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sábado, 9 de abril de 2011

Bullying nas Escolas brasileiras.



















Uma violência física, mas, muitas vezes, psicológica: este é o bullying, termo que tem origem na palavra inglesa bully, que significa "brigão", "valentão". Na prática, traduz-se em atos de covardia, tirania, agressão, opressão, maus-tratos, ironias, que acontecem de forma repetitiva e não necessariamente com uma agressão física, mas na maioria das vezes acompanhado de tratamento ofensivo, ameaças e torturas psicológicas. Essas agressões possuem um caráter intencional e, muitas vezes, a pessoa que sofre o bullying pode ser abordada por uma ou por várias pessoas.

Forma de violência que tem crescido no mundo, pode fazer vítimas em diversos contextos sociais: escola, família, universidade, vizinhança, local de trabalho. Pode começar com um simples apelido "inofensivo", mas que pode ter grande repercussão para a pessoa atingida.

Sabemos que essa prática existe há muito tempo, mas nem sempre recebeu esse nome. Estudos mostram a preocupação de vários setores da sociedade com o crescente número desses casos de agressão, especialmente nas escolas.

Aquele que sofre com o bullying, muitas vezes, vive esse processo sozinho. Podemos observar que, além do isolamento ou da queda do aproveitamento escolar de uma criança ou jovem que passa por essa situação, ela também pode iniciar um processo de adoecimento psicossomático, de estado emocional, sintomas depressivos, estresse elevado; e tudo isso somado pode afetar sua personalidade. Ao ser ridicularizada a pessoa passa a não enfrentar mais o contato social e, aos poucos, perde o prazer em atividades sociais, como frequentar a escola, lazer ou qualquer situação em que necessite se expor, por medo de ser novamente vítima desse processo.

Esse fenômeno leva a pessoa vítima da agressão mobilizar seu medo, sua angústia e a reprimir a raiva e até mesmo a ter sentimentos de culpa, como se ela fosse responsável pelos ataques sofridos. Muitas vezes, não há denúncia, pois o agredido teme ser ainda mais perseguido; de forma que o agressor se vale desse silêncio como proteção e anonimato.

Um dado muito importante deve servir de alerta para todos nós: estudos mostram que, em 80% dos casos, aqueles que praticam esse tipo de violência afirmam que a causa principal desse comportamento é a necessidade de replicar em outras pessoas a violência que sofreram em casa ou na própria escola. As atitudes dessas pessoas envolvem a necessidade de dominar, de impor autoridade e coagir, desejando, na verdade, ser aceitas e pertencer ao grupo e de chamar a atenção para si. Mostra ainda a dificuldade de lidarem com seus sentimentos, de colocarem-se no lugar do outro e perceberem os sentimentos das pessoas.

Aqueles que agridem passam a ter um comportamento de distanciamento e dificuldade em alcançar um bom rendimento escolar; nota-se que valorizam muito a violência como fonte de poder e tais fatos podem levar a comportamentos desadaptados na fase adulta.

Nosso papel é trabalhar com os grupos sociais nos quais vivemos, começando pelo núcleo familiar, o trabalho de valorização de princípios como respeito às diferenças, a tolerância, a convivência fraternal e de acolhimento das pessoas, valorizando a harmonia e a disponibilidade e refazer sua história, pois embora deixe lembranças, é possível refazer o caminho de vida, tanto para agressor quanto para agredido. É importante que pais, educadores, religiosos, líderes comunitários e empresas possam conversar abertamente sobre esse assunto, visando propostas para reverter este quadro.

Se existe uma cultura de violência, que se dissemina entre as pessoas, é importante que possamos espalhar uma contracultura de paz, especialmente nas crianças, que precisam ser moldadas e nelas semeadas boas sementes de paz, amor, harmonia. Vivemos um tempo de aprendizado de como lidar com isso: escolas, pais, agressores e agredidos, muitas vezes, não sabem o que fazer, mas o grande plano neste momento é aprender com o incentivo de gestos de compreensão, de cada vez mais cultivar o respeito às diferenças individuais e o olhar de fé e atitude de cada um de nós. 

Preste bem atenção a este Texto abaixo, encontrei em um Blog e prefiro nem comentar as tais maneiras de livrar-se do Bullying nas Escolas brasileiras.

15 Maneiras - Fugindo do Bullying

1. Não vá a Escola! Diga a seus pais que não quer acabar numa caixa de madeira.
2. Troque de escola sempre que for ameaçado, insultado ou parar no hospital.
3. Adquira superpoderes e use-os para se proteger e proteger os outros.
4. Estude bastante quimica e faça uma formula para ficar invisível.
5. Junte a sua mesada com a de seus amigos e contrate um guarda-costas.
6. Fique famoso! Com tanto paparazzi te seguindo pela escola, ninguém vai querer ser fotografado incomodando você.
7. Espalhe que seu pai é uma pessoa violenta e que já foi preso várias vezes por agressão.
8. Se alguém encrencar você, grite o mais alto que puder par todo mundo vir correndo e deixar os bullies sem graça.
9. Organize uma campanha na escola onde todos que praticam o bullying serrão obrigados a usar nariz e sapato de palhaço a aula inteira... ou melhor a semana inteira ou serão expulsos.
10. Fique amigo de todos os 'bullies', ande com eles e, secretamente, denuncie-os aos professores, os pais e a direção. Não se esqueça de filmar tudo com o celular para usar como prova.
11. Processe a escola por permitir o bullying. Aposto que, quando doer no bolso, eles decidem fazer alguma coisa.
12. Ande sempre em gruo, no mínimo umas... 30 pessoas. É assim que os cardumes de peixes fazem para desmotivar os tubarões. Não adianta para os peixes, mas quem sabe adiante para você?!
13. Diga que a sua avó é macumbeira. 'Bullies' são covardes e tem medo de exus!
14. Dê uma de excêntrico e ande com roupas da grife do Restart. Assim, você atrai os olhares de todos os 'bullies' nem chegam perto.
15. Seja preso. Na cadeia, tem Bullying igual, mas pelo menos lá você tem uma vantagem: não precisa estudar!

O Papo de Coroinha não aconselha nenhuma destas 'maneiras'!

Elaine Ribeiro  
Psicóloga Clínica e Organizacional,colaboradora da Comunidade Canção Nova.
OBS.:Este blog é cristão. Não nos responsabilizamos pelo contéudo existente nele.
Confira os últimos posts do Coordenador do GCSMA no Papo de Coroinha JOVEM 

terça-feira, 29 de março de 2011

A Igreja não é 'a casa da mãe Joana'!




















