanha a Bíblia inteira. Entra pelo Novo Testamento, passa por Jesus, pelos Atos dos Apóstolos, pelas cartas de Pedro, de Paulo e chega ao Apocalipse.
Não se trata, portanto, de conclusão teológica, mas de verdade revelada pelas Sagradas Escrituras, em várias passagens. O Senhor assim o fez para termos a certeza de uma terra nova. Para vivermos nessa expectativa.

Nós católicos costumamos “jogar” tudo para o céu: quando morrermos e depois no final de todas as coisas, vamos todos para o céu e terminou! Se fosse assim, o Senhor não precisaria insistir em dizer, na Bíblia inteira, que a terra em que estamos será renovada.

Depois que o pecado entrou no mundo, de tal maneira fomos envolvidos por uma nuvem negra, poluída e cáustica, que só conhecemos a subvida que vivemos. Na verdade, o que estamos tendo não era o que Deus queria para nós. Esta terra não foi criada assim! A Bíblia nos mostra isso. O pecado, essa infâmia que o inimigo de Deus trouxe para nós e para a nossa terra, foi que a deixou desta maneira. E o maligno é tão vil, que nos anestesia e não percebemos o que estamos vivendo. Imagine-o pegando um doente, um canceroso, por exemplo, cheio de dores, e anestesiando o coitado com “cachaça”, e de má qualidade.

É isso que o inimigo faz conosco para não percebermos a desgraça a que ele nos levou. Mas o Senhor nos dá a certeza de que quando chegarmos ao céu novo e à terra nova as coisas serão totalmente diferentes:

"[…] com efeito, a exultação que vou criar será Jerusalém, e o entusiasmo será o seu povo; sim, exultarei por Jerusalém, e estarei entusiasmado com meu povo!" (Is 65,18b-19a).
A alegria e o entusiasmo que sentiremos serão imensos quando o Senhor nos der o que está reservando para nós. 
  

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O que significa: Imaculada Conceição de Maria

Em 1854, o Papa Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, através da bula Ineffabilis Deus.
As raízes dessa devoção se reportam ainda aos primeiros séculos da Cristandade. Já os Padres da Igreja do Oriente, de fato, ao exaltar a Mãe de Deus, usavam expressões que a colocavam acima do pecado original.
No entanto, qual é exatamente o significado desse dogma e como não confundi-lo com outros títulos referentes a Maria? A seguir, confira a explicação do mariólogo padre Stefano De Fiores.

Padre Stefano: É preciso evitar um equívoco: o de confundir a Imaculada Conceição, que diz respeito à pessoa de Maria, no primeiro instante de sua existência, com a virgindade de maria, que, ao contrário, é uma decisão na sua vida, quando está consciente, portanto, quando já cumpriu um bom caminho de anos, ao menos até a sua adolescência.
E poderíamos dizer que a Imaculada Conceição é isso: não é um privilégio que distancia Maria de nós, porque, antes das diferenças, está a igualdade. A igualdade está nisso: tanto Maria quanto nós somos redimidos em Cristo. Nós somos redimidos mediante a libertação do pecado, enquanto, para Maria, trata-se de uma preservação do pecado original, isto é, Jesus foi perfeitíssimo mediador para Maria enquanto não esperou que ela caísse em pecado para depois absolvê-la, mas a sua graça redentora foi tão forte a ponto de impedir que Maria caísse no pecado.

Pergunta: Como compreender, portanto, neste sentido, o livre arbítrio de Maria?
Padre Stefano: Maria foi protegida pela graça de maneira toda especial, mas essa graça não tolhe a liberdade, porque Deus não pode tratar a nós – por Ele criados livres – como se não fôssemos livres! E, de fato, a Maria é pedido o consenso para a Encarnação do Filho de Deus. Ela teria podido dizer ‘não’: sustentada pela graça, pôde dar aquele sim completo, total, perfeito de disponibilidade “sem qualquer peso de pecado”, diz o Concílio Vaticano II. E, portanto, com a plenitude da sua humanidade, pôde aderir a Deus entregando toda a sua vida à Palavra de Deus, à promessa que Deus havia feito de torná-la Mãe do Filho de Deus.

Pergunta: De que modo ler, viver a presença desta festividade na imediata proximidade do natal?
Padre Stefano: No Advento, nós temos a preparação que vem do profeta Isaías com o seu invencível otimismo, que nos leva a trabalhar por um mundo novo, por um mundo de paz. Depois, vem João Batista, que nos faz ver que é a via da conversão que pode verdadeiramente levar-nos à salvação; enfim, eis que vem Maria como a preparação radical para a vinda do Messias. De fato, Maria ensina-nos a plena disponibilidade, portanto, Maria é a preparação mais perfeita para que possamos acolher verdadeiramente o Verbo de Deus que se fez carne. Assim, como diz Bento XVI, agora não podemos mais fazer teologia sem mariologia, porque o nosso Deus é o Deus encarnado no ventre da Virgem Maria por obra do Espírito.