Todo o mundo deve saber o significado da expressão a "casa da mãe Joana". E, se você não souber, vai ficar sabendo já! O texto a seguir, fui buscá-lo na internet, essa porta sem fronteiras da modernidade tecnológica: "Ensina Câmara Cascudo que a expressão se deve a Joana, cujo nome completo se desconhece, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir em Avignon, na França, segundo alguns autores por ter se envolvido em uma conspiração em Nápoles de que resultou a morte de seu marido, segundo outros por ter sido exilada pela Igreja por causa de sua vida desregrada e permissiva. Em 1347, aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: 'o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar'. Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e casa-da-mãe-joana e serviu, por extensão, para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem, a desorganização".

Como veem, a internet pode ser um auxílio necessário à superação de nossa ignorância, até mesmo para curiosidades desse tipo. Espero que a expressão tenha sido entendida pelo meu leitor, mas, se não, vamos instigar nossa massa cinzenta.
Na verdade, eu não sei nem conheço o meu leitor, embora saiba que, vez por outra, alguém me aborde na rua para me dizer que leu e gostou, ou não, de algum texto meu. O fato é que, apesar de ter de falar certas verdades incômodas, minha intenção não é, nunca, ferir a sensibilidade de quem quer que seja, mas, sobretudo, suscitar uma reflexão oportuna sobre comportamentos que não condizem com certas circunstâncias e lugares, no caso específico, refiro-me a atitudes sem propósitos que muitos hereges de plantão querem fazer dentro da Igreja. Nunca aparecem lá, e quando vão, pensam em querer fazer dela a "casa da mãe Joana". Independentemente do que você faça ou realize como profissional, responda-me com sinceridade: "Você gostaria se alguém chegasse a seu lugar de trabalho - seu escritório, seu gabinete, sua casa, sua loja, seu supermercado, seu departamento de vendas, sua cozinha, sua barraca, sua empresa, sua farmácia - e começasse a mudar tudo de lugar, simplesmente, porque não gostou da disposição das coisas?"

Pode até ser que algum desorientado responda de maneira positiva, mas, o normal, é que diga: "Não, não gostaria!". Então, por que na Igreja tudo deve ser permitido? Especialmente em "missas de formatura" - que é um termo inapropriado para a Celebração Eucarística, porque não existe "missa de formatura" - e em casamentos, muitos aborrecimentos chegam pelo fato de que muitas pessoas, não habituadas com a celebração litúrgica, não conseguem distinguir a diferença entre a Igreja, que é o espaço sagrado do louvor e do culto prestado a Deus, cuja presença está no Sacrário, permanentemente, e outro qualquer salão de festas, ou, quando não, um salão de debutantes. Quando digo que não "há missa de formatura", quero dizer que a Liturgia da Igreja é uma só, e já está pronta no Missal Romano para as diversas circunstâncias da vivência cristã. Não somos nós que a reinventamos com as chamadas "adições inoportunas", como bem caracterizou o Papa Bento XVI.
Aí, pensa-se poder cantar de tudo, desde que cada um sinta a pulsação emocionante de seu coração embalado pelo romantismo que, às vezes, é visto na televisão. E, quando as pessoas sérias da Igreja tentam dar uma orientação conforme as exigências próprias da sagrada Liturgia, são taxadas de intransigentes e mal-educadas. Que o digam algumas pessoas entre cerimonialistas, fotógrafos, ornamentadores e cantores que, convidados a receberem formação litúrgica pela Arquidiocese, em 2010, quase em uníssono, manifestaram o desafeto em relação ao Padre da Paróquia "Jesus Ressuscitado". Nesse âmbito, o que eu considero mais engraçado - para não dizer o mais cínica e lamentavelmente deslavado - é que eles vão lá para ganhar dinheiro à custa da Igreja, e ainda querem dizer como o padre deve presidir a Santa Missa ou assistir ao matrimônio.

Torço pelo dia em que a Igreja, de modo sereno e competente, chegue a gerir sua própria casa, também nesses momentos, sem precisar de vândalos interesseiros que muito perturbam o interior da igreja, quando, na verdade, deveriam favorecer o silêncio e a dignidade do ambiente sagrado ou o lugar do culto, onde está o Senhor presente na Eucaristia.
Ora, se a gente vai ao cinema e não pode dar um "pio"; no teatro, exigem educação, silêncio e respeito durante a apresentação. Da mesma forma, quando se mora num apartamento, há um horário limite para determinados barulhos. Assim como, se alguém vai ter um encontro com uma pessoa que a julga importante, não vai com a primeira roupa que encontra pendurada no cabide do guarda-roupa. Certo dia, encontrei um jovem que foi à Missa vestindo uma camiseta regata. Então, perguntei-lhe: "Por que você não veio mais composto?" E ele respondeu: "Deus quer é o coração, não a veste". Sua falsa lógica provocativa não me dispensou imediato acinte: "Se é assim, por que não veio nu?!". Se alguém não sabe, os especialistas em etiqueta afirmam que esse tipo de roupa não combina com nenhum evento social, a não ser com esporte e lazer.

No fundo, o que falta é um pouco de bom senso e respeito pelas pessoas ao redor, e, de modo muito mais especial ainda, pelo Cristo, o Dono da Igreja, presente no Sacrário. Incrível como nossa mediocridade e banalidade encontram justificativas e desculpas para tentar impor nossas razões hipócritas e incoerentes. E o que dizer dos aborrecimentos com os atrasos, considerados por alguns de "chiques"!?. Falta de educação e respeito nunca foram "chiques" em lugar nenhum. Infelizmente, fomos mal-acostumados com o incisivo e provocante rifão do "atrasar é chique!". Entendo que nem tudo poder ser, rigorosamente, vivido na dinâmica respeitosa da pontualidade, mas, atrasar mais de meia hora, deixando o sacerdote esperando como um pateta, já é abuso. Agora, se for o padre quem atrasar, depois que os noivos e convidados tiveram entrado na igreja, coitado dele! Já tivemos sérios problemas por conta disso. Mas, os direitos deveriam ser iguais, quer dizer, direitos e deveres.
Quem não cumpre os deveres, deveria perder todos os direitos se não for capaz de encontrar legítimas e convincentes explicações para o seu atraso. De fato, esse é um problema que está presente na leviandade de muitas pessoas que não prezam por seus compromissos como deveriam, tratando-os com reverência e honradez. No aeroporto de Brasília (DF), presenciei uma confusão instantânea feita por um casal que, chegando depois do tempo previsto para o embarque, não o fizeram e perderam o direito para alguém que já estava na fila de espera havia mais de duas horas. A balbúrdia, a gritaria e o descontrole foram notáveis no balcão de controle do embarque. Eles dançaram o "samba do caboclo doido", mas não viajaram. A orientação é para que se chegue, pelo menos, uma hora antes, em voos nacionais e, duas, em voos internacionais. No caso, da Igreja, que, graças a Deus, não vai decolar para lugar nenhum, o ideal seria que o padre se atrasasse tanto tempo quanto os noivos atrasam, depois do horário marcado e previsto para o início da celebração. Aliás, quando isso acontece por alguns minutos, os ânimos se sublevam e se agitam se o padre não aparecer logo. Sendo que a celebração do Matrimônio é um momento muito importante na vida de todos, dos noivos aos seus familiares e convidados, a exigência do diálogo se faz necessária com todos os envolvidos na esteira da preparação e da realização do evento, a fim de que tudo aconteça na mais absoluta e desejada ordem. Com efeito, o casamento não é apenas um encontro social, em que nos produzimos para sair bem na foto e, consequentemente, no álbum. É mais do que isso, é um Sacramento que os noivos recebem prometendo respeito e fidelidade recíprocos por toda a vida. E, para tal atitude, contam com a graça recebida pelo Sacramento da Igreja.
Os sacerdotes não somos funcionários da arbitrariedade e da incompetência de quem não leva a sério a responsabilidade de seus compromissos, querendo transformar a Igreja "na casa da mãe Joana", onde cada um faz o que quer, quando quer e pensa que pode. Nosso desejo é que a reflexão ajude-nos a rever nossos conceitos e valores quando nos aproximamos das coisas sagradas da Igreja de Cristo, no intento de não entregarmos "pérolas aos porcos" (cf. Mt 7,6). Embora pareça dura, a expressão é de Cristo Jesus, ensinando aos Apóstolos o santo dever da consciência de não profanar as coisas santas de sua própria e amada Igreja.

Padre Gilvan Rodrigues dos Santos
Mestre em Teologia Bíblica- Pontifícia Univ. Gregoriana Roma

terça-feira, 15 de março de 2011

Cristãos de CORAGEM

A Igreja não é lugar de covardes mais sim de homens, mulheres, jovens, idosos e crianças cheios do Espirito e transbordante de amor por Deus e pelo próximo precisamos ser um povo renovado no Senhor, um povo que não teme os desafios propostos pelo Pai, um povo que ira até o fim na luta pela santidade.

A definição do corajoso não é dada pelo fato que ele fazer coisas que ninguém teria a coragem de fazer mais sim que enfrenta a si mesmo para encontrar a verdade que existe em nós e que esta em Deus!

Fico intrigado quando vejo nos meios de comunicação as conclusões de corregem não sei  se  é para rir ou chorar, aquele que pula de um penhasco de  bungee jump é corajoso, que pratica os esportes 'radicais' arriscando suas vidas são os 'maiorais', vocês que praticam este tipo de esporte cuidado, muito cuidado mesmo é um risco, estão ameaçando a própria vida e ariscando naquilo que chamam de 'prazer' meu Deus onde vamos parar, não sou corto os esportes, não mesmo, incentivo todos a praticarem, faz muito bem a saúdo do corpo desde que não arrisque sua vida! 
E a resposta eu que acabei que falar tenho certeza que vai ser essa,
_ "Há mais têm um equipamento de ponta. Pessoas preparadas. Socorristas presentes. É bem seguro!"

E eu respondo, com outra pergunta rsrs 'Onde está tua segurança?' a minha esta no Senhor Deus de Israel, quando se tira das mãos de Deus o que é dele, a tua vida é dele! Ele deu e só ele pode tirar! Não existe segurança em equipamentos profissionais nem em socorristas de plantão a única real e verdadeira segurança está no nome do Senhor.

E por outro lado enquanto essas pessoas são tidas como as corajosas do 'pedaço'  por este mundo os cristão que esta ajoelhado em adoração numa Capela é tido por desocupado, frustrado e um monte de chacotas ignorantes, pois o verdadeiro corajoso é aquele que prega a palavra de salvação sem vergonha, é aquele que ama e não têm vergonha de demonstrar neste amor, é aquele que esta visitando um enfermo, confortando um jovem carente, participando da Santa Missa. Por que para ser um verdadeiro cristão hoje é preciso de muita mais muita coragem, quem pensa que hoje não existe perseguição religiosa esta muito enganado, não acontecia só nos tempos antigos quando a Igreja  dava os primeiros passos, hoje, ainda hoje aqui no Brasil que é a maior nação católica do mundo existe muita perseguição, uma perseguição sutil de raízes demoníacas que não quero entrar em detalhes.

Quem são os verdadeiros CORAJOSOS?

Você que trabalha o dia inteiro para receber uma 'mixaria' no final do mês e que ainda contribui com o dízimo em sua paróquia!

Você que tem 'ralado' estudando noite e dia para um concurso e não esqueci de rezar e de participar da Santa Missa!

Você que tem ido de porta em porta levar a verdadeira palavra e não tem sido recebido e que ainda não desistiu!

Você que coordena um grupo, movimento ou pastoral e que não é 'reconhecido' por ninguém, apenas recebe cobrança mais com tudo isso continua firme!

Você que têm muitas vezes deixado seu casa, seu marido (ou esposa), seus filhos um pouco de lado para se dedicar ao Reino de Deus!

Você que têm visitado enfermos, têm rezado por eles, têm levado a alegria de Deus a quem mais precisa!

Você que tem esta sendo tido como fanático, desocupado... e está firme na fé no Senhor!

Você que não têm negado sua Igreja, no mundo onde tudo é permitido!

Você que não têm negado sua Mãezinha a Virgem Maria, e têm seguido como um verdadeiro filho obediente ao pedido da mãe "Fazei tudo o que ele vós disser." enquanto muitos te acusam de idolatra. Creias estas já estão vivendo o Céu na Terra, e aguardem o arrebatamento vindouro na glória e na majestade celeste do Senhor Jesus.


Oração
O Senhor dá a seus amigos um não um Espirito de timidez, mais um Espirito de coragem e ousadia nele, e muitos não têm o recebido e é isso que têm faltado em você, têm faltado mais entrega, mais ousadia, mais abertura ao projeto de Deus, seja um verdadeiro corajoso, segura nas mãos dele, deixe  ser levado por ele, Ele é a tua verdadeira segurança, creia que tudo tu podes naquele que é a tua fortaleza e segurança!


Coordenador do GCSMA

terça-feira, 1 de março de 2011

O que há de pior na televisão brasileira: BBB

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço…A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE..

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.

Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins…, telefonar para um amigo.., visitar os avós. ,pescar. , brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.


Escrito por Anônimo
Edição: Thiago Calixto

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Chega de PORNOGRAFIA!