Conheça mais sobre a Imaculada Conceição de Maria

 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Juventude AMA Jesus!


Quando o mundo diz que os jovens são o futuro, não o diz apenas porque somos os adultos de amanhã, nem para fugir da própria responsabilidade ou para transferir aos jovens algo concreto e sério a fim de que eles amadureçam. Por trás desta afirmativa está uma crença muito forte que diz estar na juventude o potencial de mudança. A cabeça dos jovens planeja o futuro. Esta geração é um celeiro de idéias. O mundo confia não só na imaginação, mas na capacidade dos jovens!
Quando se acredita que os jovens podem mudar o mundo é porque o potencial de realizar vai além do imaginar. Sua disposição e seu vigor alimentam a semente dos sonhos e aspirações de um mundo novo.
Ser o futuro é muito mais que ser o povo de amanhã; é ser o pai e a mãe, o professor e o médico, o engenheiro e o advogado, o padre, o consagrado...
Ser o futuro é hoje imaginar, sonhar, projetar, mais que isso, empenhar-se em realizar.
Desde a época dos nossos pais se diz que os jovens são o futuro do Brasil. O mundo projeta na juventude a promessa de um mundo melhor. Neles se coloca a expectativa de que as coisas sejam diferentes. A esperança nos jovens sempre foi assim. Os jovens são o futuro do país, o mundo fala isso em todas as línguas. A sociedade espera da juventude o que não pôde realizar; espera de nós o que desistiu de tentar; espera que tenhamos a coragem que muitos não tiveram. Espera tudo isso porque sabe que a ousadia é própria dos jovens.
Percebemos, então, que nós não podemos mudar o mundo. Que toda esta expectativa, mais dia menos dia será frustrada. Tantos planos e projetos não se realizarão por nossas mãos. E quanto mais o tempo passa percebemos quão verdadeiras são as nossas limitações e quanto já se passou sem que fizéssemos algo grandioso.Toda esta expectativa de mudança é reflexo de um mundo que deseja a vida eterna. Espera-se que alguém ou algo de alguma forma se manifeste e que aconteça logo. Por isso a geração seguinte. Por isso pessoas diferentes das que eles já conhecem. Por isso jovens tão ousados e corajosos, tão criativos e livres.
Bem que devíamos ter protestado contra essa idéia quando tínhamos apenas doze anos e escutamos esta frase pela primeira vez... Ou poderíamos ter esquecido tudo isso, sem impor, a nós mesmos, tamanha responsabilidade.
Mas, temos que encarar o futuro. E para concretizá-lo precisamos viver bem o presente. O mundo canta: “deixa acontecer naturalmente...” Nós, porém, como jovens cristãos, somos chamados a viver sobrenaturalmente. Aderindo aos planos de Deus promovemos a transformação do mundo. Conformado-nos à Sua vontade, mudando nosso presente, nos projetamos num amanhã completamente novo. Afinal, Cristo é a eterna novidade.
Quando somos plenamente jovens já somos santos, pois somos aquilo que Deus quer que sejamos. Nós respondemos! Mas, é Ele quem nos leva, nos impulsiona para o futuro, nos lança em águas mais profundas, nos capacita e Sua Vontade acontece. Ser jovem, é ser o que Deus pensa de nós como nos ensinou Teresa, a santa jovem de Lisieux. Quando somos jovens, vivemos o presente ao passo que renovamos a promessa de ser o futuro.
A esperança não é apenas dos nossos pais, professores, da sociedade ou dos nossos amigos, mas, principalmente, de Deus, que nos constitui seus filhos pelo Filho para n’Ele revelarmos o Pai e a esperança na vida eterna.
É próprio do ser humano desejar a plenitude, sonhar com o eterno, com o perfeito. E nós que conhecemos a Deus, o Perfeito, o Pleno, o Eterno, o Amor, testemunhamos como seus filhos este Céu.
Vivendo esta filiação realizaremos mudanças maiores que o que poderíamos planejar. Com Ele a nossa frente percorremos todos os caminhos. Vivemos uma juventude reconstruída pelo Amor e sem medo testemunhamos que a esperança é Cristo e que é esta esperança que nos faz ser jovens. Não uma juventude “de idade”, porque essa passa. Mas a juventude de esperar em Deus.
Com muita tranquilidade vamos acolhendo esta missão pessoal de mudar o mundo e de resplandecer a esperança no Cristo. Testemunhamos para o mundo a liberdade de não apenas esperar, mas de depender totalmente de Deus. Assim, o mundo poderá deixar de esperar dos jovens, passando a desejar ser jovem, porque jovem é aquele que se lança e ousa em Deus. E com tantos jovens o mundo poderá ser transformado. A esperança de que isto aconteça no futuro poderá ser vivida no presente. O que era distante e apenas promessa passa a ser real. E tudo isso não podemos entender, mas em Cristo podemos viver a esperança de ser o futuro.

Lorena Soares
Missionária da Com. Católica Shalom