Texto de alguém que gastou mais de 20 anos indo atrás de pornografia, nas mais variadas formas: Nestes últimos anos que se seguiram a minha libertação da pornografia, em 1998, Deus me ajudou a ver melhor qual a Sua perspectiva com relação a ela. De modo geral, a pornografia afeta negativamente quem a vê, independente de credo religioso, sexo, ou idade. Aqui está minha lista de razões para explicar porquê:
1. A pornografia alimenta a luxúria dos olhos e da “carne”, que nunca se satisfazem. Ela faz com que o espectador fique desejando mais e mais para poder atingir o mesmo nível de “sensação sexual”. Facilmente torna as pessoas escravas de seus próprios desejos desordenados e abre as portas para outras formas de mal, como a raiva, o abuso, a violência, o ódio, a mentira, a inveja, a compulsividade e o egoísmo. O poder por trás da pornografia se revela na hora que o viciado em pornografia tenta parar com seu hábito – é virtualmente impossível sem ajuda.
2. A pornografia sexualiza a visão de mundo do usuário. Muda sua perspectiva de modo que o sexo se torna de forma artificial algo que domina seu pensamento. As imagens pornográficas ficam estampadas no cérebro de quem as vê, com a ajuda dos hormônios liberados durante a excitação sexual. Mesmo que a pessoa decida parar de ver pornografia, as imagens do passado podem permanecer por anos ou mesmo pela vida toda.
3. A pornografia promove práticas destrutivas, e pode levar a um vício crescente. Por exemplo, os sites pornográficos costumeiramente apresentam links e pequenas imagens com links para todo tipo de perversão sexual que você possa imaginar, tais como pedofilia, homossexualidade, bestialidade, necrofilia (interesse sexual em cadáveres), masoquismo (prazer a partir de abuso ou sofrimento), estupro e sadismo (gratificação em infligir dor física ou mental em outras pessoas). A exposição do usuário de pornografia a esses temas naturalmente aumenta a possibilidade dele tentar aplicar na prática o que viu. Isso pode levar a crimes sexuais, como os de Ted Bundy (N. do T.: Preso por estuprar várias mulheres, confessou que era aficionado por pornografia.).

4. A pornografia intensifica a vontade de buscar só a própria satisfação, ao invés de servir a outra pessoa. Por exemplo, a masturbação, que tipicamente se segue a visualização de pornografia, reforça uma orientação de satisfação sexual voltada só para si mesmo (ou seja, luxúria), o que pode prejudicar a habilidade de doar e receber amor.

5. O vício em pornografia pode levar a prejuízos financeiros. A conveniência do pagamento por cartão de crédito na Internet encoraja o excesso nos gastos. Além do mais, os editores de pornografia enchem áreas da Internet com banners e –emails, atraindo potenciais usuários com pornografia gratuita. Uma vez “presos” ao site devido a pornografia gratuita, os usuários têm que pagar para ver mais.

6. Ao ver ou comprar pornografia os usuários estão financiando a indústria pornográfica e facilitando seu crescimento. Ao ver pornografia, o usuário também está contribuindo para a exploração sexual das pessoas envolvidas nas imagens que está vendo.

7. Ver pornografia pode prejudicar as relações familiares, sem mencionar a crescente chance da esposa ou dos filhos encontrarem material pornográfico. Pode também ser inspirar o usuário na direção de atitudes de incesto, que é um tema comum na pornografia. Outras coisas que a pornografia pode inspirar no usuário (que por sua vez pode afetar a família) incluem frustração sexual, mentiras, abuso, traições, dívidas, comportamento violento e pensamento irracional.

8. Ver pornografia no trabalho pode prejudicar a reputação da pessoa, diminuir sua produtividade no trabalho ou mesmo levar a uma demissão. Pode também inspirar relacionamentos doentios ou inapropriados com colegas de trabalho.

9. Ver pornografia pode prejudicar a vida sexual atual ou futura dentro do casamento. Os viciados em pornografia podem achar difícil usufruir a intimidade verdadeira com sua esposa quando estão na verdade tendo fantasias com outra pessoa! Além do mais, a pornografia constrói uma percepção irreal das relações sexuais. O sexo na pornografia é um retrato ou um ato feito para usufruto do espectador. Pega o que Deus queria como expressão privada de amor entre marido e mulher, e prostitui isso para o entretenimento de outros. Quando uma pessoa vem olhando imagens sexuais de outras pessoas por diversão, ele ou ela passa a ter uma visão desvalorizada, destorcida do sexo. Isso por sua vez fará com que o sexo com sua esposa se torne desvalorizado ou não mais apreciado.

10. Ver pornografia vai aumentar a tendência do usuário a mentir, pois ele ou ela terá um desejo natural de manter isso em segredo, para evitar críticas, vergonhas, embaraços, ou então ter que deixar o hábito.

11. Ver pornografia pode levar uma pessoa a ficar viciada em masturbar-se.

12. Ver pornografia traz sérias consequências espirituais. Por exemplo, abre espaço para a opressão espiritual e confusão espiritual na vida do espectador. O poder por trás da pornografia é inerentemente mau. Deseja controlar e dominar a vida da pessoa, enquanto permite que outras formas de mal ganhem espaço em sua vida. Uma vez que a pessoa começa a ver pornografia, seus olhos se tornam a porta por onde o poder do mal entra neles. À medida que ganha influência, o mal pode cegar a pessoa, tirar a habilidade de discernir entre o bem e o mal. Quanto mais os valores morais se tornam esmaecidos, mais a confusão se estabelece.

13. Ver pornografia ajuda você a começar a acreditar nas MENTIRAS que promove. Exemplos de MENTIRAS incluem: dizer que a liberdade sexual traz felicidade; que o sexo com perversão (homossexual, incesto etc) é mais prazeroso que o sexo “normal” heterossexual; que a promiscuidade sexual não tem consequências; que a expressão sexual é um direito, não um dom definido por Deus; que você pode viver uma vida normal com imagens pornográficas passando todo tempo em sua cabeça; que a pornografia não faz mal a ninguém; que o sexo é algo feito primariamente para auto-gratificação; que os atores/atrizes pornôs são as pessoas mais felizes na terra; que os adultos podem ver pornografia sem ter nenhum efeito colateral; que a pornografia vai aprimorar sua vida sexual; que a pornografia é só uma coisa inofensiva que todo mundo vê.

Edição: Thiago Calixto

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Minto ás vezes para não magoar a pessoa amada!























Por receio e até por medo às vezes omitimos a verdade daquelas pessoas que amamos afim de não causar sofrimento, ou melhor tentamos tardar o sofrimento pois como diz o ditado popular 'A mentira têm pernas curtas' e um dia a verdade virá a tona. É certo a mentira é uma bola de neve, para encobri-la vamos inventando mais uma, e mais outra e com o passar do tempo isso vai ficar insuportável pois já estaremos vivendo uma mentira, e o maior perigo é acostumar-se com a mentira dita e revesti-la de verdade, acreditando nela como se fosse a mais pura verdade. 

'Sua mentira não poupará o sofrimento mais esse será duplo'

Não faça da sua vida e da vida dos que te cercão uma mentira, saiba que a inverdade dita envolve muitas pessoas, pois a raiz da fofoca é a mentira, um fato que é destorcido por verdadeiros desocupados.
Mais de uma coisa tenho certeza não se mente para quem se ama, por que o amor está acima de toda mentira, quem ama compreende as coisas que ninguém pode entender, para viver uma relação sólida e fundada no verdadeiro amor  é essencial a verdade em tudo e sempre, às vezes essa verdade pode incomodar, magoar, assustar mais é melhor isso do que viver a sombra de uma mentira, e um conselho para quem tem o dom de inventar, modificar e torcer história escrevam novelas, um dia puderam ser os novos autores de novela das oito.

A mentira nunca é bem-vinda para aqueles que às esculta e quando essa é descoberta chega aí a maior frustação de um relacionamento, um fato que foi omitido ou pior que foi modificado para não 'magoar', o sofrimento será dobrado pois a descoberta do fato que já era sofrimento será duplicado pois esta foi dita por quem amamos, a mentira têm o poder de destruir relacionamentos, amizades até o amor, quem ama não mente, aquele que nasceu de novo, que está revestido de Cristo sabe quem é o Pai da mentira e este é o fundamento de toda esta e todo mentiroso esta em comunhão com Satanás, saiba que Deus é a verdade e os seus a têm e são verdadeiros.

Thiago Calixto
Coordenador do GCSMA

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Namoro e sexo

O namoro não é o tempo de viver a vida sexual. O sexo tem duas dimensões, finalidades: unitiva e procriativa. O ato sexual é o ato "fundante" da geração de filhos, porque é por ele que a doação amorosa do casal acontece. É por isso que a Igreja não aceita outra maneira de gerar a vida humana. No plano de Deus o sexo é manifestação do amor conjulgal; é uma verdadeira liturgia desse amor, cujo fruto será o filho do casal. Na fusão dos corpos se celebra profundamente o amor de um pelo outro: a compreensão recíproca, a paciência exercida, o perdão dado, o diálogo mantido, as lágrimas derramadas... é a festa do amor conjulgal. O ato sexual vai muito além de um mero ato físico; a união dos corpos sinaliza a união dos corações e dos espíritos pelo amor, compromisso de vida para sempre, aliança. A Igreja ensina também que o ato sexual, para não ser desvirtuado, deve sempre estar aberto à geração da vida, sem que isto seja impedido por meios artificiais. Ora, se o ato sexual gera a vida de um novo ser humano, este precisa ser acolhido em um lar pelos seus pais. Nem o namoro, nem o noivado oferece ainda uma família sólida e estável para o filho. Não existe ainda um compromisso "até que a morte os separe". É por isso que o sexo não deve ser vivido no namoro e no noivado. Se você apanhar e comer uma maçã ainda verde, ela vai fazer mal a você e se estragará. Se você viver a vida sexual antes do casamento, terá problemas e não alegrias. São Paulo disse: "A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa" (I Cor 7,4). O apóstolo não diz que o corpo sa namorada pertence ao namorado, e nem que o corpo da noiva pertence ao noivo. Infelizmente hoje a televisão não católica, especialmente pelas novelas e filmes, leva aos jovens a pensarem que o namoro já é o tempo de viver a vida sexual. Mas os jovens cristãos precisam saber se desejarem construir uma familia bela em Deus, devem esperar o casamento para a vida sexual. Não se deixem levar pelos encantos dos belos e belas artistas que colocam diante de você a maçã caramelada do pecado e que pode envenenar toda a sua vida futura. O casamento começa no namoro; logo, é importante que ele seja puro para que o seu futuro seja feliz

Prof. Felipe Aquino
Escritor e Apresentador

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Oração mental. Você conheci? Você pratica?


















  
 Oração mental é esta conversa íntima que podemos ter com Deus em algum momento do dia. Se estamos aqui na terra para crescer no amor a Deus, nada mais natural do que parar tudo em algum momento do dia e dedicar uns minutos para conversarmos a sós com Ele no nosso quarto ou numa igreja ou capela.
A oração mental é diferente da união ou presença de Deus que todos nós procuramos ter ao longo do dia. É diferente porque a oração mental se assemelha a uma conversa entre dois amigos. Neste momento os dois amigos param tudo o que estão fazendo e se dedicam exclusivamente a dar atenção a um e a outro. Também precisamos desta conversa a sós com Deus onde vamos abrir o nosso coração e contar tudo o que se passa nele. Onde vamos escutar também tudo o que Deus tem a nos dizer. Sem a oração mental, nossa relação com Deus fica superficial, aguada.
Muitos me perguntam: como conversar com Deus? O que falo para Ele? Eis um exemplo, um “roteiro” que tem ajudado muitas pessoas (tem o título de “Quinze minutos com Jesus sacramentado; é de um autor anônimo; fiz algumas adaptações):
Não é necessário, meu filhos, saber muito para agradar-me muito, basta que me ames com fervor. Fala-me, pois, com simplicidade, como falarias com o mais íntimo dos teus amigos ou como falaria com a tua mãe ou com teu irmão.

I – Precisas pedir-me alguma coisa em favor de alguém?
Diga-me o seu nome, quer sejam teus pais, teus irmãos e amigos: Diga-me em seguida o que querias que Eu fizesse em favor deles hoje.
Pede muito, muito; não deixes de pedir, agradam-me os corações generosos, que chegam a esquecer-se de si próprios para atender às necessidades alheias.
Pede-me com a simplicidade, com franqueza: os pobres que queres consolar, os doentes que queres aliviar, os extraviados que desejas reconduzir ao bom caminho, os amigos ausentes que queres ver novamente ao teu lado. Recorde que prometi ouvir todas as súplicas que saírem do coração.
II – E para ti, não necessitas também de alguma graça?
Se quiseres, faz uma lista das tuas necessidades e lê-as na minha presença. Diga-me francamente que sente em ti soberba, amor à sensualidade e ao conforto, que talvez sejas egoísta, inconstante, negligente… E pede-me depois que venha em auxilio dos teus esforços.
Não te envergonhes. No céu há tantos justos, tantos santos de primeira ordem, que tiveram esses mesmos defeitos! Mas pediram com humildade…, e pouco a pouco viram-se livres deles.
E também não duvides em pedir-me bens temporais: saúde, memória, bom êxito nos teus trabalhos, negócios ou estudos; tudo isso posso dar-te e o dou desde que não se oponha à tua santificação.
III – E por mim? Não sentes desejos de me dar glória?
Não sentes o desejo de amar-me mais, de ser mais fiel aos meus mandamentos?
IV – Por acaso sentes tristeza ou mau humor?
Conta-me as tuas tristezas com todos os pormenores. Quem te feriu? Quem te ofendeu? Quem te desprezou?
Aproxima-te do meu coração, que tem um remédio eficaz para curar todas as feridas do teu coração. Conta-me tudo!
Porventura tens medo? Sentes em tua alma aquelas melancolias que, mesmo que possam ser infundadas, nem por isso são menos angustiantes? Lança-te nos braços da minha Providência. Estou contigo: tu me tens a teu lado; vejo tudo, ouço tudo, não te desamparo em nenhum momento.
V – E não tens alguma alegria e consolação que queiras comunicar-me?
Por que não me tornas participante delas, como bom amigo teu?
Conta-me o que te consolou e fez como que sorrir o teu coração desde ontem, desde a última visita que me fizeste. Talvez tenhas tido surpresas agradáveis, talvez tenhas visto dissiparam-se uns negros receios, talvez tenhas recebido notícias alegres, algumas palavras ou sinal de carinho, ou então venceste alguma dificuldade, saíste bem de um apuro. Tudo isso é obra minha, e Eu dispus isso em teu favor. Por que não hás de manifestar-me a tua gratidão por isto e dizer-me simplesmente como um filho ao seu pai: obrigado, meu pai, infinitamente obrigado?
Não terás também algum propósito a fazer-me? Não queres, por exemplo, tomares a firme resolução de não te expores mais àquela ocasião de pecado? De te privares daquele livro que avivou a tua imaginação?
Pois bem, meu filho, volta às tuas ocupações de costume, ao trabalho, à família, ao estudo… Mas não esqueças os quinze minutos de grata conversação que tivemos aqui, nós dois, na solidão do teu quarto, da igreja.
Sempre que puderes guarda silêncio e tenha caridade com o próximo. Ama a minha Mãe, que também é tua Mãe, e volta outra vez amanhã, com o coração mais amoroso ainda.
Saibamos dedicar todos os dias um tempo a conversar a sós com Deus e nossa alma se encherá de paz e de alegria.

Pe. Paulo Monteiro Ramalho

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tatuagem: Certo ou errado?

Já é recurso de comunicação há vários milhares de anos. Essas inscrições tem contra si que são permanentes, por haver invasão de tintas em camadas mais profundas da pele.
Os nossos índios ganham dessa “modernidade” (de escasso bom gosto?), porque suas pinturas e ameaças de guerra são laváveis. Eles podem mudar de idéia, e começar nova etapa na vida.
Os nossos jovens e adultos civilizados não podem. Então isso de dizer que o mundo moderno não admite nada de definitivo, é desmentido pelos usuários desse recurso pictórico.

Não vale o axioma da pilha: “gastou, jogou fora”. Por isso, erroneamente se quer argumentar que o casamento não pode ser definitivo, por estar fora da mentalidade moderna...Os sentimentos, as promessas amorosas, a classificação de personalidade, a estigmatização das tatuagens, são para sempre.

Não há mais espaço para o arrependimento. A Igreja, por uma certa época, proibiu o seu uso. É que os romanos “carimbavam” os seus inimigos com esta humilhação. E também durante muito tempo, os governos marcavam os bandidos considerados irrecuperáveis com essas pinturas. Hoje as gangues, e outros, tem a sua linguagem esotérica, para se identificarem e fazerem suas comunicações.
Nós costumamos usar uma linguagem normal para o nosso corpo. Assim, as roupas que usamos, as jóias que as pessoas portam, os enfeites, os calçados, os penteados, falam aos outros do que somos e o que queremos. Quando vemos uma linda jovem, enfeitada com jóias, maquiada e penteada, concluímos que ela deseja cair na vista, e tem planos para a vida. Mas quando encontramos um homem maltrapilho, sujo, e com barba desgrenhada, concluímos que se trata de alguém que não acredita mais na vida.

 
 E se queremos expressar nossa pertença a Deus, podemos usar medalhas, anéis, que transmitem aos outros nossas convicções. Não é preciso tatuar a pele. Também perante Deus, para lhe demonstrar nossos fiéis propósitos, basta fazer-lhe promessas e votos. Não há necessidade de modificar a nossa pele. Até Ele, quando nos quer marcar como escolhidos, não nos carrega de inscrições corporais. Mas nos marca na alma, como no batismo e na crisma. “Eu conheço aqueles que escolhi” (Jo 13, 18).


Dom Aloísio Roque Opermann, SCJ
 Arcebispo de Uberaba, MG

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Uma Igreja dos pobres


“Fala-se, com insistência, em opção por “uma Igreja dos pobres”. A expressão é ambígua. Se ela é tomada no sentido de um paradigma – eles, como sinal divino, os preferidos do Senhor – está absolutamente correta. No entanto, não é raro a sua manipulação para propagar um conceito classista na comunidade eclesial, alheio a mais lídima concepção do cristianismo.
Assim, a preferência pelo empobrecido é, no fundo, a aversão ao rico, a escolha de um determinado sistema econômico que leva a propagar, até subliminarmente, uma luta de classes, o oposto à comunhão pregada pelo Salvador.
O injustiçado vem a ser um instrumento para atingir objetivos nada evangélicos. Manipula-se até a Sagrada Escritura: o Êxodo, por exemplo, é interpretado à luz de uma ideologia alheia à pureza da Revelação.
A defesa do oprimido serve, por vezes, para forjar uma pregação e atitudes contrárias aos ensinamentos do Presépio.
A caridade que atende o necessitado é julgada com desconfiança, pois seu exercício protela a mudança de estruturas. No entanto, constitui um crime deixar alguém ficar na miséria para o apressamento de uma “revolução” que levaria a uma utópica igualdade futura. E a isso procura-se rotular com o nome de “autenticidade cristã” ou “cristianismo social”.
O mesmo acontece com uma certa defesa dos direitos humanos, quando se circunscreve a interesses bem definidos e escusos. Os demais são entregues ao esquecimento, geralmente pobres e sem rendimento, em favor de propósitos ideológicos. E a lista poderia continuar. Sempre subjaz uma hipocrisia.”
 Dom Eugênio Sales
Cardeal Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Viver a fé 'Esse encontro precisa se tornar uma seiva vivificante'

Viver pela fé é condição essencial na história de quem teve um encontro pessoal com Jesus. Uma vez que tomamos consciência de que somos olhados amorosamente por Ele, não há mais espaço para um estilo de vida que não seja pautado pela confiança plena, pela certeza de que o Altíssimo é por nós.
No entanto, o encontro pessoal com o Senhor não pode ser entendido como um fato meramente histórico, aprisionado no passado. Precisamos urgentemente compreender que esse encontro precisa se tornar uma espécie de seiva vivificante da nossa caminhada: é daí que haurimos forças para enfrentar toda e qualquer tribulação e não nos damos por vencidos frente à primeira queda ou dificuldade.
Jesus nos dá esta graça especialíssima, a qual recorremos, infelizmente, com tão pouca frequência: vivenciar o encontro pessoal com Ele no nosso hoje, diante de cada situação; não apenas como algo a se rememorar, mas fato concreto que perdura em nossa história de salvação e ajuda a dar sentido à caminhada, ainda que em meio a tantas adversidades.
Somente vive pela fé quem busca atualizar no dia a dia a experiência do encontro pessoal com o Senhor, quem vive de modo perene esse deixar-se encontrar e invadir pelo Amado. Por isso, podemos afirmar que aquele que vive pela fé, vive a experiência constante do encontro com o Senhor.
“Embraçai o escudo da fé” (Ef 6, 10), exorta São Paulo. Esse escudo não apenas nos protege do Maligno, mas também de nós mesmos. Apenas quando vivemos de modo comprometido a realidade da fé conseguimos entender que não somos propriedade nossa, mas de Alguém, cujo poder salvífico somos constituídos testemunhas.
Viver na fé, no encontro com o Senhor, é condição fundamental para conseguirmos contemplar e discernir de modo correto a ação d’Ele em nossa vida, especialmente quando ela foge do esquema por nós planejado. Caso contrário, corremos o sério risco de viver sob o jugo de um legalismo maldito, no qual já não há mais espaço para uma ação livre do Senhor, como alerta São Paulo: “Todos os que se apoiam nas práticas legais estão sob um regime de maldição” (Gl 3, 10).
Viver na fé, no encontro com o Senhor é abraçar com convicção a verdade de que a única lei bendita é a liberdade para amar e construir comunhão. “Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído. [...] Quem não está comigo, está contra mim” (Lc 11, 17.23).
O Senhor deixou-se encontrar e revelou-se a nós para que vivêssemos esta grande alegria: pela fé, viver, estar com Ele e resplandecer Sua presença no mundo.
Peçamos o auxílio do Senhor:
Senhor, não desejo nada mais senão viver a confiança plena, a certeza de que Tu és por mim.
Fortificai em mim a vontade de viver o encontro pessoal contigo como realidade concreta do meu hoje!
Preciso viver na fé, Senhor. Dai-me a graça de discernir a Sua ação em minha vida e o ardor inquebrantável por buscar-Lo. Quero ser Sua testemunha no mundo. Amém!

Seu irmão,Leonardo Meira

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

André, o apóstolo que aprendeu a lição

No governo de Jesus, ele poderia ser o 'ministro das relações exteriores exteriores'
Estes dois irmãos, André e Pedro, acabaram dando a vida pela fé. Sabedores de que nem sempre haviam sido fiéis, pediram para ser crucificados de um modo diferente de Jesus.
Se Pedro foi nomeado primeiro Papa, André poderia ser considerado o “ministro das relações exteriores” no governo de Jesus.
Como podemos observar, as relações de fraternidade podem ser de grande ajuda em um grupo quando bem cultivadas. O segredo é exatamente este: cultivar pessoas, ou seja, saber criar condições para que cada uma seja como um grão de trigo jogado na terra. Depois de morrer para algumas dificuldades, o resultado é um fruto maduro. Mesmo as sementes mais difíceis, se cultivadas do jeito certo, podem dar um fruto bom.

Pessoas como André, hábeis para fazer amigos e aproximar pessoas, normalmente têm um defeito grave: a superficialidade nos relacionamentos. São espontâneas e logo no primeiro encontro deixam você a vontade, como se fossem velhos amigos. Mas não estranhe se, de repente, esta pessoa simplesmente desaparecer, ou pior, deixar de comparecer a um compromisso importante. Foi o que aconteceu com André, que simplesmente sumiu na hora da cruz.

Jesus soube educar André. Foi o primeiro apóstolo que conheceu e o primeiro que chamou. Foi seu braço direito em muitas ocasiões. Era um sujeito extremamente disponível e capaz, mas o Mestre não lhe deu a “chave do cofre” nem a gerencia da empresa. (…)
Para educar as pessoas em sua dificuldade é preciso dosar o poder que você concede a cada um dentro do grupo. Normalmente, pessoas como André exercem grandes influência, conhecem muitas pessoas e têm uma imensa rede de contatos. Você pode se tornar refém dessas pessoas, então, saiba manter o comando.

O fim da vida de André nos mostra que ele realmente aprendeu a lição. Permaneceu com toda sua habilidade de relacionamentos, pregando sem medo da morte. Testemunhos antigos de Jerônimo, Bernardo e Cipriano atestam que, antes de seu martírio, enfrentou o governador Egeias durante o julgamento, afirmando destemidamente que Deus era o supremo juiz. Foi condenado a ser crucificado como Jesus. Os historiadores dizem que mesmo na morte ele permaneceu sereno e forte. Era só mudar o seu discurso e seria libertado, mas a coerência falou mais alto. Conta-se que ele teria dito: “Ó cruz, extremamente bem-vinda e longamente esperada! De boa vontade e cheio de alegria eu venho a ti.”


 Artigo extraído do livro: Como liderar pessoas difíceis. 
A arte de administrar conflitos

quinta-feira, 24 de junho de 2010

10 RAZÕES para Viver a Castidade no Namoro



1. A pureza ajuda a ter uma boa comunicação com seu (sua) namorado (a).
Quando um casal de namorados vive a abstinência sexual, sua comunicação é boa porque não se concentram somente no prazer, mas na alegria de compartilhar pontos de vista e experiências; além disso, suas conversas são mais profundas. Por outro lado, a intimidade física é uma forma fácil de se relacionar, mas ofusca outras formas de comunicação. É um modo de evitar o trabalho que supõe a verdadeira intimidade emocional, como falar de temas pessoais e profundos, além de conhecer as diferenças básicas que existem entre ambos.

2. Cresce o lado amistoso do relacionamento.
A proximidade física pode fazer com que os jovens pensem estar emocionalmente próximos, quando, na verdade, não o estão. Um relacionamento romântico consiste essencialmente em cultivar uma amizade e não há amizade sem diálogo e sem compartilhar interesses. A conversa cria laços de amizade e ajuda um a descobrir o outro, a conhecer seus defeitos e qualidades. Alguns jovens se deixam levar por paixões e, depois, quando se conhecem em profundidade, se desencantam. Muitas vezes, nem sequer chegam a se conhecer porque não foram amigos, somente namorados com direitos.

3. Existe um melhor relacionamento com os pais de ambas as famílias.
Quando o homem e a mulher se respeitam mutuamente, amadurece o carinho e melhora a amizade com os pais de ambos. Geralmente, os pais de família preferem que seus filhos solteiros vivam a continência sexual e se sentem mal quando sabem que eles estão sexualmente ativos, sem estar casados. Quando um casal sabe que deve esconder suas relações sexuais, cresce a culpa e o estresse. Os jovens que vivem a pureza se relacionam mais cordialmente com os próprios pais e com os pais do (a) namorado (a).

4. As relações sexuais têm o poder de unir duas pessoas com força e podem prolongar uma relação pouco sã, baseada na atração física ou na necessidade de segurança.
Uma pessoa pode se sentir “presa” a um relacionamento do qual gostaria de sair porque – no fundo – não o deseja, mas não sabe como fazer. Uma pessoa casta pode romper com maior facilidade o vínculo afetivo que o ata ao outro, pois não houve uma intimidade tão poderosa no aspecto físico.

5. Estimula a generosidade contra o egoísmo.
As relações sexuais durante o namoro convidam ao egoísmo e à própria satisfação, inclinam o casal a sentir-se em concorrência com outras pessoas que podem chamar a atenção do (a) namorado (a). Estimulam a insegurança e o egoísmo porque o fato de começar a entrar em intimidade convida a pedir mais e mais.

6. Há menos risco de abuso físico ou verbal.
O sexo, fora do casamento, pode se associar à violência e a outras formas de abuso. Por exemplo, há duas vezes mais ocorrência de agressão física entre casais que convivem sem compromisso do que entre pessoas casadas. Há menos ciúme e menos egoísmo nos casais de namorados que vivem a pureza do que naqueles que se deixam levar pelas paixões.

7. Aumenta o repertório de modos de demonstrar afeto.
Os namorados que vivem a abstinência encontram detalhes “novos” para demonstrar afeto e contam com iniciativas e ideias para passar bem e demonstrar mutuamente seu carinho. O namoro se fortalece e eles têm mais oportunidades de se conhecer no que diz respeito à personalidade, aos costumes e à maneira de manter um relacionamento.

8. Existem mais possibilidades de triunfar no casamento.
As pesquisas têm demonstrado que os casais que já viveram juntos têm mais possibilidades de se divorciar do que os que não fizeram essa experiência.

9. Se você decidir terminar o namoro, doerá menos.
Os laços criados pela atividade sexual, por natureza, vinculam fortemente o casal. Então, se houver uma ruptura, será mais intensa a dor produzida pela separação, devido aos vínculos estabelecidos. Quando não tiverem relações íntimas e decidirem se separar, o processo será menos doloroso.

10. Você se sentirá melhor como pessoa.
Os adolescentes sexualmente ativos frequentemente perdem a autoestima e admitem viver com culpas. Quando decidem deixar de lado a intimidade física e viver castamente, sentem-se como novos e crescem como pessoas. Além disso, melhoram seu potencial intelectual, artístico e social. Com o sexo não se deve jogar. Quando alguém o pressionar dizendo: “Só te peço sexo uma vez e não insistirei mais”, uma boa resposta seria: “Isso é justamente o que me preocupa. Prefiro me conservar para alguém que vai me querer toda a minha vida”.

 Martha Morales

sábado, 19 de junho de 2010

Isso não é mais fome, é GULA!


Gula é comer além do necessário para se alimentar. Para alguns, o prazer de comer passou a ser um fim em si mesmo; esse é o erro. E se frustram quando a refeição não é “suculenta e variada”.

Escrevendo aos filipenses, São Paulo se refere àqueles cujo “deus é o ventre” (cf. Fil. 3,19), isto é, o alimento. Se a Igreja nos aponta a gula como um vício capital é porque ela gera outros males: preguiça, comodismo, paixões, doenças, etc... Podemos comer e beber com moderação e gosto, mas não podemos fazer da comida um meio só de prazer; isso desvirtua a alimentação.

Um corpo “pesado” debilita o espírito. Santo Agostinho dizia que temia não a impureza da comida, mas a do apetite. Ele escreve uma página sábia sobre isso: “Vós me ensinastes a ingerir os alimentos como se tratasse de remédios”. Santa Catarina de Sena dizia que o “estômago cheio prejudica a mente”. E Santo Ambrósio afirmava que: “Aquele que submete o seu próprio corpo e governa sua alma, sem se deixar submergir pelas paixões, é seu próprio senhor: pode ser chamado rei, porque é capaz de reger a sua própria pessoa”. E o líder pacifista indiano Gandhi afirmava que “a verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem o rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão, automaticamente, sujeitos ao controle quando a gula estiver sob controle”.

A virtude oposta à gula é a temperança: evitar todos os excessos no comer e no beber. Para destruir as raízes da gula é preciso submeter o corpo à mortificação. E esta haverá de ser sob a ação do Espírito Santo, nosso Santificador. São Paulo ensinou aos Gálatas e aos Romanos que somente o Espírito pode destruir em nós as paixões. “Conduzi-vos pelo Espírito Santo e não satisfareis o desejo da carne” (Gál. 5,16). “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas, se pelo Espírito fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis” (Rom. 8,12). A ação poderosa do Espírito Santo, aliada à nossa vontade, vem em auxílio da nossa fraqueza e nos dá a graça de superar os vícios.

Como remédio contra a gula a Igreja propõe também o jejum; não como um valor em si mesmo, mas como um instrumento para dominar a paixão. Mas Santa Catarina de Sena ensina que “a mortificação deve ser feita de acordo com a necessidade e na exata medida das forças pessoais.” Visto que não se pode impor a todos a mesma mortificação como uma norma rígida, já que nem todos são iguais.
Não é possível querer levar uma vida pura sem sacrifício. O corpo foi nos dado para servir e não para gozar; o prazer egoísta passa e deixa gosto de morte; o sacrifício gera a vida. Não foi à toa que Cristo jejuou quarenta dias, no deserto da Judéia, antes de enfrentar as ciladas terríveis do Tentador, que queria afastá-Lo do caminho traçado por Deus para Ele seguir a fim de salvar a humanidade.

Prof. Felipe Aquino